D. Pedro IV

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segunda-feira, março 04, 2013

CONCURSO "CONTADOR DE HISTÓRIAS"
 
 
 
Mais um ano, mais histórias da História! Tivemos oporunidade de apreciar o desfile de figuras de relevo como reis e rainhas, mas tanbém de relembrar alguns daqueles que têm um lugar muito modesto nos manuais ou mesmo inexistente.
 
Os nossos alunos do 2º ciclo do ensino básico fizeram uma viagem no tempo relembrando histórias, personalidades e acontecimentos, contrinuindo para a preservação do nosso património histórico e memória de uma identidade única!
 
 
 
SEMIFINAL
27.02.13
 
 
VENCEDORES

 
 
 
  • André Matos - 6º E
  • José Eduardo Esteves - 6º F
  • Francisco Milheiro - 5º C
  • Gonçalo - 6º H
  • Eulália Correia - 6º J
  • Beatriz estêvão - 5º I
     
A final realizar-se- à no dia 13 de março pelas 15.00h. Estejam atentos ! Daremos notícias!
     
     

quarta-feira, fevereiro 06, 2013

Sintra e o Japão


 
           
SINTRA E O JAPÃO
 
 
 OMURA
 
 
              SINTRA                                                                  
 
A vila de Sintra está geminada com a cidade japonesa de Omura desde 21 de agosto de 1997. Quer isto dizer que é considerada uma cidade irmã. E porquê uma cidade japonesa?
            A nossa riquíssima História dá-nos a resposta: Em 1543 os portugueses, de forma inesperada, aportaram nas praias de Tanegashima e desde então que não mais deixaram de visitar aquelas paragens. Ora por motivos económicos (trocas comerciais), ora por motivos religiosos (evangelização), os dois povos entrelaçaram o Ocidente com o Oriente num abraço duradouro apesar  do acontecimento de alguns episódios trágicos.
            A verdade é que o sucesso da evangelização em terra nipónica foi uma realidade que deveria ser testemunhada por toda a Europa cristã e, obviamente, por Roma. Neste sentido o padre Alessandro Valignano (Jesuíta), por volta de 1579 começou a pensar que a melhor prova que poderia dar de todo esforço recompensado levado a efeito pela Companhia de Jesus seria apresentar nas consideradas melhores cortes europeias provas vivas da conversão japonesa. Nada mais convincente seria do que apresentar japoneses cristãos. E não quaisquer japoneses, mas sim elementos de famílias poderosas. Seria como que apresentar os “filhos mais recentes da Igreja Católica” ao mundo cristão civilizado.
         Assim, a missão seria devidamente propagandeada e levaria, por razões óbvias, à rendição daqueles que não lhe davam a devida importância; poderia conseguir apoio financeiro para a Companhia; despertaria novas vocações, pois com tais provas, pelo menos, alguns espíritos jovens poderiam aderir aos jesuítas e, finalmente, seria uma demonstração do poder da Igreja Católica perante as cortes europeias.
            Os quatro jovens japoneses cristãos escolhidos eram oriundos das famílias mais importantes dos senhores de Kyushu (Omura): Mâncio Ito, Miguel Chijawa, Juliano Nakura e Martinho Hara. Para além de jovens e de serem filhos de gente importante, estes foram escolhidos, também, pela sua estrutura física robusta, de modo a poderem aguentar uma viagem tão longa e exposta a diversos perigos.
      
 
Assim em de fevereiro de 1582 partiram de Nagasáqui numa viagem que teria a duração de 8 anos ida e volta. Sigamos o seu itinerário:
 
  • 1582 (fevereiro) – partida de Nagasáqui -> 1584 (agosto) depois de escalas em Macau, Malaca e Goa (na nau Santiago) chegam a Lisboa: são recebidos pelo  Cardeal – Arquiduque Alberto de Áustria (que governava Portugal em nome do rei Filipe I de Portugal) -> seguem para Sintra e depois para Évora onde são acolhidos pelo duque de Bragança -> dirigem-se a Toledo local de curta paragem -> chegam a Madrid onde, em novembro, se encontram com o rei Filipe II (I de Portugal). Em fevereiro de 1585 embarcam para ItáliaPisaFlorença. Em março encontram-se em Roma: aí são recebidos e acolhidos pelo padre Cláudio Acquaviva, Geral da Companhia de Jesus - > Vaticano: ponto fulcral do percurso onde, em audiência, sua Santidade o Papa Gregório XIII, os recebe -> Junho – Veneza -> Milão – em agosto embarcam em Génova de regresso a Espanha. No mês de outubro já estão de volta Portugal, sendo recebidos em Vila Viçosa pelos Braganças. Seguem para Coimbra, Évora, Lisboa.
Em Abril de 1586 regressam ao Japão e aportam, no mês de Julho de 1590, no porto de Nagasáqui.
 
