D. Pedro IV

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sexta-feira, abril 18, 2008

Onde estava Pedro Álvares Cabral no 25 de Abril...

Sim, onde estava Pedro Álvares Cabral no 25 de Abril...




... de 1500??

quarta-feira, outubro 18, 2006

Touradas...a bordo!



"Por muito estranho que pareça,organizavam-se touradas a bordo...mas sem touros!Um dos homens fazia o papel de touro e os outros agitavam à sua frente pedaços de pano a fingir de capa".

O André refere-se à época dos Descobrimentos portugueses, claro!

http://nonio.eses.pt/gama/
Pesquisado por:André de Carvalho Lameirinhas, nº 3 , 6º H

quinta-feira, junho 22, 2006

Pedro Nunes (cont. 1)

"Clique" na imagem para aumentar.





Pedro Nunes

Trabalho elaborado para a disciplina de Matemática pela viajante no tempo, curiosa incansável e excelente aluna, Adriana Dias, nº 1 do 6ºC.
Uma história desenhada com saber e o sabor de aprender.






























quarta-feira, abril 19, 2006

Massacre de Judeus em Lisboa



Transcrição:
“Da Contenda Cristã, que Recentemente Teve Lugar em Lisboa, Capital de Portugal, Entre Cristãos e Cristãos-Novos ou Judeus, Por Causa do Deus Crucificado”.
Panfleto anónimo, com apenas seis folhas, impresso na Alemanha (presumivelmente poucos meses depois do massacre de Lisboa). O “progrom” de 1506 contra os judeus de Lisboa é descrito em detalhe e as matanças contadas ao pormenor por uma testemunha ocular. A gravura do frontispício mostra os corpos mutilados e envoltos em chamas de dois judeus portugueses, dois irmãos, os primeiros a morrer num massacre que vitimou mais de 4 mil pessoas.(A gravura original encontra-se na Houghton Library, na Universidade de Harvard).

No "pogrom" de Lisboa de 19 de Abril de 1506, durante o reinado do Rei Manuel I de Portugal, um "cristão-novo" (judeu obrigado a converter-se ao catolicismo sob pena de morte) expressa as suas dúvidas sobre as visões milagrosas na Igreja de S. Domingos em Lisboa. Como consequência, cerca de 4000 judeus, homens, mulheres e crianças, foram massacrados pela população católica, incitados por frades dominicanos. Os judeus foram acusados entre outros "males", de deicídio e de serem a causa da profunda seca que assolava o país. A matança durou três dias.

(
http://pt.wikipedia.org/wiki/Massacre_de_Lisboa)

Até onde pode levar o fanatismo e a intolerância religiosa!…Uma das descrições da matança foi feita pelo cronista Garcia de Resende na “Miscelânea”:

"Vi que em Lisboa se alçaram/povo baixo e vilãos/contra os novos cristãos/mais de quatro mil mataram/dos que houveram nas mãos. /Uns deles vivos queimaram, /meninos despedaçaram, /fizeram grandes cruezas, /grandes roubos e vilezas, /em todos quanto acharam".

e ainda...
“..a uns quatro mil deles passaram-nos a golpe de espada e colocaram a mão nos despojos; violaram as suas meninas e donzelas e as suas mulheres…uma mulher matou um dos monges que a tentou violar, com o instrumento que levava na mão.”
in: Yosef Ha-Kohen, El valle del LLanto.
Informação do Jornal O Público,em 16 de Abril de 2006
E ainda...
Ligação gentilmente cedida por Espada Xim sobre o tema:



quinta-feira, abril 13, 2006

Porque "pictura est laicorum literatura", aqui fica o resto da ilustração da época

Descida da Cruz
Ressurreição
Ascensão
A expressão é de Umberto Eco em o Nome da Rosa.
As pinturas são de António Nogueira, século XVI e estão no Museu Regional de Beja

domingo, abril 02, 2006

O Assador (revisitado)

O assador faz parte de uma pintura do início do século XVI ( O Inferno) e pode ser visto aqui:



Ver e saber mais em: http://www.uc.pt/artes/6spp/

segunda-feira, março 27, 2006

A mania dos óculos (bem à portuguesa e muito actual)

