D. Pedro IV

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sábado, janeiro 17, 2009

Ir pró maneta

O «Maneta» é o lendário Louis Henri Loison, general dos Exércitos franceses que participou nas invasões Francesas. Ficou na história sobretudo pela sua total falta de escrúpulos no que tocava à apropriação em proveito próprio dos saques e impostos cobrados em zonas ocupadas e, em Portugal, pela dureza e crueldade com que tratava as populações submetidas. Traços de carácter que deram origem à expressão «ir pró maneta» e que inspiraram numerosas rimas satíricas populares, como esta: “Aos alheios cabedais/ lançava-se como seta/ namorava branca ou preta/ toda a idade lhe convinha./ Consigo três Emes tinha:/ Manhoso, Mau e Maneta.” De facto, ir para o maneta ou mandar para o maneta passou a significar «escangalhar-se; estragar-se; perder-se.

sábado, outubro 25, 2008

Baptismo do Brasil

SABIAS QUE…
… o Brasil já teve diversos nomes antes do actual. O primeiro nome “Pindorama” foi-lhe dado pelos índios. Era apenas utilizado por eles.
Em 1500, os portugueses chamaram-lhe “Ilha de Vera Cru”z. Em 1501, este território recebeu dois nomes diferentes: “Terra Nova” e “Terra dos Papagaios”. Em 1503, renomearam-na e passou a ser conhecida como “Terra de Vera Cruz” e, mais tarde, “Terra de Santa Cruz”. Em 1505, novos nomes lhe foram atribuídos: “Terra Santa Cruz do Brasil” e “Terra do Brasil”.
Finalmente, em 1526, devido ao pau-brasil, uma madeira muito valiosa que aí existia em abundância, passou a chamar-se BRASIL.
In http://www.historiadomundo.com.br/curiosidades/nomes-do-brasil
Curiosidade recolhida pela aluna Sofia Pires, 6.º E

segunda-feira, maio 26, 2008

ERRO CRASSO



Em 53 a.C., confiante na superioridade numérica de seus centuriões numa batalha contra os sírios, e disposto a estraçalhar logo o inimigo, o general romano Licínio Crasso decidiu ganhar tempo cortando caminho por um vale estreito. Foi a decisão mais estúpida da história militar: os sírios fecharam as duas únicas saídas do vale e o exército de Crassus, ele incluído, foi massacrado. O que sobrou dele foi apenas a expressão "erro crasso".

domingo, abril 27, 2008

Os Portugueses no Japão



Sabias que os portugueses foram os primeiros europeus a visitar o Japão no século XVI?

Lista de palavras japonesas de origem portuguesa

* `bateren’ (伴天連) - padre (pai)
* `botan’ - botão
* `jouro’ - jarro (possível)
* `juban’ (襦袢) - jibão (roupa interior - vocábulo antigo)
* `kantera’ - candeia (tocha) - (também pode ter vindo do holandês “kandelaar”)
* `kasutera’ - castela (um tipo de pão-de-ló, feito com ovos, açúcar refinado, açúcar mascavo, farinha e xarope de amido gelatinizado)
* `kirishitan’ - cristão
* `Oranda’ (オランダ) - Holanda
* `pan’ (麺麭) - pão
* `rasha’ - raxa (um tipo de tecido grosseiro de algodão)
* `rozario’ - rosário
* `sarasa’ - saraça
* `shabon’ - sabão
* `tabako’ (煙草) - tabaco
* `tempura’ (天ぷら) - temperar: o óleo de soja para fritura foi introduzido pelos portgueses
* `zabon’ - zamboa (uma fruta)

Há também palavras japonesas que ouves no teu dia a dia:

JUDO MANGA KIMONO BONSAI SUSHI ORIGAMI

domingo, fevereiro 24, 2008

«A cavalo dado não se olha os dentes»


A idade dos equinos é facilmemte descoberta visualizando-se a sua boca. Por exemplo, sabe-se que os cavalos trocam a dentição a partir dos dois anos de idade e que os dentes de leite são mais brancos que os permanentes.