      
   
Para tais conhecimentos, contamos com a ajuda preciosa de Luís Fróis (padre jesuíta), pois fez o relato desta viagem no seu Tratado dos Embaixadores Japões da forma entusiástica como estes jovens japoneses foram recebidos e curiosamente denominados por “meninos japões”.
Logo no início da viagem e ainda na Índia, o vice – rei D. Francisco Mascarenhas ficou muito sensibilizado com a presença dos quatro rapazes, pelo que “…lhes deitou a cada um uma cadeia de ouro ao pescoço, com seus relicários feitos em Roma, ricos e de muita estima …”[1].
Em Portugal, o Cardeal Arquiduque de Áustria recebeu os jovens japoneses no Paço da Ribeira de modo muito alegre e afetuoso, sem lhes dar, ao mesmo tempo, muita importância, pois logo no dia seguinte partiu para Sintra, por fazer muito calor em Lisboa (14 de agosto). Apesar disso, deixou ao dispor dos jovens um coche de sua casa para que pudessem visitar a capital portuguesa em especial as suas igrejas (Mosteiro de Nossa Senhora da Graça, o mosteiro de Santo Elói, o Hospital del – Rei, o Colégio de Santo Antão).
Parecia não ter sido dado o devido relevo aos jovens japoneses. Contudo, passados alguns dias o cardeal chamou – os aos Paços de Sintra, pedindo-lhes que vestissem as roupas tradicionais japonesas, dado serem muito alegres e conferirem, certamente, um ar de folclore à sua estada. É de notar que a autoridade de Portugal não gostou de os ver vestidos de modo ocidentalizado, tal como Luís Fróis refere “… ordenou que fossem lá folgar os senhores japões, e mandou avisar … que folgaria de os ver vestidos a seu próprio uso japónico, porque quando foram visitar da primeira vez foram com mantos de raxa preta e roupeta de tafetá da China…”[2].
Em Sintra foram acolhidos no mosteiro de Penhalonga, visitaram o mosteiro de Nossa Senhora da Penha, tendo apreciado muito as peças de arte sacra e todo o aspecto rico, assim como a paisagem.
Por onde passaram, os jovens japoneses foram bem recebidos e olhados com muita curiosidade e estima. Era um milagre uma gente tão diferente e de terra tão distante com tantas afinidades com Portugal e, especialmente, com a cristandade!
Quando estes “embaixadores” se dirigiram ao Paço de Sintra, o Cardeal encontrava-se na companhia de pouca gente e, outra vez, mostrou o seu agrado em recebê-los. Desta feita, ficou verdadeiramente satisfeito ao observar os trajes “japónicos”: roupas de várias sedas e uso de duas espadas (terçado e catana), o que lhes conferia maior fidalguia.[3]
Em conversa, admiraram o Paço pelas suas pinturas e antiguidade, tendo-se, contudo, encantado com os repuxos interiores. Ao vice - rei foram mostrados biombos e oferecido um copo de dorbo de bada com pé de prata.
Após esta curta visita, recolheram a Penhalonga onde pernoitaram. Em comentários posteriores sabemos que estes jovens nipónicos contemplaram demoradamente a paisagem envolvente, tendo demonstrado especial apreço pela horta do mosteiro e admiração pela abundância de água.
A visita que se seguiu centrou-se no mosteiro de Nossa Senhora da Penha[4], também em Sintra e igualmente pertencente à Ordem de S. Jerónimo. O pitoresco desta deslocação foi a necessidade de seguirem de burro devido ao caminho ser muito íngreme e sinuoso, não podendo ser percorrido de coche.
Lá bem no cimo, então, as atracções existentes surtiram um efeito quase de encantamento, dado os viajantes terem ficado, verdadeiramente, fascinados com o local em si, uma vez mais a paisagem em redor e muito especialmente no interior do mosteiro um retábulo muito rico de mármore branco todo com figuras de Paixão e de Nossa Senhora.
A viagem prosseguiu com o regresso a Lisboa, tendo seguidamente, os jovens japoneses percorrido caminho até Roma, passando por Toledo e Madrid onde se encontraram, no Escorial, com o rei Filipe II de Espanha a quem ofereceram biombos. Seguidamente embarcaram com destino a Itália, chegando ao seu ponto fulcral: o Vaticano. Aí foram recebidos por Sua Santidade Sereníssima o Papa Gregório XIII, pouco antes da sua morte. Este mostrou-se emocionado e comovido, tratando os quatro rapazes de forma paternal e oferecendo-lhes roupa europeia, bem como algum dinheiro paras as suas despesas[5].
O êxito da visita a Sintra foi tanto que não mais ficou esquecido. Daí que tenha surgido a ideia da geminação da vila com a cidade de Omura para acautelar que a memória, só por si, pudesse ser insuficiente e se perder no fio do tempo…
 
 
Autora: Ana Paula Miranda


[1] Luís Fróis, Tratado dos Embaixadores Japões, p. 21
[2] Luís Fróis, ob.cit., p. 32.
[3] Cf Luís Fróis, ibidem, p.33.
[4] Note-se que esta construção corresponde ao atual Palácio Nacional da Pena que, inicialmente, era o referido  mosteiro Jerónimo.
[5] Cf, Armando Martins Janeira,, pág. 109.