Em Portugal era moda, no século XVIII, usar-se óculos. Havia-os para todos os gostos. (Tal como agora.) Os mais vulgares eram os chamados "Óculos de mocho" - redondos, com aros de búfalo, prata ou ouro (hoje chamar-se-iam óculos de Harry Potter) -, muito usados pelos frades e professores. Também havia os óculos de um vidro só e punho dourado, utilizados como adorno pelos elegantes para lhes dar um ar de distinção e sabedoria (só ar!).
Os estrangeiros, ridicularizando a mania dos óculos em Portugal, costumavam dizer:
- Usa óculos? É português, com certeza...

sábado, março 25, 2006

Assador



Em que quadro português este assador de sardinhas (objecto útil e extremamente valioso) foi utilizado com fins muito pouco gastronómicos?

Bom apetite, se conseguirem...


Na minha terra, este fim de semana é dedicado aos doces conventuais, por isso lembrei-me de uma receita muito apetitosa ( ou então não...), tirada do " Livro de Receitas da Infanta D. Maria"(século XVI):

Deytem-se em hum tacho sette arratens de açucar de pedra cõ o çumo de seys limões; bata-se muyto bem até que fique em bom ponto; botem-lhe hum cruzado de pós de aljofar, hum cruzado de pós de coral, hum cruzado de pós de ouro, seys tostões de almiscar & doze tostões de ambar & de pedra vazar o que quiserem: como tudo isto estiver bem batido, deitem-no em humas tigellas.

Aljofar - flor rasteira que se desfaz em água e cujas sementes se parecem com pérolas.
Almiscar- substância odorífera amarga e amarela, que se extrai de uma glândula existente no ventre do boi almiscarado.
Ambar- Fruta da India, que se põe em conserva para abrir o apetite.
Pedra vazar ou bezoar- cálculos formados no interior do estômago de certos quadrúpedes, considerados com poderes curativos.
Arratél - 456 gramas.
Cruzado - 400 reís.

quarta-feira, março 22, 2006

Beco do Chão Salgado



Em Setembro de 1758, D. José I foi vítima de um atentado, quando regressava secretamente à real barraca da Ajuda, vindo de uma real escapadela nocturna. Era o tempo do Marquês de Pombal que aproveitou a oportunidade para reforçar o seu poder e o do rei. Dois homens foram presos e acusados do acto. Sob tortura terão indicado a família Távora como responsável de conspirar para pôr o Duque de Aveiro, D. José de Mascarenhas, no trono de Portugal. Presos os supostos conspiradores, alguns deles seriam executados, em Belém, no dia 13 de Janeiro de 1759, de uma forma extremamente violenta e brutal. Entre os executados encontrava-se o Duque de Aveiro.
Os títulos de Marquês de Távora e de Duque de Aveiro foram extintos e o palácio deste demolido. O terreno onde se erguia a construção foi salgado para que ali nada nascesse ou crescesse. No local foi construída uma coluna cilíndrica, com cinco aneis que rpresentam os cinco membros da família dos Duques de Aveiro implicados na conspiração. Na sua base encontra-se a seguinte inscrição:

"AQUI FORAM ARRASADAS E SALGADAS AS CASAS DE JOSÉ MASCARENHAS, EXAUTORADO DAS HONRAS DE DUQUE DE AVEIRO E OUTRAS CONDEMNADO POR SENTENÇA PROFERIDA NA SUPREMA JUNCTA DE INCONFIDÊNCIA EM 12 DE JANEIRO DE 1759 . JUSTIÇADO COMO UM DOS CHEFES DO BÁRBARO E EXECRANDO DESACATO QUE NA NOITE DE 3 DE SETEMBRO DE 1758 SE HAVIA COMETIDO CONTRA A REAL E SAGRADA PESSOA DE D. JOSÉ I. NESTE TERRENO INFÂME SE NÃO PODERÁ EDIFICAR EM TEMPO ALGUM".


As cinzas dos executados foram deitadas ao Tejo, no local onde começa o Mar Salgado, mas a proibição de construir que se encontrava expressa na base da coluna caiu no esquecimento... Hoje, o "monumento" encontra-se rodeado de casas e escondido num beco de Belém: O Beco do Chão Salgado!

Saber mais em:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Duque_de_Aveiro
http://www.arqnet.pt/portal/imagemsemanal/index.html
http://historiaaberta.com.sapo.pt/lib/loc007.htm

Invasões Francesas - Diário de Joaninha (1808)


Página do diário de Joaninha que quis embarcar para o Brasil, mas por aqui ficou a assistir aos desmandos dos invasores.

domingo, fevereiro 26, 2006

Fé na Ciência...


