D. Pedro IV

D. Pedro IV

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quarta-feira, maio 02, 2012

25 de ABRIL

Naturalmente que já ouviste falar no 25 de Abril de 1974, mas provavelmente não conheces as coisas como os teus pais ou os teus avós que viveram nesta época. Sabias que o golpe de estado do 25 de Abril de 1974 ficou conhecido para sempre como a "Revolução dos Cravos"? Diz-se que foi uma revolução porque a política do nosso País se alterou completamente. Mas como não houve a violência habitual das revoluções (manchada de sangue inocente), o povo ofereceu flores (cravos) aos militares que os puseram nos canos das armas. Em vez de balas, que matam, havia flores por todo o lado, significando o renascer da vida e a mudança! O povo português fez este golpe de estado porque não estava contente com o governo de Marcelo Caetano, que seguiu a política de Salazar (o Estado Novo), que era uma ditadura. Esta forma de governo sem liberdade durou cerca de 48 anos! Enquanto os outros países da Europa avançavam e progrediam em democracia, o regime português mantinha o nosso país atrasado e fechado a novas ideias. António de Oliveira Salazar Sabias que em Portugal a escola só era obrigatória até à 4ª classe? Era complicado continuar a estudar depois disso. E sabias que os professores podiam dar castigos mais severos aos seus alunos? Todos os homens eram obrigados a ir à tropa (na altura estava a acontecer a Guerra Colonial) e a censura, conhecida como "lápis azul", é que escolhia o que as pessoas liam, viam e ouviam nos jornais, na rádio e na televisão. Antes do 25 de Abril, todos se mostravam descontentes, mas não podiam dizê-lo abertamente e as manifestações dos estudantes deram muitas preocupações ao governo. Os estudantes queriam que todos pudessem aceder igualmente ao ensino, liberdade de expressão e o fim da Guerra Colonial, que consideravam inútil.

1ª de Maio

Todos os anos, no dia 1 de Maio, comemora-se, em todo o mundo, o Dia do Trabalhador. As origens do Dia do Trabalhador não são muito recentes. A história deste dia começa no séc. XIX. Nessa época, abusava-se muito dos trabalhadores, porque chegavam a trabalhar entre 12 e 18 horas por dia, o que era muito cansativo e até prejudicial à saúde! Já há algum tempo que os reformadores sociais (aqueles que propunham reformas, ou seja, mudanças na sociedade) defendiam que o ideal era dividir o dia em três períodos: 8 horas para trabalhar, 8 horas para dormir e 8 horas para o resto, o que incluía a diversão. Foi com o objectivo de lutar pelas 8 horas de trabalho diárias que, no dia 1 de Maio de 1886, milhares de trabalhadores de Chicago (EUA) se juntaram nas ruas para protestar contra as suas más condições de trabalho. A manifestação devia ter sido pacífica, mas as forças policiais tentaram pará-la, o que resultou em feridos e mortos. Este acontecimento ficou conhecido como "os Mártires de Chicago", por causa das pessoas que foram feridas e mortas só por estarem a lutar pelos seus direitos. Quatro dias depois, houve uma nova manifestação pela redução do horário de trabalho e melhores condições. Mais uma vez, a polícia virou-se contra os manifestantes e acabou por prender 8 pessoas, 5 das quais foram condenadas à forca! Como o povo estava cada vez mais revoltado, estas condenações só serviram para "deitar mais achas na fogueira" e despertar a atenção de todo o mundo. Em 1888, dois anos depois destes acontecimentos, os presos foram libertados por um júri que reconheceu que os trabalhadores estavam inocentes. Em 1889, o Congresso Internacional em Paris decidiu que o dia 1 de Maio passaria a ser o Dia do Trabalhador, em homenagem aos "mártires de Chicago". Só em 1890, os trabalhadores americanos conseguiram alcançar a sua meta das 8 horas de trabalho diárias! Em Portugal, devido ao facto de ter havido uma ditadura durante muito tempo, só a partir de Maio de 1974 (o ano da revolução do 25 de Abril) é que se passou a comemorar publicamente o Primeiro de Maio. Sabias que só a partir de Maio de 1996 é que os trabalhadores portugueses passaram a trabalhar 8 horas por dia?