 

 

 

 

 
 

quarta-feira, janeiro 16, 2013

17 de Janeiro: Dia do Patrono - Agrupamento de Escolas Miguel Torga





S.Martinho de Anta-Sabrosa
1907 - 1995

Portugal
Escritor português natural, de São Martinho de Anta, Vila Real. Proveniente de uma família humilde, teve uma infância rural dura, que lhe deu a conhecer a realidade do campo, sem bucolismos, feita de árduo trabalho contínuo. Após uma breve passagem pelo seminário de Lamego, emigrou com 13 anos para o Brasil, onde durante cinco anos trabalhou na fazenda de um tio, em Minas Gerais, como capinador, apanhador de café, vaqueiro e caçador de cobras. De regresso a Portugal, em 1925, concluiu o ensino liceal e frequentou em Coimbra o curso de Medicina, que terminou em 1933. Exerceu a profissão de médico em São Martinho de Anta e em outras localidades do país, fixando-se definitivamente em Coimbra, como otorrinolaringologista, em 1941.

Ligado inicialmente ao grupo da revista Presença, dele se desligou em 1930, fundando nesse mesmo ano, com Branquinho da Fonseca (outro dissidente), a Sinal, de que sairia apenas um número. Em 1936, lançou outra revista, Manifesto, também de duração breve.

A sua saída da Presença reflecte uma característica fundamental da sua personalidade literária, uma individualidade veemente e intransigente, que o manteve afastado, por toda a vida, de escolas literárias e mesmo do contacto com os círculos culturais do meio português. A esta intensa consciência individual aliou-se, no entanto, uma profunda afirmação da sua pertença à natureza humana, com que se solidariza na oposição a todas as forças que oprimam a energia viva e a dignidade do homem, sejam elas as tiranias políticas ou o próprio Deus. Miguel Torga, tendo como homem a experiência dos sofrimentos da emigração e da vida rural, do contacto com as misérias e com a morte, tornou-se o poeta do mundo rural, das forças telúricas, ancestrais, que animam o instinto humano na sua luta dramática contra as leis que o aprisionam. Nessa revolta consiste a missão do poeta, que se afirma tanto na violência com que acusa a tirania divina e terrestre, como na ternura franciscana que estende, de forma vibrante, a todas as criaturas no seu sofrimento. Mas essa revolta, por outro lado, não corresponde a uma arreligiosidade ou recusa da transcendência.
A sua obra, recheada de simbologia bíblica, encontra-se, antes, imersa num sentido divino que transfigura a natureza e dignifica o homem no seu desafio ou no seu desprezo face ao divino. A ligação à terra, à região natal, a Portugal, à própria Península Ibérica e às suas gentes, é outra constante dos textos do autor. Ela justifica o profundo conhecimento que Torga procurou ter de Portugal e de Espanha, unidos no conceito de uma Ibéria comum, pela rudeza e pobreza dos seus meios naturais, pelo movimento de expansão e opressões da história, e por certas características humanas definidoras da sua personalidade. A intervenção cívica de Miguel Torga, na oposição ao Estado Novo e na denúncia dos crimes da guerra civil espanhola e de Franco, valeu-lhe a apreensão de algumas das suas obras pela censura e, mesmo, a prisão pela polícia política portuguesa.

Contista exímio, romancista, ensaísta, dramaturgo, autor de mais de 50 obras publicadas desde os 21 anos, estreou-se em 1928 com o volume de poesia Ansiedade. Também em poesia, publicou, entre outras obras, Rampa (1930), O Outro Livro de Job (1936), Lamentação (1943), Nihil Sibi (1948), Cântico do Homem (1950), Alguns Poemas Ibéricos (1952), Penas do Purgatório (1954) e Orfeu Rebelde (1958). Na ficção em prosa, escreveu Pão Ázimo (1931), Criação do Mundo. Os Dois Primeiros Dias (1937, obra de fundo autobiográfico, continuada em O Terceiro Dia da Criação do Mundo, 1938, O Quarto Dia da Criação do Mundo, 1939, O Quinto Dia da Criação do Mundo, 1974, e O Sexto Dia da Criação do Mundo, 1981), Bichos (1940), Contos da Montanha (1941), O Senhor Ventura (1943, romance), Novos Contos da Montanha (1944), Vindima (1945) e Fogo Preso (1976).

É ainda autor de peças de teatro (Terra Firme e Mar, 1941; O Paraíso, 1949; e Sinfonia, poema dramático, 1947) de volumes de impressões de viagens (Portugal, 1950; Traço de União, 1955) e de um Diário em dezasseis volumes, publicado entre 1941 e 1994. Notável pela sua técnica narrativa no conto, pela expressividade da sua linguagem, frequentemente de cunho popular, mas de uma força clássica, fruto de um trabalho intenso da palavra, conseguiu conferir aos seus textos um ritmo vigoroso e original, a que associa uma imagística extremamente sugestiva e viva.

