D. Pedro IV

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sábado, novembro 08, 2008

O REI DORMENTE


D. Sebastião nasceu em Lisboa no dia 20 de Janeiro de 1554, 16.º rei de Portugal e 7.º da Dinastia de Avis. Foi educado num ambiente que o fez acreditar que a sua glória era combater os Mouros; por isso, sem atender às dificuldades do Reino recuperou Arzila e, aproveitando-se das lutas entre reis mouros decidiu, ele próprio, combater o infiel. Muitos dos seus conselheiros, inclusivamente o rei Filipe II de Espanha, tentaram mostrar-lhe os riscos de tão grande aventura, mas D. Sebastião não lhes deu ouvidos. Saiu do Tejo com uma armada de 800 velas, seguiu para Tânger e dali para Arzila.Daqui,iniciou uma longa viagem, por terra, para Alcácer Quibir, o que deu tempo aos Mouros para organizarem a sua defesa.O exército português, exausto pela longa caminhada debaixo de calor intenso, mal alimentado e mal comandado, foi derrotado nos confrntos travados nesta batalha dos Três Reis. Caídos nas areias do deserto, estavam os corpos de grande parte do exército português e, concerteza, o do próprio rei. Mas o povo acreditava que D. Sebastião, apenas, tinha desaparecido. Segundo conta esta lenda "O Rei Dormente" ou "Messias"ou "o Encoberto" ou "Adormecido".
D. Sebastião voltará nas horas mais sombrias para conduzir o Reino à glória.
Fontes de informação: www.wikipédia.com;
Curiosidade recolhida por Joana Neto, 6.ºE

segunda-feira, outubro 20, 2008

A Invencível Armada


Corria o ano de 1588. Portugal e os seus domínios de além-mar já estavam incorporados em Espanha. Isto fez com que Espanha passasse a ter um imenso poder marítimo. Também Inglaterra buscava esse poder. Por isso, e também devido a diferenças religiosas, os dois países eram grandes rivais e pretendiam ver qual deles era mais poderoso nos mares. Espanha manda aparelhar uma enorme frota naval, incluindo nela alguns dos melhores navios portugueses, constituindo assim uma Armada Invencível.Um dos principais esquadrões de batalha era chamado de "Esquadra Portugal", tendo alguns dos melhores galeões de guerra do mundo. Grande parte dos
4 000 estrangeiros da Invencível Armada eram pilotos, marinheiros e soldados portugueses.
A armada partiu do Tejo, rumo a Inglaterra, a 28 de Maio de 1588. Tinham como objectivo destruir a frota inglesa que guardava o Canal da Mancha. Ao fim de quinze dias de viagem, depois de ter sido destroçada por uma tempestade, junto ao Cabo Finisterra (noroeste de Espanha), alcançam Inglaterra. Os Ingleses que os esperavam,comandados por Francis Drake, um famoso corsário, perseguiam-nos à distância. O Conselho de Guerra de Inglaterra preparara um plano de ataque:lançaram ânocras e ficaram quietinhos até chegar o momento de o pôr em acção. Abasteceram de combustível seis urcas velhas — os navios-fogo — e, cada uma com seu piloto, seguiram para junto da esquadra espanhola. Uma vez bem próximo do centro da esquadra deitaram fogo às urcas e os pilotos fugiram nos seus batéis.
O estratagema resultou: os navios espanhóis, em chamas, tentam fugir dali. Mas a armada inglesa, mais veloz, alcança-os. A maioria dos navios espanhóis afunda-se. Apenas menos de metade dos navios conseguiram escapar, contornando as costas da Escócia e Irlanda. Estes navios enfrentaram depois as tempestades de Setembro que contribuíram, ainda mais, para a decadência da frota. Foi assim vencida a Invencível Armada, derrota com grandes repercussões para Portugal.
in História de Portugal.Girassol Edições.
Curiosidade recolhida por David Cortiço, 6.º A

SABIAS QUE...


