D. Pedro IV

D. Pedro IV

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domingo, outubro 26, 2014

Exposição marca os 180 anos da morte de D.Pedro IV

 O objetivo deste projeto museológico consistiu em estudar e valorizar o Quarto D. Quixote e os espaços adjacentes, bem como a figura de D. Pedro IV, através de uma nova museografia e de vários suportes interpretativos, com destaque para os digitais. 

Quando:25 de Setembro de 2014 @ 9:00 am – 5:30 pm
Repetição:Diariamente até 27 de Março de 2015
Onde:Palácio de Queluz

 http://www.parquesdesintra.pt/agenda-cultural/

 

 

domingo, outubro 05, 2014

O que aconteceu a 5 de outubro de 1910?

A República Portuguesa foi proclamada em Lisboa a 5 de outubro de 1910. Nesse dia foi organizado um governo provisório, que tomou o controlo da administração do país, chefiado por Teófilo Braga, um dos teorizadores do movimento republicano nacional. Iniciava-se um processo que culminou na implantação de um regime republicano, que definitivamente afastou a monarquia.
Este governo, pelos decretos de 14 de março, 5, 20 e 28 de abril de 1911, impôs as novas regras da eleição dos deputados da Assembleia Constituinte, reunida pela primeira vez a 19 de junho desse ano, numa sessão onde foi sancionada a revolução republicana; foi abolido o direito da monarquia; e foi decretada uma república democrática, que veio a ser dotada de uma nova Constituição, ainda em 1911.
http://www.infopedia.pt/$implantacao-da-republica;jsessionid=S7MnMsFSiEjkZYFyBTtXGg__

sábado, abril 19, 2014

Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, Lugares de Memória

Hoje, 18 de abril, comemora-se o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, Lugares de Memória.
Para assinalar esta data o Arquivo Nacional da Torre do Tombo, deu a conhecer um pouco da sua história e da sua função ao longo dos tempos.


Quando a cantiga se fez arma

29 de março de 1974, 22H00
No Coliseu dos Recreios concentram-se 7 mil pessoas para o I Encontro da Canção Portuguesa
O ambiente está tenso, o Coliseu foi convertido numa fortaleza sitiada por centenas de polícias de choque, canhões de água e de tinta azul, bastões e gás lacrimogéneo e cães com ar de poucos amigos. 
Nos bastidores trava-se uma acesa discussão entre os representantes da entidade organizadora, a Casa da Imprensa, e os da ditadura de Marcelo Caetano porque a censura tinha recusado dezenas de canções e tinha proibido que se cantassem versos de outras.
A Casa da Imprensa havia cumprido com o que lhe era solicitado, tinha submetido as letras das músicas à aprovação da Direção dos Serviços de Espetáculos a 15 de março, mas apenas por volta das 21 horas de 29 de março, com o objetivo de forçar a Casa da Imprensa a cancelar o espetáculo. Os organizadores estão determinados a avançar, mesmo que apenas com um verso de cada canção. Pelo palco vão passando cantores, ficando para o fim os chamados pesos-pesados, cuja participação o regime tentara impedir. A apoteose fica a cargo de José Afonso, cujas canções foram passadas a pente fino pelos censores, que deixaram passar Grândola Vila Morena. No palco entrelaçam-se os braços, os corpos oscilam da esquerda para a direita, acompanhando a cadência alentejana. O público segue o exemplo. Um mar de gente abraça-se e entoa Grândola Vila Morena (do álbum Cantigas de Maio, de 1971, e até aí inofensiva). Seguiu-se o inócuo Milho Verde. E novamente Grândola, mas agora convertida em hino subversivo. Zeca cantava acompanhado pelo público, que berrava a estrofe "o povo é quem mais ordena".