Várias vezes premiado, nacional e internacionalmente, foram-lhe atribuídos, entre outros, o prémio Diário de Notícias (1969), o Prémio Internacional de Poesia (1977), o prémio Montaigne (1981), o prémio Camões (1989), o Prémio Vida Literária da Associação Portuguesa de Escritores (1992) e o Prémio da Crítica, consagrando a sua obra (1993).
Em 2000, é publicado Poesia Completa.

http://www.astormentas.com/PT/biografia/Miguel%20Torga
 

sábado, dezembro 29, 2012

Um novo ano: a contagem do tempo e a periodização da História


PERIODIZAÇÃO DA HISTÓRIA

A humanidade, como se sabe, é constituída por muitos povos. E cada um deles tem o seu jeito de ser e viver. Diferentes povos criaram diferentes calendários, ou seja, diferentes modos de contar e dividir o tempo. Para dar início à contagem do tempo, cada povo escolheu uma data que lhe é importante.

Os judeus, por exemplo, começam a contar o tempo a partir da criação do mundo. Para eles, este facto ocorreu 3761 anos antes do nascimento de Cristo.

Já os mulçumanos, que seguem a religião criada por Maomé, contam o tempo a partir de sua ida a cidade de Meca para Medina (na atual Arábia Saudita). Esse fato, segundo o nosso calendário, ocorreu no ano 622 do nosso calendário.

Os cristãos, por sua vez, escolheram o nascimento de Cristo para dar início à contagem do tempo. Este fato foi tomado como marco do calendário cristão.

Assim, por exemplo, o ano de 2005, para os cristãos, corresponde ao ano de 1383, para os mulçumanos, e de 5766, para os judeus.


Periodização da História

Tradicionalmente, divide-se a história em cinco grandes períodos:


Pré História: começa com o surgimento dos primeiros homens (aproximadamente dois milhões de anos) até a invenção da escrita, em cerca de 4000 a.C.


: de 4000 a.C até a queda do Império romano do Ocidente, em 476.


: de 476 até a invasão cidade de Constantinopla (atual Istambul) pelos turcos, em 1453.


: de 1453 até o início da Revolução Francesa, em 1789.


Idade Contemporânea: de 1789 até os dias atuais.


Yuri Gagarin foi o primeiro homem no espaço há 45 anos
Foi a 12 de Abril de 1961 que o voo de 108 minutos se realizou


Missão Marte

Críticas

Muitos estudiosos, porém, criticam esta divisão por diversos motivos.

Primeiro, porque esta divisão valoriza os fatos importantes para os povos da Europa e desconsidera o que se passava, por exemplo, na África ou na Ásia.

Terceiro, porque ainda há povos que não utilizam a escrita, o que não quer dizer que não possuam uma história.

Conhecer esta divisão , facilita a compreensão e produção de textos históricos.

fonte: BOULOS JUNIOR,Alfredo. coleção História Sociedade & Cidadania

http://www.tuia.com.br/Historia_Geral/index.htm

terça-feira, novembro 20, 2012

A partida do rei para o Brasil-29 de novembro de 1807

 
" Na manhã do dia 29 de Novembro de 1807, quem fosse ao alto de Santa Catarina em Lisboa poderia ver, para o lado do mar, as velas de uma enorme frota a afastar-se de terra. Eram os mais de quarenta barcos entre navios de guerra e mercantes, que levavam o principe regente de Portugal para o Brasil. Com D. João seguiam a família real e algumas das principais personagens da corte, do governo, dos tribunais e das Forças Armadas. Não há certeza, mas haveria talvez, contando com as tripulações, umas 5.000 a 7.000 pessoas a bordo, por entre papéis, roupa, mobília e mantimentos. Formavam uma pequena cidade flutuante, com mais habitantes do que muitas cidades do reino. Na História da Europa, já muita gente procurara na América a liberdade ou as oportunidades em falta no Velho Continente . Era a primeira vez que um Estado, através dos seus mais altos representantes e funcionários, fazia o mesmo. O principe D. João ( rei D. João VI a partir de 1816) e os seus colaboradores tinham uma boa razão: tentavam escapar ao exército francês, cuja vanguarda entrou em Lisboa precisamente no dia seguinte à saída da frota. Começava assim em Portugal aquela época que a periodização convencional chama " contemporânea"".

in HISTÓRIA DE PORTUGAL, Rui Ramos, Coordenador, 5º volume, página 35

 
 
 

 

sábado, novembro 10, 2012

O luxo é tão antigo como a civilização...


D. João V, adepto da ostentação e da opulência mandou 15 ultraluxuosos carros de aparato ao papa Clemente XI, liderada pelo Marquês de Fontes, para obter perrogativas especiais para a igreja portuguesa, entre as quais um cardeal patriarca para Lisboa.

