D. Pedro IV

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sexta-feira, janeiro 16, 2009

Rua da Tascoa ou Tascôa

A Tascôa

A “rua da Tascoa”, ou “Tascôa” segundo a grafia mais antiga, é uma das ruas históricas de Massamá. Referência ao antigo núcleo urbano, esta via que vem da freguesia de Monte Abraão, converge para a Rua Direita de Massamá, perto do chafariz. Com a construção da CREL foi separada, estando actualmente dividida entre as duas freguesias.


A origem do nome está relacionada com o acto de “tascoar” ou, de acordo com o termo actual, formado por aglutinação, “tascar”.

Tascar é um dos processos da preparação do linho como fibra têxtil consistindo na sua limpeza, tirando-lhe o tasco ou tomento, separando a estopa ou lanugem da parte lenhosa e áspera.


Pode-se concluir então que a origem do topónimo está directamente ligado ao cultivo do linho, o que, se nos apresenta bastante convincente tendo em conta a região, propícia para as práticas agrícolas e rica em água, fundamental para a cultura desta planta.

O nome da dita rua advém do nome do lugar, conhecido desde o Século XVII como Quinta da Tascoa ou Propriedade da Tascoa e ligada ao nome de D. Aires de Saldanha de Menezes e Sousa.
Foi o gosto pela caça aliado à grande amizade que tinha com o infante D. Pedro de Bragança, mais tarde D. Pedro II, que o trouxeram a este lugares, densamente florestados e ricos em javalis e corças.


O primitivo palácio e quinta de Queluz, pequena e pobre aldeia na época, pertencera ao Marquês de Castelo Rodrigo, simpatizante da causa filipina, tendo passado com o novo contexto político, a ser propriedade do infante D. Pedro. Novo e assíduo frequentador de Queluz, D. Pedro ali se deleitava entre amigos, com as práticas venatórias e com a tourada, um dos seus grandes prazeres. Mas o antigo palácio e quinta foi também um lugar de conspiração, onde se preparou, longe dos ouvidos dos espiões do Conde de Castelo Melhor, Ministro do rei Afonso VI, toda a trama palaciana que levou à destronização e posterior desterro deste rei pelo seu irmão D. Pedro, futuro D. Pedro II.

Da relação próxima com o infante, D. Aires de Saldanha de Menezes e Sousa veio ter um grande conhecimento da região e a vontade em ali viver a última fase da sua vida. Adquiriu a propriedade da Tascoa iniciando a construção de um solar que lhe iria servir de residência. Sóbrio e com um piso apenas, o solar de D. Aires nunca chegou a ostentar brasão pois o seu proprietário faleceu durante a fase final da construção, quando já estavam de pé as grossas paredes do andar térreo. Em 1707, a casa estava terminada e era pertença de D. José de Saldanha de Menezes e Sousa, filho de D. Aires. Em 1713 o solar passou para a posse dos Condes da Ponte, por via do casamento de uma descendente de D. Aires de Saldanha de Menezes e Sousa com um membro desta família, tendo sido por essa época construído mais um andar.

Situado na freguesia de Monte Abraão, o edifício, um dos mais antigos da zona, está em bom estado de conservação encontrando-se actualmente integrado na Escola EB23 D. Pedro IV, servindo de pavilhão administrativo a este estabelecimento de ensino.

In massamá, cidade aberta © jvn

http://massamacidadeaberta.blogspot.com/

sexta-feira, outubro 24, 2008

Stonehenge era uma “Lourdes do neolítico”

O famoso círculo de pedras gigantes de Stonehenge, no sul de Inglaterra, volta a estar no centro das atenções e a ser fonte de novidades. Dois arqueólogos britânicos descobriram que este monumento tem menos 300 anos do que mostravam as últimas análises e terá sido um centro de cura para vários males.
O mais famoso e enigmático monumento megalítico da Europa voltou a ser fonte de novidades.
Dois arqueólogos britânicos, Tim Darvill e Geoff Wainwright, fizeram estudos de radiocarbono das pedras gigantes do Stonehenge e chegaram à conclusão de que foi erguido por volta de 2300 a.C., para ser um centro de cura, segundo a BBC.
O monumento, terá afinal menos 300 anos do que propunham as últimas análises.
Doentes e aleijados deslocavam-se ao Stonehenge em busca de cura, já que se descobriu nas imediações um grande número de túmulos com os restos mortais de pessoas que sofriam de doenças e deficiências físicas.

domingo, abril 13, 2008

O BERÇO DE ROMA


Arqueólogos italinaos encontraram a gruta onde, reza a lenda, os gémeos Rómulo e Remo - que estiveram na origem de Roma - foram amamentados por uma loba. O espaço tem sete metros de altura e seis e meio de diâmetro e está subterrado a 16 metros de profundidade, por baixo das ruínas do palácio do Imperador Octávio Augusto. Vai estar aberto ao público em 2013.

quarta-feira, novembro 29, 2006

O porto de Cartago



Sabias que...