As luzes apagam-se e os holofotes fazem um jogo de luzes que incide sobre o público e sobre o palco. É uma e meia da manhã e as pessoas saem do Coliseu abraçadas e a cantar. Entre elas, alguns militadres do MFA. Estava escolhida a senha, para passar na Rádio Renascença, à meia-noite e vinte da madrugada de 25 de abril de 1974.
in Revista Visão, n.º 1099, 27 de março a 2 de abril 2014, pp. 28-31


No centenário da Grande Guerra



A 4 de agosto de 1914 chegava a notícia da declaração de Guerra da Inglaterra à Alemanha e um recado britânico que aconselhava o Governo Português a abster-se de proclamar a neutralidade, de modo a cumprir as suas obrigações internacionais que a aliança com Inglaterra lhe impunha.
Por pressão do Foreign Office, Portugal não podia declarar-se nem beligerante nem neutral face à Guerra que eclodira na Europa. Contudo, a partir da declaração de guerra que a Alemanha nos dirigiu em março de 1916, na sequência do aprisionamento dos navios alemães em porto portugueses a pedido de Inglaterra, Portugal acabou por se constituiur como país beligerante. Foi constituído o Corpo Expedicionário Português (CEP) e assistiu-se à partida dos mais de 75 mil soldados portugueses para a Flandres… seguiu-se o esforço de guerra, as privações, as mortes...

Entre 1914 e 1918 partiram para a Guerra mais de 100 mil soldados portugueses. Combaeram em África, lutaram na Flandres. Contam-se umas 40 mil baixas. Morreram quase 8 mil homens, outros tantos ficaram feridos; 6 mil foram considerados desaparecidos e mais de 7 mil foram feitos prisioneiros.


O balanço da I Guerra foi pesado, intenso e duradouro. Portugal sofreria duramente o conflito. Para tanto, diga-se, bastava o elevado grau de dependência externa que caracterizava o País, numa altura em que tudo, ou quase tudo, o que precisava para que a sua economia funcionasse dependia do exterior. A República, recém-implantada, soçobraria.

Fonte: “No centenário da Grande Guerra”, Maria Fernanda Rollo, in Revista da Ordem dos Engenheiros, jan./fev. 2014, pp. 101-103


A Guerra surpreendeu sobretudo pela extensão da brutalidade avassaladora que aprisionou o Mundo.

Aquilino Ribeiro registou “A Guerra … copiou a vassoira das bruxas, o corcel alado das valquírias e vem pelo escuro semear a destruição e a morte (domingo, 2 de agosto de 1914, Aquilino Ribeiro, em “É a Guerra”, Amadora: Bertrand, 1958)

terça-feira, março 11, 2014

50.º Aniversário da emigração portuguesa

Na manhã do dia 10 de setembro de 1964, Armando Rodrigues de Sá foi recebido em Colónia como uma estrela: era o imigrante um milhão. Em Colónia, à estação de Deutz, acabavam de chegar dois comboios com 1106 trabalhadores estrangeiros: 933 espanhóis e 173 portugueses. E ao contrário do que acontecia habitualmente, iam ter direito a um comité de boas-vindas.
Motivo: assinalar a chegada do milionésimo gastarbeiter – trabalhador convidado em alemão. (…) Assim que os passageiros desceram para o cais, intrigados com tanto aparato. Um intérprete começou então a percorrer as filas de trabalhadores e a gritar com sotaque germânico: “Armando Rodrigues! Armando Rodrigues!”Ao fundo da plataforma, Armando Rodrigues de Sá, 38 anos, não sabia o que fazer. “Ficou assustado. Achou que era a PIDE”, contou a viúva. Nervoso, tentou esconder-se. Por alguma razão que desconhecia poderiam querer prendê-lo. Ou enviá-lo de volta para Portugal, como tinha acontecido a 24 parceiros de viagem sem os papéis em ordem e que acabaram por ficar na fronteira. Incentivado pelos companheiros de viagem, que gritaram “está aqui!, está aqui!”, o carpinteiro avançou. O intérprete explicou-lhe então que era o operário um milhão a chegar à Alemanha e que o governo tinha um prémio para ele”. Aos poucos, a tensão no seu rosto foi substituída por um sorriso largo, quando lhe deram para a mão – além de um ramo de flores e de um diploma a assinalar a ocasião – uma mota nova, da marca Zündapp. O ato foi transmitido pela televisão.
Naquela época, quem quisesse obter um passaporte válido para sair do País tinha de recorrer à Junta de Emigração e preencher uma série de requisitos: ter o serviço militar cumprido, apresentar uma certidão do registo criminal, documentar o grau de escolaridade, entregar uma certidão de nascimento, comprovar o estado civil e assinar uma declaração em que se responsabilizava pelo bem-estar da família. Criada em 1947, a Junta da Emigração cooperava com os países que angariavam operários em Portugal, com o objetivo de controlar as saídas. Em 1961, a Embaixada Alemã em Lisboa queixava-se da demora dos processos de emigração. Por isso, a 17 de março de 1964, os governos de Portugal e da República Federal da Alemanha assinaram um acordo de destacamento de trabalhadores, ao abrigo do qual o Departamento Federal do Trabalho Germânico abriu escritórios em Lisboa e no Porto. Apesar de a Alemanha atravessar um período de grande crescimento económico, o recrutamento em Portugal continuou lento. Os Alemães pensavam que tal acontecia porque não conheciam a Alemanha. Por isso, decidiram fazer uma cerimónia para mostrar que eram bem recebidos. Armando Rodrigues de Sá tornou-se um símbolo que representa a história da imigração. Hoje, aparece nos livros escolares da Alemanha, é frequentemente referido em documentários televisivos e há vários filmes que recuperaram as imagens da sua chegada a Colónia.