O carro da imagem é o coche dos oceanos, alusivo aos descobrimentos, que fazia conjunto com o do embaixador e com o da coroação em Lisboa ( todos podem ser observados no Museu dos Coches em Lisboa).
photo
Para saber mais:
http://jmgs.fotosblogue.com/r583/Coches/2/

Este último tem as figuras da fama e da abundância, ladeando a cidade. A deusa da cidade surge com a sua cornucópia de flores e frutos e simboliza as riquezas que invadiram a capital do reino.

domingo, outubro 21, 2012

D. João V e as Amoreiras



Jardim das Amoreiras
Litografia colorida
George Vivian desenhou; L. Hacthe Litografou 
Séc. XIX (finais)

Amoreiras

Local cujo topónimo se deve ao facto de o Marquês de Pombal ter, em 1771, aí mandado plantar esta classe de árvores cujas folhas se destinavam a alimentar os bichos-da-seda, os quais garantiam a matéria-prima imprescindível para a Real Fábrica da Seda, ali fundada por D. João V.

Para saber mais sobre Lisboa, no museu da cidade:

http://www.museudacidade.pt/Lisboa/curiosidades/Paginas/Curiosidades.aspx

sexta-feira, maio 18, 2012

A Restauração da Independência

Em 1637 ocorreu o tumulto do Manuelinho de Évora, um pronuncio do que viria a ocorrer três anos mais tarde, em 1640, com a instauração da casa de Bragança em 1 de Dezembro de 1640, dia da restauração da independência de Portugal. A conspiração de 1640, contra o rei Filipe III de Portugal, foi planeada por um grupo de quarenta homens da nobreza que ficou conhecido como “os Conjurados”, dos quais se destacavam D. Antão de Almada, D. Miguel de Almeida e o Dr. João Pinto Ribeiro. Este grupo de homens acorreu ao Terreiro do Paço no sábado, 1 de Dezembro de 1940, e matou o secretário de Estado Miguel de Vasconcelos, além de aprisionarem a Duquesa de Mântua, prima de Filipe III e a quem este tinha confiado o governo de Portugal. Este momento foi o ideal para esta conspiração, pois o Reino de Espanha estava envolvido na Guerra dos Trinta Anos e estava mais preocupado em vencer a revolta da Catalunha do que propriamente com o território português. Após a restauração da independência, a maior preocupação de D. João IV, o novo rei de Portugal, e dos seus apoiantes passou a ser a consolidação do poder alcançado. Em primeiro lugar, seria necessário que D. João IV fosse reconhecido a nível nacional e internacional como o legítimo rei de Portugal. A nível nacional, isso foi conseguido prontamente com o juramento perante as Cortes de Lisboa, em Janeiro de 1641. Depois, D. João IV enviou vários embaixadores às várias capitais europeias com o objetivo de obter o apoio dos outros monarcas. Esse esforço foi bem sucedido. Mas, o maior problema que se colocava era de natureza militar pois seria de esperar que Espanha voltasse a atacar a soberania portuguesa. Se os espanhóis tivessem atacado de imediato, D. João IV não teria tido tempo para organizar os seus exércitos. Mas, devido à Guerra dos Trinta Anos, enquanto esta não terminou, Espanha não tentou atacar Portugal pois tinha todos os seus meios envolvidos nessa guerra. Assim, D. João IV teve tempo de conseguir preparar os seus exércitos e arranjar os meios necessários para custear os esforços de guerra. Investidas de Espanha Terminada a Guerra dos Trinta Anos, em 1648, os espanhóis passaram a fazer algumas campanhas, de forma esporádica e inconsequente, que os portugueses enfrentaram sem grandes dificuldades, sendo que, a primeira investida séria por parte de Espanha viria a dar-se apenas em 1663 quando já D. Afonso VI era o rei de Portugal. Nessa altura, Portugal perdeu as praças de Évora e Alcácer do Sal. Estes conflitos passaram a realizar-se de forma descontínua e irregular, quase sempre com vantagem para os portugueses. Algumas das batalhas que se realizaram nesse contexto foram a Batalha do Ameixal, em 1663, a Batalha de Castelo Rodrigo, em 1664, e a Batalha de Montes Claros, em 1665. O Tratado de Paz Se considerarmos que esta guerra entre Portugal e Espanha (Guerra da Restauração) se iniciou em 1 de Dezembro de 1640, podemos dizer que durou quase 28 anos, vindo a paz a ser assinada já durante o reinado de D. Pedro II de Portugal, em Lisboa, a 13 de Fevereiro de 1668. Nesse tratado, Espanha reconheceu a título definitivo a independência de Portugal.