D. Sebastião começou a reinar desde 11 de Junho de 1557, apenas com três anos e meio de idade, e foi logo aclamado rei. Não podendo subir ao trono, por ser menor de idade, foi D. Catarina, sua avó, que governou como regente durante 10 anos. O Cardeal D. Henrique sucedeu-lhe na governação como regente até 1568, ano em que D. Sebastião completou 14 anos de idade e foi declarado maior.
D.Sebastião ocupava o seu tempo em caçadas, exercícios religiosos e na leitura de livros de história, principalmente, da história portuguesa.
Dava-lhe prazer desafiar o perigo. Em dias de temporal, gostava de embarcar nas galés e navegar para fora da barra para, da popa dos navios, observar o mar enfurecido.
Dado a extravagâncias, tomava decisões e tinha atitudes que raiavam a loucura. Conta a História que, durante uma viagem que fez por Portugal, quando fugia da peste de Lisboa, mandou abrir os túmulos dos reis, seus antepassados, deslumbrando-se diante dos que tinham sido guerreiros e votando os pacíficos ao desprezo.
Ignorando os avisos e os conselhos da Corte, organizou uma expedição militar a Alcácer-Quibir, quando o rei Muley Hamed lhe pediu socorro a troco de recompensas, por o rei Muley Moluk , seu tio, o ter expulsado do trono.
Completamente alucinado, mandou pedir a Santa Cruz (Coimbra) a espada de D. Afonso Henriques. Transportando na bagagem uma coroa de ouro para colocar na cabeça quando se proclamasse imperador de Marrocos, partiu a 25 de Junho com uma armada de 800 velas e um exército de 18.000 homens, constituído por soldados de todas as origens.O corpo de voluntários da nobreza era indisciplinado, mas brilhante pela bravura daqueles que o integravam e usava roupas de luxo, impróprias para uma expedição militar.
Em África, as loucuras continuaram: D. Sebastião quis dirigir o exército. Para conquistar Larache, praça do litoral, desembarcou em Tânger a 17 de Julho de 1578, e seguiu por terra, passando por Arzila e Alcácer Quibir. Esta marcha, em Agosto, foi violenta para os nossos soldados, chegarem a Alcácer Quibir mortos de cansaço.
No campo de batalha, mostrou-se forte e, de espada em punho contra o inimigo, embrenhou-se na luta, não se apercebendo da dispersão do exército que comandava.
A pé,empunhando uma espada e todo coberto de sangue, D. António, prior do Crato, indicou-lhe uma clareira por entre os exércitos muçulmanos por onde podia fugir, mas D. Sebastião não lhe prestou atenção. Aconselhado a render-se, respondeu à afirmação "Só nos resta morrer" dizendo: "Morrer, sim, mas devagar". Tentando salvá-lo, um dos nobres pediu a um mouro que lhe tirasse a espada, mas D. Sebastião gritou: "Não, não! A liberdade real só se há de perder com a vida". Cavalgando, desapareceu no meio dos inimigos. Da sua sorte nunca mais se soube.
Ainda hoje, perto de Alcácer-Quibir, na aldeia de Suaken onde se travou esta batalha, também, conhecida, em Marrocos, pela Batalha dos Três Reis, se podem ver três obeliscos construídos em memória de D. Sebastião e dos outros dois reis. A derrota humilhante que o exército português sofreu em Al-Kasr Al-Kebir (Alcácer Quibir), trouxe graves consequências para Portugal. Com o resgate dos cerca de 100 sobreviventes as dificuldades financeiras cresceram.
Em 1582, D. Filipe I mandou sepultar no Mosteiro dos Jerónimos um corpo, que fez passar pelo do rei desaparecido, na esperança de acabar com o mito do sebastianismo, que mandou sepultar num túmulo da Igreja de Belém.
http://www.arqnet.pt/dicionario/sebastiao1rei.html
Curiosidade recolhida por Beatriz Reis, 6.º B