                                                                         in Revista Sábado, n.º 513, fev./mar. 2014, pp. 76-79

sexta-feira, fevereiro 14, 2014


Lisboa- o sinal de trânsito mais antigo da cidade, 1686


Sabem onde fica em Lisboa o sinal de trânsito mais antigo da cidade?

Na Rua do Salvador, n. º 26, em Alfama.

Junto segue a foto e leiam esta descrição:

É uma placa que data de 1686 e foi mandada afixar por D. Pedro II para orientar os coches que passavam por esta rua estreita.

Diz assim: "Ano de 1686. Sua Majestade ordena que os coches, seges e liteiras que vierem da Portaria do Salvador recuem para a mesma parte". Ou seja, o coche que vem de cima perde prioridade em relação ao coche que vem de baixo.

Esta rua, que foi muito importante há 4 séculos, quando ligava as portas do Castelo de São Jorge à Baixa, é, hoje em dia, uma pequena travessa, infelizmente cheia de prédios arruinados (como tantas outras nas redondezas), entre a Rua das Escolas Gerais e a Rua de São Tomé. A meio da pequena subida há um edifício, fora do alinhamento dos restantes, que a estrangula.

No tempo de D. Pedro II este estreitamento era causa de muitas discórdias entre os carroceiros que subiam ou desciam a rua. Se dois se encontrassem a meio, nenhum cedia passagem, uma vez que era tarefa difícil fazer recuar os animais. Houve mesmo lutas e duelos, com feridos e mortos.

Para evitar tais discórdias, foi publicado então um édito real e afixada esta placa no local, estabelecendo a prioridade a respeitar em tal situação.

 

Lenda de S. Valentim

Lenda de São Valentim
 
 Diz-se que o imperador Cláudio pretendia reunir um grande exército para expandir o império romano.Para isso, queria que os homens se alistassem como voluntários, mas a verdade é que eles estavam fartos de guerras e tinham de pensar nas famílias que deixavam para trás...
Se eles morressem em combate, quem é que as sustentaria?
Cláudio ficou furioso e considerou isto uma traição. Então teve uma ideia: se os homens não fossem casados, nada os impediria de ir para a guerra. Assim, decidiu que não seriam consentidos mais casamentos.
Os jovens acharam que essa era uma lei injusta e cruel. Por seu turno, o sacerdote Valentim, que discordava completamente da lei de Cláudio, decidiu realizar casamentos às escondidas.
A cerimónia era um acto perigoso, pois enquanto os noivos se casavam numa sala mal iluminada, tinham que ficar à escuta para tentar perceber se haveria soldados por perto.
Uma noite, durante um desses casamentos secretos, ouviram-se passos. O par que no momento estava a casar conseguiu escapar, mas o sacerdote Valentim foi capturado. Foi para a prisão à espera que chegasse o dia da sua execução.
Durante o seu cativeiro, jovens passavam pelas janelas da sua prisão e atiravam flores e mensagens onde diziam acreditar também no poder do amor.
Entre os jovens que o admiravam, encontrava-se a filha do seu carcereiro. O pai dela consentiu que ela o visitasse na sua cela e aí ficavam horas e horas a conversar.
No dia da sua execução, Valentim deixou uma mensagem à sua amiga (por quem dizem que se apaixonou), agradecendo a sua amizade e lealdade.
Ao que parece, essa mensagem foi o início do costume de trocar mensagens de amor no dia de S. Valentim, celebrado no dia da sua morte, a 14 de Fevereiro do ano de 269.