Envelhecimento da População

Entre as principais tendências que o Instituto Nacional de Estatística apresentou na publicação Censos 2011 – Resultados Provisórios, destaca-se o agravemento, ao longo da última década, do fenómeno do duplo envelhecimento da população. De facto os dados do Censos 2011 confirmam o aumento da população idosa e a diminuição da população jovem em Portugal, sendo que, actualmente, 15% da população residente em Portugal se encontra no grupo etário mais jovem (0-14 anos) e cerca de 19% pertence ao grupo dos mais idosos, com 65 ou mais anos de idade. O ìndice de envelhecimento da população é de 129, o que significa que por cada por cada 100 jovens há hoje 129 idosos. As regiões que apresentam índices de envelhecimento mais elevados são o Alentejo e o Centro, com respectivamente 179 e 164. As Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira apresentam os índices de envelhecimento mais baixos do país, respetivamente, 74 e 91 Nos últimos 30 anos Portugal perdeu cerca de um milhão de jovens, entre os zero e os 14 anos, e ganhou cerca de 900 mil idosos (pessoas com mais de 65 anos).

quarta-feira, maio 02, 2012

25 de ABRIL

Naturalmente que já ouviste falar no 25 de Abril de 1974, mas provavelmente não conheces as coisas como os teus pais ou os teus avós que viveram nesta época. Sabias que o golpe de estado do 25 de Abril de 1974 ficou conhecido para sempre como a "Revolução dos Cravos"? Diz-se que foi uma revolução porque a política do nosso País se alterou completamente. Mas como não houve a violência habitual das revoluções (manchada de sangue inocente), o povo ofereceu flores (cravos) aos militares que os puseram nos canos das armas. Em vez de balas, que matam, havia flores por todo o lado, significando o renascer da vida e a mudança! O povo português fez este golpe de estado porque não estava contente com o governo de Marcelo Caetano, que seguiu a política de Salazar (o Estado Novo), que era uma ditadura. Esta forma de governo sem liberdade durou cerca de 48 anos! Enquanto os outros países da Europa avançavam e progrediam em democracia, o regime português mantinha o nosso país atrasado e fechado a novas ideias. António de Oliveira Salazar Sabias que em Portugal a escola só era obrigatória até à 4ª classe? Era complicado continuar a estudar depois disso. E sabias que os professores podiam dar castigos mais severos aos seus alunos? Todos os homens eram obrigados a ir à tropa (na altura estava a acontecer a Guerra Colonial) e a censura, conhecida como "lápis azul", é que escolhia o que as pessoas liam, viam e ouviam nos jornais, na rádio e na televisão. Antes do 25 de Abril, todos se mostravam descontentes, mas não podiam dizê-lo abertamente e as manifestações dos estudantes deram muitas preocupações ao governo. Os estudantes queriam que todos pudessem aceder igualmente ao ensino, liberdade de expressão e o fim da Guerra Colonial, que consideravam inútil.

1ª de Maio

Todos os anos, no dia 1 de Maio, comemora-se, em todo o mundo, o Dia do Trabalhador. As origens do Dia do Trabalhador não são muito recentes. A história deste dia começa no séc. XIX. Nessa época, abusava-se muito dos trabalhadores, porque chegavam a trabalhar entre 12 e 18 horas por dia, o que era muito cansativo e até prejudicial à saúde! Já há algum tempo que os reformadores sociais (aqueles que propunham reformas, ou seja, mudanças na sociedade) defendiam que o ideal era dividir o dia em três períodos: 8 horas para trabalhar, 8 horas para dormir e 8 horas para o resto, o que incluía a diversão. Foi com o objectivo de lutar pelas 8 horas de trabalho diárias que, no dia 1 de Maio de 1886, milhares de trabalhadores de Chicago (EUA) se juntaram nas ruas para protestar contra as suas más condições de trabalho. A manifestação devia ter sido pacífica, mas as forças policiais tentaram pará-la, o que resultou em feridos e mortos. Este acontecimento ficou conhecido como "os Mártires de Chicago", por causa das pessoas que foram feridas e mortas só por estarem a lutar pelos seus direitos. Quatro dias depois, houve uma nova manifestação pela redução do horário de trabalho e melhores condições. Mais uma vez, a polícia virou-se contra os manifestantes e acabou por prender 8 pessoas, 5 das quais foram condenadas à forca! Como o povo estava cada vez mais revoltado, estas condenações só serviram para "deitar mais achas na fogueira" e despertar a atenção de todo o mundo. Em 1888, dois anos depois destes acontecimentos, os presos foram libertados por um júri que reconheceu que os trabalhadores estavam inocentes. Em 1889, o Congresso Internacional em Paris decidiu que o dia 1 de Maio passaria a ser o Dia do Trabalhador, em homenagem aos "mártires de Chicago". Só em 1890, os trabalhadores americanos conseguiram alcançar a sua meta das 8 horas de trabalho diárias! Em Portugal, devido ao facto de ter havido uma ditadura durante muito tempo, só a partir de Maio de 1974 (o ano da revolução do 25 de Abril) é que se passou a comemorar publicamente o Primeiro de Maio. Sabias que só a partir de Maio de 1996 é que os trabalhadores portugueses passaram a trabalhar 8 horas por dia?