Outro facto é que, com o tempo, devido à mastigação, os dentes são desgastados e mudam o arco incisivo, sendo arredondados no animal jovem e mais alongados nos velhos. Foi a partir daí que surgiu a expressão "a cavalo dado não se olha os dentes", que significava, originalmente, que se comprar um animal provavelmente preocupar-se-á em obter um cavalo jovem, porém, se receber um, não importa que ele seja velho.

terça-feira, janeiro 22, 2008

A História Aconteceu...

Certamente estiveste atento à página do jornal Despertar.
Conforme prometemos, vamos satisfazer a tua curiosidade e divulgar as soluções do crucigrama nº2.
1- Nobreza; 2- Ameixial;
3- Vasconcelos; 4- Mântua;
5- JoãoIV; 6- Gusmão;
7- Barcelona; 8- Holandeses;
9- Bragança; 10-Fortalezas;
11- Castelo Melhor.

Este crucigrama foi elaborado pelo professor Manuel Gouveia.

terça-feira, janeiro 15, 2008

JANEIRO ou IANUARIUS

Ianuarius remete para o deus romano dos começos, Jano.
Janeiro é o primeiro mês do ano nos calendários juliano e gregorianao. O nome provém do latim “Ianuarius”. É uma homenagem a Jano, deus da mitologia romana associado ao que começa, às portas e entradas. Jano era representado por uma figura com duas faces, que olhava em direcções opostas. Os romanos imaginavam-no a olhar para trás, no sentido do ano que passava, e para a frente, para o que começava e, no dia 31 de Dezembro, tinham por hábito oferecer moedas com a figura do deus impressa em um dos lados.
In Correio da Manhã, 6 de Janeiro de 2008

Vai pró maneta


Na realidade esta expressão reporta-se às invasões francesas.
Um dos ajudantes do General Junot chamava-se Loison e não tinha um braço. Era conhecido pela sua crueldade e pelas suas estratégias sangrentas de invasão.
Quando chegava a uma qualquer população mandava, de imediato, matar todos os velhos, mulheres e crianças.
Ficou, de tal modo conhecida a sua crueldade que criou raizes, entre as populações, a expressão "ir para o maneta", como sinónimo de morte.
E assim se perpetuou no tempo a expressão!

domingo, janeiro 13, 2008

"Ficar a ver navios"


FICAR A VER NAVIOS (do Alto de Santa Catarina)
A expressão, de uso corrente para significar frustração de expectativas, ficou associada à chegada tardia de Junot a Lisboa, em Novembro de 1807. Diz a lenda que, do alto do miradouro de Santa Catarina, o general francês ficou a ver, impotente, a esquadra que transportava a Corte sulcando o Tejo.

terça-feira, dezembro 12, 2006

Em latim


O salário
O termo tem origem no latim salarium argentum, "pagamento em sal" – forma primária de pagamento oferecida aos soldados romanos.
O calendário
A palavra vem do latim calandae, primeiro dia do mês romano, dia em que as contas eram pagas.

Curiosidade da autoria de Bernardo Capelo e Luís Constantino, 9ºE.

Com as calças na mão, ou dar às de Vila Diogo...


Aos Judeus de Villadiego foi concedido, pelo rei Fernando III da Castela, o direito de não serem perseguidos. Havia, no entanto, uma contrapartida: tinham que usar calças ( os castelhanos usavam calção), calças essas que nunca abandonavam, para garantirem os seus privilégios.
Os Judeus de Burgos ou de Toledo não tinham tais privilégios e, logo que perseguidos, abandonavam tudo o que tinham e fugiam para Villadiego. Nesta localidade, ofereciam-lhes umas calças para escaparem aos perseguidores, mas com um preço: eram forçados a pagar um tributo aos Judeus locais. Em suma, tinham que continuar com as calças na mão para o resto da vida. Daqui vem também a expressão que se utiliza em Espanha e em algumas regiões portuguesas junto à fronteira espanhola:"dar às de Villadiego (ou Vila Diogo)", ou seja, fugir.
Curiosidade da autoria de Elton Andrade, 9ºE

domingo, novembro 26, 2006

Boa Semana

Diz o Diogo Veiga, nº 9 do 6º I, que aproveita para nos informar que a palavra "semana" tem a sua origem no latim "septmana", que quer dizer "sete manhãs".