domingo, outubro 20, 2013

Quinta da Regaleira

A Quinta da Regaleira constitui um dos mais surpreendentes monumentos da Serra de Sintra. Situada no termo do centro histórico da Vila, foi construída entre 1904 e 1910, no derradeiro período da monarquia. Convidamos-te a explorar os seus recantos. Para isso clica no título. Vais ficar surpreendido!
Se não conheces e gostarias de conhecer poderás sempre deslocar-te a Sintra e visitá-la ou então, regista-te na plataforma informática interactiva InStory
e ... espreita o que a Quinta da Regaleira esconde.

Fare il portoghese


Os italianos chamam portoghese às pessoas que entram nas festas sem serem convidadas ou nos espectáculos sem pagarem bilhetes. A origem desta designação é engraçada. Começou há 496 anos e não é nada desprestigiante para os portugueses. Pelo contrário. Com os Descobrimentos, chegavam a Portugal especiarias, ouro, pérolas, madeiras e pedras preciosas vindos de África e do Oriente. Chegavam também animais exóticos nunca vistos na Europa. Para homenagear e impressionar o recém-eleito Papa Leão X, D. Manuel I enviou uma embaixada com ofertas de jóias, macacos, papagaios, cavalos persas, uma pantera, leopardos, um rinoceronte (que morreu pelo caminho) e até um elefante coberto com um pano de veludo e com um cofre em cima do dorso.
No dia 12 de Março de 1514 chegava a Roma uma fabulosa embaixada e o Papa em sinal de reconhecimento, deu ordem para que os portugueses tivessem entrada livre em todas as festas que se realizassem. O que aconteceu então, foi que os Romanos para poderem entrar sem pagar diziam "io sono portoghese" e assim ficámos nós até hoje com esta fama...

Novas descobertas - o hábito do palito

Um novo estudo levado a cabo pelo Instituto Catalão de Paleontologia Humana e Evolução Social (IPHES), com sede em Tarragona - Espanha, em colaboração coma Universidade Autónoma de Barcelona (UAB) dá conta de que o homem de Neandertal usava palitos para acalmar a dor provocada por problemas da boca, como a inflamação das gengivas. Este hábito de eliminar os restos de comida dos dentes com um palito está já há muito associado ao gémero "homo", tendo sido inclusivamente já sido documentado o seu usos em dentes do "Homo Habilis", que viveu entre 1,9 e 1,6 milhões de anos.
A nova investigação, baseada em restos fósseis de um Neandertal, demonstra que este hominídeo usava os palitos de dentes com outro objetivo: acalmar a dor causada por algumas doenças da boca, nomeadamente a inflamação das gengivas. O fóssil no qual foi observada esta patologia foi encontrado em Valência e, ainda que a sua cronologia não seja muito clara, confirma-se que se trata de um Neandertal que viveu há entre 150.000 e 50.000 mil anos. A investigação relaciona as marcas de palitos nos molares do Neandertal com a doença periodontal (inflamação das gengivas), uma vez que o fóssil analisado apresentava porosidade nos maxilares e perda de osso, ambos sintomas característicos da deterioração causada por essa doença. Este caso configura-se como o mais antigo tratamento paliativo com este objeto - o palito. Fonte: http://www.jn.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=3482542

domingo, outubro 13, 2013

16 de outubro Dia da alimentação

Desde 1981, celebra-se, a 16 de Outubro, o Dia Mundial da Alimentação.