domingo, abril 22, 2012

Moletes

É o nome de um tipo de pão, atualmente mais conhecido por papo-seco ou carcaça. Conta a estória que em 1809, durante a segunda invasão francesa, as tropas invasoras permaneceram em Valongo, numa altura em que houve falta de cereais. Para poder alimentar os seus soldados, o General Moulet, que comandava as tropas invasoras, decretou a diminuição do peso e do tamanho do pão para metade. Sobre o mesmo pão, existe ainda outra variante da estória, segundo a qual a palavra molete deriva da aportuguesação do nome do General Moulet. Consta que os seus serviçais exigiam aos padeiros de Valongo pães mais pequenos do que os que eles fabricavam. Obrigados a fabricar pães mais pequenos para o General, alguns padeiros vendiam-nos também aos compradores valonguenses. Admiradas, ao verem aqueles pães pequeninos, as pessoas perguntavam que pão era aquele, ao que os padeiros respondiam que era o pão do General Moulet. A clientela provou, gostou e, aos poucos, começou a consumi-lo. Com a repetição o pão ficou conhecido por molete.
O Ministério da Educação e Ciência ofereceu, à Biblioteca Escolar, a obra “Quadros da História de Portugal” reeditado, em cerimónia pública, na Escola Secundária de Bocage, em Setúbal, na presença do Dr. Mário Soares (filho de um dos autores do livro), um representante da Gradiva Publicações e o Presidente do Conselho de Administração do Montepio Geral, entidade bancária patrocinadora desta obra literária e histórica, que revisita a História de Portugal através de alguns dos episódios mais marcantes. O Gerente do Montepio de Monte Abraão entregou o exemplar desta obra ao Diretor do Agrupamento, Agostinho Mateus, num breve momento que contou com a presença da prof.ª Odete Almeida, uma das professoras bibliotecárias do Agrupamento. Visualiza algumas das pinturas que fazem parte desta obra:

quarta-feira, abril 18, 2012

Estado Novo



O Estado Novo (1926-1974) (Clica no título para saber mais)

Durante a ditadura militar que se seguiu ao golpe militar de 1926, a Constituição de 1911 vigoraria apenas em teoria, tendo sido alterada por sucessivos decretos governamentais. Sendo, no entanto, uma das bandeiras deste golpe o anti-parlamentarismo, depressa se compreenderá que entre 1926 e 1935 - data do início da primeira legislatura da Assembleia Nacional do Estado Novo - a ideia de Parlamento, enquanto órgão de soberania, não conste das prioridades políticas do poder.


A Assembleia Nacional na Constituição de 1933

Longe dos debates de uma assembleia constituinte, a Constituição de 1933 foi plebiscitada (1) a partir de um projecto de constituição concebido e elaborado pelo Presidente do Conselho de Ministros, António de Oliveira Salazar, coadjuvado por um pequeno grupo de colaboradores.

A Constituição de 1933, embora formalmente estabelecesse um compromisso entre um estado democrático e um estado autoritário, permitiu que a praxis política conduzisse à rápida prevalência deste último.

Os direitos e garantias individuais dos cidadãos previstos na Constituição, designadamente a liberdade de expressão, reunião e associação, serão regulados por "leis especiais".

A primeira Assembleia Nacional foi eleita em 1934 por sufrágio directo dos cidadãos maiores de 21 anos ou emancipados. Os analfabetos só podiam votar se pagassem impostos não inferiores a 100$00 e as mulheres eram admitidas a votar se possuidoras de curso especial, secundário ou superior. O direito de voto às mulheres já fora expressamente reconhecido pelo decreto 19.894 de 1931, embora com condições mais restritas que as previstas para os homens.


A capacidade eleitoral passiva determinava que podiam ser eleitos os eleitores que soubessem ler e escrever e que não estivessem sujeitos às inelegibilidade previstas na lei, onde se excluíam os "presos por delitos políticos" e "os que professem ideias contrárias à existência de Portugal como Estado independente, à disciplina social..." (2). É na I Legislatura da Assembleia Nacional que encontramos, pela primeira vez, três mulheres Deputadas.

A Assembleia Nacional, prevista nesta Constituição, tinha estrutura monocameralista. Existia também a Câmara Corporativa, que era um órgão de consulta, embora, de facto, se tivesse transformado num importante centro de grupos de pressão, representando interesses locais e socio-económicos.


Na versão original do texto constitucional, o poder legislativo é atribuído exclusivamente à Assembleia Nacional, embora essa actividade legislativa se devesse restringir à aprovação das bases gerais dos regimes jurídicos, permitindo-se que o governo legislasse no uso de autorizações legislativas ou "nos casos de urgência e necessidade pública", devendo, neste caso, o governo apresentar o decreto-lei à Assembleia, para ratificação, nas cinco primeiras sessões após a sua publicação.

Vasco da Gama


Até hoje paira uma grande dúvida sobre a célebre nau São Gabriel. Esta nau, que foi a embarcação-capitânia (de comando) da pequena frota de Vasco da Gama, foi utilizada por Pedro Álvares Cabral para comandar a frota que veio ao Brasil em 1500? A resposta é: tudo indica que sim.
As autoras Jacqueline Penjon e Anne-Marie Quint, que escreveram um capítulo sobre a descoberta do Brasil por Pedro Álvares Cabral, na obra intitulada Lisboa Ultramarina, mencionam, na página 144 do referido livro, o seguinte trecho: "O comandante da frota era um gentil-homem, Pedro Álvares Cabral.