Os Fenícios fundaram o lendário porto de Cartago na
costa da Argélia actual?

Trabalho feito por Helder Spínola, nº 10, 5º ano, Turma D

quarta-feira, março 22, 2006

Beco do Chão Salgado



Em Setembro de 1758, D. José I foi vítima de um atentado, quando regressava secretamente à real barraca da Ajuda, vindo de uma real escapadela nocturna. Era o tempo do Marquês de Pombal que aproveitou a oportunidade para reforçar o seu poder e o do rei. Dois homens foram presos e acusados do acto. Sob tortura terão indicado a família Távora como responsável de conspirar para pôr o Duque de Aveiro, D. José de Mascarenhas, no trono de Portugal. Presos os supostos conspiradores, alguns deles seriam executados, em Belém, no dia 13 de Janeiro de 1759, de uma forma extremamente violenta e brutal. Entre os executados encontrava-se o Duque de Aveiro.
Os títulos de Marquês de Távora e de Duque de Aveiro foram extintos e o palácio deste demolido. O terreno onde se erguia a construção foi salgado para que ali nada nascesse ou crescesse. No local foi construída uma coluna cilíndrica, com cinco aneis que rpresentam os cinco membros da família dos Duques de Aveiro implicados na conspiração. Na sua base encontra-se a seguinte inscrição:

"AQUI FORAM ARRASADAS E SALGADAS AS CASAS DE JOSÉ MASCARENHAS, EXAUTORADO DAS HONRAS DE DUQUE DE AVEIRO E OUTRAS CONDEMNADO POR SENTENÇA PROFERIDA NA SUPREMA JUNCTA DE INCONFIDÊNCIA EM 12 DE JANEIRO DE 1759 . JUSTIÇADO COMO UM DOS CHEFES DO BÁRBARO E EXECRANDO DESACATO QUE NA NOITE DE 3 DE SETEMBRO DE 1758 SE HAVIA COMETIDO CONTRA A REAL E SAGRADA PESSOA DE D. JOSÉ I. NESTE TERRENO INFÂME SE NÃO PODERÁ EDIFICAR EM TEMPO ALGUM".


As cinzas dos executados foram deitadas ao Tejo, no local onde começa o Mar Salgado, mas a proibição de construir que se encontrava expressa na base da coluna caiu no esquecimento... Hoje, o "monumento" encontra-se rodeado de casas e escondido num beco de Belém: O Beco do Chão Salgado!

Saber mais em:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Duque_de_Aveiro
http://www.arqnet.pt/portal/imagemsemanal/index.html
http://historiaaberta.com.sapo.pt/lib/loc007.htm

segunda-feira, fevereiro 27, 2006

A Baía dos Heróis



A palavra Angra significa baía ou enseada, e o nome da principal cidade da ilha Terceira, nos Açores, começou por ser precisamente Angra, devido à sua localização geográfica, pois assenta num declive em forma de anfiteatro junto à baía.
Angra do Heroísmo
foi a denominação dada por D. Pedro IV quando, a 3 de Março de 1832, desembarcou naquela cidade e a elevou à categoria de capital do reino e sede da sua regência, na menoridade de sua filha D. Maria II, pelos "grandes feitos de armas ali praticados pelos seus valentes, heróicos e dedicados defensores". D. Maria II quis ainda galardoar a dedicação da cidade de Angra e acrescentou, ao título de "mui nobre e sempre leal cidade", concedido por D. João IV, o de "sempre constante".
O Castelo de S. João Baptista é o monumento da cidade que está mais ligado à causa liberal personificada em D. Pedro IV e D. Maria II: foi ali que, no dia 4 de Abril de 1832, D. Pedro IV passou revista às tropas do exército libertador, no dia do aniversário da Rainha. E foi neste mesmo recinto que o Duque da Terceira preparou desde 1829, os 7.000 Bravos do Mindelo.
Junto do torreão, do “estandarte real”, mais conhecido por torreão do “pau da
bandeira”, encontram-se as baterias do Senhor D. Pedro IV e da Senhora D. Maria II, com inscrições alusivas em lápides de pedra mármore.
Esta linda cidade é Património Mundial desde 1983.