Esta data é comemorada por mais de 150 países com o intuito de alertar e consciencializar a opinião pública para questões globais relacionadas com a nutrição e alimentação.

No ano 2000, Kofi Annan, na sua   mensagem alusiva ao Dia Mundial da Alimentação, lembra que «o problema da fome é particularmente agudo no mundo em desenvolvimento. Uma em cada cinco pessoas dos países em desenvolvimento não tem acesso a alimentação com a qualidade suficiente.

Em África, uma em cada três crianças sofre de subnutrição crónica. No total, 6 milhões de crianças em idade pré-escolar morrem todos os anos, em consequência da fome».

A 16 de Outubro de 1945 é fundada, no Canadá (Québec), a FAO - Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação, com a missão de aumentar os níveis de nutrição e os padrões de vida, melhorar a produtividade na agricultura e as condições de vida das populações rurais.

A FAO tem 183 países-membros e uma organização-membro: a União Europeia. Esta organização tem atualmente a sua sede em Roma, na Itália.
 

in http://www.leme.pt/historia/efemerides/1016/

sexta-feira, agosto 23, 2013

Portugal na rede mundial de cabos submarinos


A partir de 1855, Portugal começo a receber propostas de companhias internacionais tendo em vista a amarração de cabos em território português, mas só a partir de 1869 foi publicado o diploma que dava prioridade às ligações Portugal/Inglaterra, Portugal/Gibraltar e Portugal/América do Norte, com ligação a pelo menos uma das ilhas do arquipélago dos Açores. Catorze anos mais tarde, a ligação Portugal-Inglaterra e Portugal-Gibraltar por cabo submarino foi adjudicada a Jules Despecher, representante da Falmouth Gibraltar and Malta Telegraph (companhia britânica de cabos submarinos). Foi no dia 2 de junho de 1870 que chegaram ao Tejo os três navios que iriam proceder ao lançamento do cabo submarino. No dia 8 de junho, o rei D. Luís recebia no Palácio da Ajuda a primeira mensagem: um telegrama de felicitações enviado pela Rainha Vitória. Ligado a Inglaterra, Portugal estava também agora ligado a Gibraltar, Malta, Índia e China. No ano de 1872 que a companhia britânica foi incumbida do estabelecimento das ligações à Madeira, Cabo Verde e Brasil. Esta rede de cabos submarinos melhorou e reforçou a ação do poder de Portugal sobre as colónias, permitiram a sua ligação ao resto do mundo e integrou-o na rede mundial de telecomunicações. Fonte: Maria Fernanda Rollo – in Ingenium Março/Abril 2013, pp. 92-93

segunda-feira, julho 08, 2013

Naus que chegam e naus que partem

Olá, eu sou o João!
 Moro junto ao porto de Lisboa, no século XVI.
Cada vez que vou à janela vejo naus a chegarem e algumas a partirem.
 Quando as naus aqui chegam trazem produtos muito variados, tais como: marfim, ébano, vidro, tecidos, pau - brasil, especiarias, pedras preciosas e outros objetos.
Estes produtos têm diversas origens, como por exemplo, Veneza, Brasil, Inglaterra, Angola, Moçambique e Molucas.
Gosto muito de viver nesta época do rei D. Manuel I, porque existe uma grande variedade de gentes e de produtos e porque se podem viver e imaginar as mais inesperadas aventuras!!!!!!!

João Fais 5º C nº 14


domingo, junho 30, 2013

O PORTO DE LISBOA

Eu sou o David
um rico burguês,
vivo no século XVI
e tenho orgulho em ser português!

Fui ao Terreiro do Paço
para passear,
e qual não foi o meu espanto
de ver tanta gente a trabalhar!

No Paço da Ribeira
as naus observei,
e também o palácio
da rainha e do rei.

De África e do Oriente
vinham muitas mercadorias
que foram guardadas na Casa da Índia
e antes em feitorias.

Fui à Ribeira das Naus
ver a sua construção,
mais tarde fui vê-las
partir na sua missão.