A informação foi retirada de:http://www.junior.te.pt/servlets/Rua?P=Sabias&ID=1785

terça-feira, maio 09, 2006

"Sangue azul"



Na Idade Média, blasfemar era um pecado mortal e, os camponeses, jamais se arriscavam a nele incorrer. Os senhores feudais, porém, costumavam fazê-lo sem o menor escrúpulo, até ao dia em que certo jesuíta, favorito do rei, lhes proibiu empregar o nome de Deus em suas blasfémias predilectas. Eles contornavam essa dificuldade substituindo “Deus” por “Azul”.
E , assim, essas imprecações foram-se modificando:

Par la mort de Dieu (pela morte de Deus) passou a ser Morbleu;Sacré Dieu (Santo Deus) passou a ser Sacrebleu;Par le sang de Dieu (Pelo sangue de Deus), Palsembleu, etc...


A criadagem, que ouvia essas imprecações, retinha apenas o final, ou seja, Sang Bleu, sangue azul. O uso dessa blasfémia era privilégio da nobreza. Então, para distinguir um nobre de um plebeu, os criados costumavam dizer: "Esse é um sangue-azul!".
http://www.imasters.com.br/artigo/3361
(esta informação foi integralmente transcrita do site transcrito, tendo sido apenas feitas algumas correcções gramaticais, ortográficas e sintácticas). Poderemos então sintetizar que “ sangue azul” se tornou sinal de nobreza e de privilégio. Vide foto que ilustra bem essa situação de “ favorecido”… O camponês como “animal de carga” para nobres e religiosos, mantêm-se ainda no século XIX e grande parte do século XX….
Doença azul ou sangue azul tem também a ver com uma situação clínica em que o indivíduo revela, numa parte do corpo, veias de coloração azul, devido à fraca oxigenação dessa zona. Parece ser também uma expressão popular.
http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php

sexta-feira, março 03, 2006

Saved by the bell



A Inglaterra é um país pequeno e nem sempre houve espaço para enterrar todos os mortos. Então os caixões eram abertos, os ossos tirados e encaminhados ao ossário e o túmulo era utilizado para outro cadáver. Por vezes, ao abrir os caixões, reparava-se que havia arranhões nas tampas, do lado de dentro, o que indicava que aquele morto, na verdade, tinha sido enterrado com vida.
Assim, surgiu a ideia de, ao fechar os caixões, amarrar uma tira ao pulso do defunto. A tira passava por um buraco no caixão e ficava amarrada a um sino. Após o enterro, alguém ficava de plantão ao lado do túmulo durante uns dias. Se o indivíduo acordasse, o movimento de seu braço faria o sino tocar. Ele seria "saved by the bell", ou "salvo pelo gongo", expressão usada até aos nossos dias.

Curiosidade da autoria de Catarina Vasconcelos, 9º A

segunda-feira, fevereiro 27, 2006

Vocabulário da 2ª Guerra Mundial- parte I









(Já começaram a chegar as curiosidades relativas à 2ª Guerra Mundial, preparem-se...)


A 2ª Guerra Mundial caracteriza-se, entre outras coisas, pela criação de um vocabulário bélico específico, como por exemplo, o termo Stuka.
Stuka deriva do nome germânico Sturzkampfflugzeug. Este refere-se a um bombardeiro desenvolvido na Alemanha, sob o investimento de Hermann Goering, o Marechal do Ar do III Reich ( Ministro da Força Área) . Este bombardeiro popularizou-se devido à sua capacidade de mergulhar em ângulos quase de 90º e de bombardear com uma precisão nunca antes vista.