Graças aos seus efeitos espectaculares, a electricidade cativou o público do séc. XVIII. O "Príncipe dos Físicos", o Abade Jean-Antoine Nollet (1700-1770), foi o mais activo propagandista desta moda: as suas lições de Física experimental públicas, ilustradas com numerosas experiências electrostáticas luminosas e barulhentas, entusiasmavam vastos auditórios aristocráticos e burgueses.
Em 1746, o padre Nollet verificou que a electricidade se movia muito depressa. Para isso, colocou 200 frades em fila, ligados entre si. Fez incidir uma descarga eléctrica no primeiro frade e verificou que todos os outros saltaram e “praguejaram” simultaneamente, devido à passagem da corrente eléctrica! Além disso, fez várias experiências com animais, chegando a matar um pardal com um choque eléctrico…
O padre Nollet refere a primeira e outras experiências no seu livro "Lettres sur L´Électricité" 1753 (Cartas sobre a Electricidade).


Curiosidade da autoria de Ana Catarina Lameiras, 9ºA
Fonte: http://193.136.215.76/museu/electros.htm

terça-feira, fevereiro 21, 2006

Lisboa - Nova Amesterdão - Descubra as Diferenças


Georg Braun (Braunio) - 1541 / 1622 -, gravador de Colónia, é conhecido por ser o autor de um Atlas intitulado "Civitates Orbis Terrarum". Nele é possível encontrar uma panorâmica da Lisboa do século XVI, que aqui se reproduz:

A Lisboa dos descobrimentos era realmente uma cidade importante e serviu de modelo a um outro gravador que, quase cem anos mais tarde (1672), queria dar a conhecer o novo mundo a "clientes" ávidos de informações e notícias. François Jollain (1641-1704) publicou uma gravura de Nova Amesterdão, mais tarde conhecida como Nova Iorque, em que as semelhanças com Lisboa são evidentes. Descubra as diferenças na gravura em que o Rio Tejo foi promovido a Mar do Norte...!

Saiba mais em:

http://ias.berkeley.edu/cmes/icmc_files/icmc/georg.htm

http://www.mostlymaps.com/reference/Map-Makers/georg-braun.php

http://www.loc.gov/rr/hispanic/portam/nyc.html

http://www.leejacksonmaps.com/cateur.htm

http://www.nypl.org/research/chss/spe/art/print/exhibits/cities/captions/image6.html

sábado, fevereiro 11, 2006

O que parece nunca terminar é como as obras de Santa Engrácia



Conta-nos a história que, tal como a tão conhecida expressão popular "Obras de Santa Engrácia", assim esta igreja parecia nunca ter fim à vista para as suas obras.
Assim, em 1570 foi iniciada a primeira construção da igreja e da qual se sabe pouco. A 15 de Janeiro de 1630 o sacrário da igreja foi arrombado e as imagens do interior mutiladas. Nessa altura foi acusado um cristão-novo - Simão Pires Solis - que reclamava inocência e, como prova disso, lançou uma maldição, tendo afirmado que as obras da Igreja de Santa Engrácia nunca seriam concluídas e que quem nelas trabalhasse haveria de morrer antes das obras terminadas.
A maldição parecia estar a ter efeito quando começaram a surgir impedimentos à conclusão da obra. Em 1632, iniciaram-se novas obras para uma segunda igreja, que acabaria por desabar. Na década de 80, do século XVII, foi novamente iniciada a edificação da actual igreja, tendo as obras parado sem razão aparente. Entretanto foi quartel, armazém, fábrica de calçado... Em 1916, foi decidido converter o espaço em Panteão Nacional, que apesar de todos os obstáculos, foi oficialmente inaugurado em 1966.

Mais de três séculos de maldição. Estaria realmente o cristão-novo inocente???

Para saber mais:

365 DIAS, Lisboa, Lisboa, Diários de Notícias, 2002

http://santaengracia-cds.blogspot.com/2005/10/lenda-das-obras-de-santa-engrcia.html

Curiosidade da autoria de Sérgio Mendes, nº 28 do 5º B e frequentador assíduo do Clube "Viajar no Tempo"