E a seguir fui à Alfândega Nova
ver o armazém cheio de mercadorias
e que estas do estrangeiro vinham
e a maior parte eram especiarias.

Fui ao Terreiro do Trigo
onde este é armazenado,
metido em sacas
e todo empilhado.

No fim desta aventura,
fui à Rua Nova dos Mercadores
vi muita gente como eu,
todos eles trabalhadores!

É bom estar de volta a casa
após tanta energia despendida,
acabo este meu poema
com esta quadra de despedida!


David Lopes 5º C nº7




A LISBOA QUINHENTISTA

John Travis, mercador inglês de tecidos, estava de visita à cidade de Lisboa, onde procurava novos clientes para o seu negócio. Sempre adorara esta velha cidade, protegida pela Cerca Moura e cheia de vestígios de antigos povos que por cá passaram. Todos os dias de manhã, John percorria a pé as ruelas estreitas de Lisboa, onde o casario se aglomerava à volta do castelo. Mas, o que ele mais admirava era o enorme Terreiro do Paço, praça nobre da cidade, à volta da qual se encontravam os mais importantes serviços de comércio e de apoio à navegação marítima. Era aí, no Paço da Ribeira, que o rei D. Manuel I vivia e todos os dias era possível vê-lo, de uma janela, a olhar o porto e a assistir deliciado à confusão da partida e largada das naus e ao descarregar das mercadorias. Muitos nobres procuravam imitar o rei, construindo palácios novos junto a esta zona ribeirinha.


O espectáculo do porto de Lisboa era magnífico e quase parecia que o mundo entrava pela porta a dentro: eram as coisas da China, as especiarias da Índia, o marfim de África e o pau do Brasil, sem esquecer os tecidos de Inglaterra ou os vidros de Itália. O número de navios era sempre enorme, descarregando mercadorias que entravam na Casa da Índia e na Alfândega Nova, de onde partiam para a feitoria portuguesa da Flandres, para daí serem distribuídas por todo o Norte e Centro da Europa. Próxima do porto, a Rua Nova dos Mercadores era o local favorito de John, não só pelo enorme movimento que tinha de gentes e produtos, como pela beleza que apresentava. Era calcetada e as janelas das casas tinham persianas com tabuinhas. Com casas de 3 e 4 andares, o que mais chamava a atenção eram as lojas cheias de pratos, de tecidos, de espelhos e de pérolas. Era a rua dos banqueiros, do comércio e dos mercadores.
De volta ao porto, John passava horas a ver os navios a serem abastecidos com água, biscoito, carne salgada e peixe seco antes da largada. Na hora da partida, os familiares aproximavam-se da água, acenavam com os seus lenços, os mesmos com os quais enxugavam as lágrimas de saudade pelos que partiam. Alguns homens de idade gritavam assustados, vendo na aventura dos descobrimentos uma obra do Diabo. Às vezes, D. Manuel I vinha ao porto acompanhar o movimento dos navios e controlar a entrada de riqueza no país. Soldados guardavam toda esta operação, impedindo tentativas de roubo ou fugas à última hora de marinheiros amedrontados.
Parecia que toda a Lisboa saia à rua e aplaudia com entusiasmo a coragem dos nossos homens. Os padres benziam as naus e abençoavam os bravos aventureiros, as crianças admiravam as cores e os objectos que circulavam pelo porto e os jovens divertiam-se a conhecer gentes novas. Parecia uma peça de teatro que tinha como palco a cidade de Lisboa e como atores os marinheiros, os soldados e os comandantes que partiam à aventura.

Chegou a hora do adeus. Para uma qualquer nau e para John, já que no dia seguinte partiria de regresso à sua terra, levando na memória a bela imagem de Lisboa.

Ricardo Bessa 5ºC nº 23

Olá a todos!

Voltamos com mais curiosidades e recriações da nossa muito rica História.
Desta vez, vamos publicar alguns textos de alunos da turma C do 5º ano, os quais recuaram no tempo e vestiram a pele de gentes da Lisboa Quinhentista. Ora, leiam!