Navegava ele na nau São Gabriel, remanescente da viagem de Vasco da Gama à Índia".
A viagem de Vasco da Gama à Índia foi importantíssima, pois este bravo navegador português descobriu o caminho marítimo para a Índia, contornando o Sul do continente africano, através do Cabo da Boa Esperança. A disputa pelas descobertas marítimas se acirrou entre os reinos de Portugal e Espanha, após a descoberta da América por Cristóvão Colombo, em 1492.
A disputa entre os dois reinos perdurou e exacerbou-se até que, graças ao gênio diplomático de Dom João II, foi assinado o Tratado de Tordesilhas, em junho de 1494, o qual dividia o mundo de pólo a pólo, numa linha que passava a 370 léguas a ocidente de Cabo Verde.


Para muitos historiadores, tanto portugueses como brasileiros, reside aí a maior prova de que o Brasil já estava descoberto antes dessa data. Se, durante alguns anos se manteve sigilo da descoberta, teria sido para evitar complicações com os soberanos vizinhos.
Em 1958, num trabalho intitulado Três Roteiros Desconhecidos de Ahmad Ibn Madjid, o Piloto Árabe de Vasco da Gama, o historiador russo Chumovsky levantou a tese de que, em 1495, ano da sua morte, o rei Dom João II mandara uma expedição à Índia, a qual teria naufragado ao largo de Sofala.
Em 8 de julho de 1497, partiu de Lisboa a pequena frota de Vasco da Gama rumo à Índia. Era constituída de três naus e uma caravela: quatro embarcações ao todo.

terça-feira, março 27, 2012

Gil Eanes


"Depois de ter fracassado uma primeira vez, em 1433, Gil Eanes foi exortado pelo Infante a tentar novamente a passagem do cabo Bojador, o que veio a conseguir em 1434. Voltando o navegador à presença do Infante deu-lhe conta do que vira, “e acabado assim o recontamento de sua viagem, fez o Infante armar um barinel, no qual madou Afonso Gonçalves Baldaia – que era seu copeiro - , e, assim, Gil Eanes com sua barca” (Gomes Eanes de Zurara, Crónica dos Feitos da Guiné, cap. IX). O cronista João de Barros foi mais explícito quanto às razões que ditaram o aparecimento do barinel nas viagens de exploração: "O Anno seguinte de trinta e quatro, como o Infante estava informado por Gilianes da maneira da terra, e da navegação ser menos perigosa do que se dizia, mandou armar hum barinel, que foi o maior navio, que té então tinha enviado, por já estar fóra de suspeita, que se tinha dos baixios, e parcel, que diziam haver além do Cabo [Bojador]. A capitania do qual deu a Afonso Gonçalves Baldaya seu Copeiro, e em sua companhia foi Gilianes em sua barca" (João de Barros, Ásia, Década I, Livro I, cap. V)"(Escrito por: Francisco Contente Domingues).

Barinel


Não existem elementos concretos acerca do Barinel.

Julga-se ser de maior tonelagem do que a barca, e para conciliar um pouco as variadas opiniões dos historiadores, talvez de proa alterosa e recurvada semelhante à das meias luas ovarinas, a popa de painel, o leme de grande porte, a ré talvez um tendal para servir de abrigo, e arvorando dois mastros com uma vela redonda de arrear e, podendo armar remos para poder navegar em tempo bonançoso.

O barinel era um pouco maior que a barca e podia ter uma tripulação de 30 homens. Havia barinéis com um, dois e até três mastros. Tal como a barca, estava equipado com cesto de gávea, onde um marinheiro de visão aguda procurava, do alto, vestígios de terra firme no horizonte. A parte dianteira do navio era mais elevada - o castelo de proa. Estas características foram desenvolvidas e incorporadas na caravela, que substituiu a barca e o barinel nas viagens de exploração da costa africana a partir da década de 40 do século XV.

quinta-feira, março 22, 2012

Barca



A palavra barca é geralmente empregue como designação de embarcação de pequena tonelagem.

A barca julga-se ser originária das nações do norte.

Seriam embarcações de pequeno porte, talvez de 20 a 25 tonéis, em geral de boca aberta, ou de uma só coberta quando se construíam para viagens largas. A ré e a proa eram aguçadas e arvoravam em geral um só mastro de muita guinda com uma enorme vela de pendão.

Foi numa destas pequenas embarcações que, em 1434, se realizou um dos feitos mais importantes para a história dos descobrimentos portugueses - Gil Eanes dobrou o Cabo Bojador.

quarta-feira, março 21, 2012

Concurso "Contadores de Histórias"

Vencedores do Concurso

João Ferreira do 6.º D - com a peça "Gil Vicente";
Leonor Marques do 6.º A - com a peça "D. Maria II";
Cláudia Carvalho do 6.º C - com a peça "A varina".

Parabéns aos vencedores!