Curiosidade da autoria de Tiago Rodrigues, 9ºA

Bibliografia:
http://paginas.terra.com.br/educacao/luftwaffe3945/ju87.htm
Lexicoteca, Moderna Enciclopédia Universal, Círculo de Leitores

segunda-feira, fevereiro 20, 2006

Zero mortos


Durante a Guerra, nos Estados Unidos da América, quando as tropas voltavam para o quartel após uma batalha sem baixas, escreviam numa placa "0 Killed" (zero mortos) o que deu origem à expressão OK para indicar que tudo está bem.

Curiosidade da autoria de João Fontes, 9ºA

sábado, fevereiro 11, 2006

O que parece nunca terminar é como as obras de Santa Engrácia



Conta-nos a história que, tal como a tão conhecida expressão popular "Obras de Santa Engrácia", assim esta igreja parecia nunca ter fim à vista para as suas obras.
Assim, em 1570 foi iniciada a primeira construção da igreja e da qual se sabe pouco. A 15 de Janeiro de 1630 o sacrário da igreja foi arrombado e as imagens do interior mutiladas. Nessa altura foi acusado um cristão-novo - Simão Pires Solis - que reclamava inocência e, como prova disso, lançou uma maldição, tendo afirmado que as obras da Igreja de Santa Engrácia nunca seriam concluídas e que quem nelas trabalhasse haveria de morrer antes das obras terminadas.
A maldição parecia estar a ter efeito quando começaram a surgir impedimentos à conclusão da obra. Em 1632, iniciaram-se novas obras para uma segunda igreja, que acabaria por desabar. Na década de 80, do século XVII, foi novamente iniciada a edificação da actual igreja, tendo as obras parado sem razão aparente. Entretanto foi quartel, armazém, fábrica de calçado... Em 1916, foi decidido converter o espaço em Panteão Nacional, que apesar de todos os obstáculos, foi oficialmente inaugurado em 1966.

Mais de três séculos de maldição. Estaria realmente o cristão-novo inocente???

Para saber mais:

365 DIAS, Lisboa, Lisboa, Diários de Notícias, 2002

http://santaengracia-cds.blogspot.com/2005/10/lenda-das-obras-de-santa-engrcia.html

Curiosidade da autoria de Sérgio Mendes, nº 28 do 5º B e frequentador assíduo do Clube "Viajar no Tempo"

segunda-feira, fevereiro 06, 2006

Café na Brasileira


A Brasileira do Chiado abriu as suas portas ao público em 19 de Novembro de 1905, vendendo o "genuíno café do Brasil", produto que na época era muito pouco apreciado ou mesmo evitado pelas donas de casa lisboetas. A novidade agradou e cada vez Adriano Telles vendia mais quantidade de café, que na altura custava 720 réis cada quilo. O sucesso começou a ser tão grande que, três anos depois, em 1908, o empresário avançou para a construção de uma Sala de Café, uma novidade na época. Os lisboetas deslumbraram-se com o luxo e a inovação do novo estabelecimento, que em breve se tornou ponto obrigatório da elite da cidade. Trabalhadores e estudantes da Biblioteca Nacional, da Faculdade de Letras e da Escola de Belas-Artes, frequentadores do Teatro São Carlos, advogados, médicos, jornalistas, revolucionários, escritores, poetas, pintores, todos ali se juntavam para beber café e, principalmente, conversar.
Também ali nasceu o termo "a bica", que hoje em quase todo o país significa uma chávena de café. Conta-se que um dia alguns clientes reclamaram da qualidade do café, tendo o proprietário mandado um dos empregados tirar o líquido directamente da bica, ou seja, do saco, sendo o seu sabor e aroma mais intensos, dado que na altura o café era servido numa cafeteira e despejado na chávena à mesa. Outra versão conta que que as primeiras pessoas que bebiam o café não queriam voltar a fazê-lo, porque achavam que era muito amargo e desagradável. Por isso, os donos dos cafés, como slogan de propaganda distribuiam papéis, juntamente com o café, que diziam: Beba Isto Com Açucar. Com o passar dos anos, ficaram apenas as iniciais criando a palavra BICA, que se tornou um "marco cultural" lisboeta.
Curiosidade da autoria de Eduardo Costa, Rafael Neves e Ricardo Correia, do 8ºA da Escola E.B 2,3 D. Pedro IV, Queluz.
Fonte: http://lazer.publico.clix.pt/artigo.asp?id=12257