Olá! O meu nome é Maria.
Estamos em pleno século XVI e encontro-me no porto de Lisboa. Aqui está uma grande confusão. Desde a descoberta do caminho marítimo para a Índia que aqui  chegam grandes navios (naus) carregados de especiarias e daqui partem muitos outros com os produtos cá comprados.
O porto de Lisboa está cheio de gente: os marinheiros que carregam e descarregam os navios, os comerciantes que fazem os seus negócios com as preciosas mercadorias. Também podemos ver muitos homens a construir e a reparar navios. Outros fazem cordas e preparam as velas para as embarcações. Há muito trabalho por aqui!
Um pouco mais adiante, temos um espaço novo - o Paço da Ribeira - mandado construir por D. Manuel I. Os edifícios são bem construídos e a praça central é grande e limpa. Daí o nosso rei avista toda a azáfama e dinamismo do nosso comércio.

Mariana Silva 5ºC  nº 19

terça-feira, março 26, 2013


EXPOSIÇÃO - CONCURSO “UM OLHAR SOBRE … OS NOSSOS CASTELOS”

O grupo disciplinar de HGP lançou o desafio a todos os alunos do 5º ano para replicarem um castelo português. A resposta foi muito positiva, pois foi possível juntar, na exposição que esteve patente na BE/CRE entre 12 a 15 de março, 30 exemplares, estando envolvidos 42 alunos!
No dia 15 tivemos a presença da Dra. Sofia Macedo em representação da Associação  Portuguesa dos Amigos dos Castelos (APAC), a qual numa palestra informal e muito animada transmitiu curiosidades sobre os castelos de Portugal, desde a sua dimensão, à localização, às lendas que lhes estão associadas e, imagine-se, ao cálculo do peso! Chegamos à conclusão que o tema dos castelos não tem só a ver com a História, mas que é multidisciplinar, podendo ser tratado por várias disciplinas como, por exemplo, a Geografia, a Matemática, o Português….
No final a representante da APAC e a da Associação de Pais e de Encarregados de Educação (APEE) da nossa escola reuniram, apreciando os trabalhos, pois tiveram de eleger 1º, 2º e 3º lugares. Foi uma tarefa difícil, pois a qualidade das maquetas ultrapassou as expectativas! Assim, foram criadas 3 categorias com 3 prémios:  Reprodução Original; Castelo da Imaginação e Materiais Reciclados.

Todos os outros trabalhos ficaram classificados em 4º lugar e todos os autores têm um Diploma de participação, gentilmente, passado pela APAC.

Estão de parabéns! Agradecemos a disponibilidade da APAC e da APEE na participação desta atividade.



UM OLHAR SOBRE... ALGUNS ASPETOS DA NOSSA ATIVIDADE




























VENCEDORES: 
Categoria - Reprodução Original 

Maria Canas - 5ºF
Manuel Quitéria - 5º C
Madalena Martins - 5ºN

Categoria - Castelo da Imaginação

Carolina Neves - 5º F
José Coelho - 5º D
Maria Telheiro/Mariana Silva/Andreia Henriques - 5º C

Categoria -  Materiais Reciclados

Madalena Jacinto - 5º A
Catarina Reis /Carolina Fernandes - 5º A
Emily/ Rafaela - 5º D



domingo, março 17, 2013

CONCURSO "CONTADOR DE HISTÓRIAS"


JÁ TEMOS NOVIDADES!

A 13.03.13 realizou-se a final do Concurso "Contador de Histórias". Os alunos finalistas aprumaram-se, vencerem o nervosismo inicial e lançaram-se em mais História e histórias!

Assim, e depois de muito boas apresentações, o Júri chegou a uma conclusão final:

1º Lugar - José Eduardo Esteves - 6º F - Nuno Álvares Pereira
2º Lugar - Gonçalo Siborro - 6ºH - S. Jorge e o Dragão
3º Lugar - Francisco Milheiro - 5ºC - Jerónimo de Ataíde

Estão de Parabéns! Não esqueçamos que todos os outros concorrentes ficaram em 4º lugar.

Obrigada pela presença de todos! Para o próximo ano há mais!