Curiosidade da autoria de Dina Tovim, 9ºA

Bibliografia:
VALADÃO, Francisco Lourenço, Dois Capitães – Generais e a 1ª. Revolução Constitucional na Ilha Terceira, Edições Panorama 1964

ROLLAND, Jacques-Francis, Historama - A Grande Aventura do Homem, Editora Codex Ltda 1972

GOMES, Augusto, Filósofos da Rua – Figuras Populares - Episódios Pitorescos e História Toponímica, Tipografia Moderna 1985

terça-feira, fevereiro 21, 2006

Lisboa - Nova Amesterdão - Descubra as Diferenças


Georg Braun (Braunio) - 1541 / 1622 -, gravador de Colónia, é conhecido por ser o autor de um Atlas intitulado "Civitates Orbis Terrarum". Nele é possível encontrar uma panorâmica da Lisboa do século XVI, que aqui se reproduz:

A Lisboa dos descobrimentos era realmente uma cidade importante e serviu de modelo a um outro gravador que, quase cem anos mais tarde (1672), queria dar a conhecer o novo mundo a "clientes" ávidos de informações e notícias. François Jollain (1641-1704) publicou uma gravura de Nova Amesterdão, mais tarde conhecida como Nova Iorque, em que as semelhanças com Lisboa são evidentes. Descubra as diferenças na gravura em que o Rio Tejo foi promovido a Mar do Norte...!

Saiba mais em:

http://ias.berkeley.edu/cmes/icmc_files/icmc/georg.htm

http://www.mostlymaps.com/reference/Map-Makers/georg-braun.php

http://www.loc.gov/rr/hispanic/portam/nyc.html

http://www.leejacksonmaps.com/cateur.htm

http://www.nypl.org/research/chss/spe/art/print/exhibits/cities/captions/image6.html

sábado, novembro 26, 2005

Estou curioso, muito curioso! Que aves eram essas que Vasco da Gama viu?


E que ele e os seus navegadores descreveram assim: "(...) há umas aves que são tamanhas como patos, e não voam porque não têm penas nas asas, e chamam-lhes sotilicairos (...); as quais aves zurram como asnos".
Estavam a caminho da Índia, na ponta meridional de África, na Angra de S. Brás.
Vasco da Gama não ficou conhecido por este acontecimento, mas sim por ter chegado à Índia, por mar, em 1498, ligando 3 continentes: Europa, África e Ásia.
Ou, dito de outra maneira, por ter "descoberto" o Caminho Marítimo para a Índia (viagem entre 1497 e 1499).
Ainda assim, que aves eram aquelas do continente quente (???) ?

domingo, novembro 20, 2005

O rio do esquecimento



A lenda do rio Lima é referida por autores clássicos como Tito Lívio, Suetónio e Estrabão, que lhe chamavam Límia, o "rio do esquecimento". Alguns identificam-no, até, com o rio Lethes, um rio lendário que corria nos infernos, e cuja água apagava a memória de quem o atravessasse. Esta lenda terá sido propagada pelos Calaicos, povo que habitava as terras de Entre Douro e Minho, ou seja, a zona sul da antiga Calécia. Para este povo, todos os rios eram sagrados e habitados por divindades ou génios e não deviam ser transpostos sem que previamente se lhes pedisse autorização e se lhes prestasse homenagem. Não se sabe se os Calaicos acreditavam ou não no esquecimento; no entanto, atravessavam muitas vezes o rio, pelo que é de crer que criaram ou usaram a lenda como elemento dissuasor ou julgavam que o ritual da travessia, fosse ele qual fosse, os tornava imunes. A primeira travessia do Lima pelas legiões romanas ocorreu no ano de 135 a. C., sob o comando do cônsul Décimo Júnio Bruto.

" ...A pouca distância da foz, o exército romano estava parado, em formatura, virado para o rio. O silêncio reinava também naquela margem, mas era um silêncio ameaçador, um prenúncio de motim. (...). Crescera gradualmente à medida que se aproximavam do Límia e que se espalhava entre eles a superstição semeada pelos prisioneiros calaicos (...). A decisão devia ser tomada já. Em poucos momentos, a recusa transformar-se-ia em revolta (...).
Bruto endireitou o corpo. Acicatou o cavalo e conduziu-o até junto do signífero. Com um gesto brusco, arrancou-lhe das mãos a insígnia e dirigiu-se para o rio. Silêncio, silêncio mortal. Só o chapinhar das patas do cavalo quando feriram a água. Não se apressou, deixou que os homens sofressem a expectativa. Estava a meio do rio, vencera três quartos de distância, estava na margem direita do Límia.
Forçou o cavalo a dar meia volta, para encarar as legiões. Então, tomou um largo fôlego e ergueu a voz, treinada para se fazer ouvir no campo de batalha. Não fez um discurso. Simplesmente, começou a chamar os comandantes dos manípulos pelos seus nomes - tinha todos os nomes na memória, era um bom general.
No outro lado, os homens ouviram-no. Bruto não precisou de terminar a chamada; muito antes disso, uma formidável aclamação abafou a sua voz. As trompas soaram dando ordem de marchar.
Os Romanos atravessavam o rio."

AGUIAR, João, Uma deusa na bruma, Lisboa, Edições ASA, 2003