quinta-feira, novembro 17, 2005

Canhotas e outras bruxas


Ser canhoto ou esquerdino significa ter mais habilidade com a mão esquerda do que com a mão direita. Mas esta característica tão simples teve, ao longo do tempo, implicações muito importantes a nível da sociedade e da religião: de facto, "canhoto" é também o mesmo que demónio, daí a utilização da expressão "cruzes, canhoto!"
Embora inicialmente a palavra latina "sinister", que queria dizer "esquerdo", significasse "afortunado", as línguas francesa, espanhola e italiana aplicam à palavra canhoto um significado pejorativo: esquerda em italiano diz-se "sinistra" e a palavra francesa "gauche" (esquerdo) pode aplicar-se também a algo incorrecto ou desajeitado, no sentido idêntico ao da palavra portuguesa "canhestro", que é sinónimo de canhoto. Na religião muçulmana, houve mesmo alguns seguidores de Maomé que afirmaram que Alá tinha duas mãos direitas. Excepção à regra é o grego, que foi o único a favor da esquerda, no que se refere ao sinónimo. O termo grego que designa a mão esquerda, tem o sentido de “melhor” e a mesma origem da palavra "aristocracia".
Na época medieval, as mulheres canhotas foram alvo de especial perseguição, tornando-se os bodes expiatórios perfeitos para aplicar a qualquer pessoa que tivesse um comportamento diferente do "normal". A propaganda religiosa sobre o "pecado" enraizou-se em massa nas comunidades, dando origem a uma rede de intrigas que envolvia também as velhas, as viúvas, as loucas, as solitárias, as promíscuas e as parteiras e praticantes da medicina popular. No caso das canhotas, as acusações de bruxaria baseavam-se na relação estabelecida nos textos antigos entre o lado esquerdo e o pecado e a tentação.

Bibliografia:
SANTOS, Manuel Coelho dos, O direito de ser canhoto, Lisboa, Quarteto Editora, 1991
NOGUEIRA, Carlos Roberto, As práticas mágicas no Ocidente Cristão, Rio de Janeiro, Editora Ática, s.d.

sábado, novembro 12, 2005

Bancos, bancas, banqueiros e bancarrota


A partir dos finais do século XI, as necessidades do grande comércio vão exigir a circulação de moedas de maior valor. Foi nas cidades comerciais de Itália que se reiniciou a cunhagem de moeda de prata, e, mais tarde, de ouro. A variedade de moeda em circulação continua a ser grande; para estabelecer a equivalência entre as moedas começaram a surgir, em muitas cidades e nas feiras mais importantes, os cambistas, em geral originários das cidades italianas.
O nome de banqueiros era inicialmente dado aos cambistas, que, utilizando uma banca ou bancada (espécie de balcão improvisado), procediam ao câmbio das moedas. Mais tarde, porém, passaram a realizar outras operações monetárias, aproximando-se progressivamente a sua actividade do sentido actual que damos às expressões banco e banqueiro. A palavra bancarrota, que utilizamos quando uma empresa vai à falência, tem a ver também com os cambistas. Sempre que um cambista, cheio de dívidas, não tinha meios para continuar a sua acção, partia a banca onde trabalhava e que era o símbolo da sua actividade: banca partida diz-se, em italiano, banca rota.

DINIZ, Maria Emília, TAVARES, Adérito, CALDEIRA, Arlindo, História 7, Lisboa, Editorial O Livro, 2002.