domingo, abril 22, 2012

Moletes

É o nome de um tipo de pão, atualmente mais conhecido por papo-seco ou carcaça. Conta a estória que em 1809, durante a segunda invasão francesa, as tropas invasoras permaneceram em Valongo, numa altura em que houve falta de cereais. Para poder alimentar os seus soldados, o General Moulet, que comandava as tropas invasoras, decretou a diminuição do peso e do tamanho do pão para metade. Sobre o mesmo pão, existe ainda outra variante da estória, segundo a qual a palavra molete deriva da aportuguesação do nome do General Moulet. Consta que os seus serviçais exigiam aos padeiros de Valongo pães mais pequenos do que os que eles fabricavam. Obrigados a fabricar pães mais pequenos para o General, alguns padeiros vendiam-nos também aos compradores valonguenses. Admiradas, ao verem aqueles pães pequeninos, as pessoas perguntavam que pão era aquele, ao que os padeiros respondiam que era o pão do General Moulet. A clientela provou, gostou e, aos poucos, começou a consumi-lo. Com a repetição o pão ficou conhecido por molete.
O Ministério da Educação e Ciência ofereceu, à Biblioteca Escolar, a obra “Quadros da História de Portugal” reeditado, em cerimónia pública, na Escola Secundária de Bocage, em Setúbal, na presença do Dr. Mário Soares (filho de um dos autores do livro), um representante da Gradiva Publicações e o Presidente do Conselho de Administração do Montepio Geral, entidade bancária patrocinadora desta obra literária e histórica, que revisita a História de Portugal através de alguns dos episódios mais marcantes. O Gerente do Montepio de Monte Abraão entregou o exemplar desta obra ao Diretor do Agrupamento, Agostinho Mateus, num breve momento que contou com a presença da prof.ª Odete Almeida, uma das professoras bibliotecárias do Agrupamento. Visualiza algumas das pinturas que fazem parte desta obra:

quarta-feira, abril 18, 2012

Estado Novo



O Estado Novo (1926-1974) (Clica no título para saber mais)

Durante a ditadura militar que se seguiu ao golpe militar de 1926, a Constituição de 1911 vigoraria apenas em teoria, tendo sido alterada por sucessivos decretos governamentais. Sendo, no entanto, uma das bandeiras deste golpe o anti-parlamentarismo, depressa se compreenderá que entre 1926 e 1935 - data do início da primeira legislatura da Assembleia Nacional do Estado Novo - a ideia de Parlamento, enquanto órgão de soberania, não conste das prioridades políticas do poder.


A Assembleia Nacional na Constituição de 1933

Longe dos debates de uma assembleia constituinte, a Constituição de 1933 foi plebiscitada (1) a partir de um projecto de constituição concebido e elaborado pelo Presidente do Conselho de Ministros, António de Oliveira Salazar, coadjuvado por um pequeno grupo de colaboradores.

A Constituição de 1933, embora formalmente estabelecesse um compromisso entre um estado democrático e um estado autoritário, permitiu que a praxis política conduzisse à rápida prevalência deste último.

Os direitos e garantias individuais dos cidadãos previstos na Constituição, designadamente a liberdade de expressão, reunião e associação, serão regulados por "leis especiais".

A primeira Assembleia Nacional foi eleita em 1934 por sufrágio directo dos cidadãos maiores de 21 anos ou emancipados. Os analfabetos só podiam votar se pagassem impostos não inferiores a 100$00 e as mulheres eram admitidas a votar se possuidoras de curso especial, secundário ou superior. O direito de voto às mulheres já fora expressamente reconhecido pelo decreto 19.894 de 1931, embora com condições mais restritas que as previstas para os homens.


A capacidade eleitoral passiva determinava que podiam ser eleitos os eleitores que soubessem ler e escrever e que não estivessem sujeitos às inelegibilidade previstas na lei, onde se excluíam os "presos por delitos políticos" e "os que professem ideias contrárias à existência de Portugal como Estado independente, à disciplina social..." (2). É na I Legislatura da Assembleia Nacional que encontramos, pela primeira vez, três mulheres Deputadas.

A Assembleia Nacional, prevista nesta Constituição, tinha estrutura monocameralista. Existia também a Câmara Corporativa, que era um órgão de consulta, embora, de facto, se tivesse transformado num importante centro de grupos de pressão, representando interesses locais e socio-económicos.


Na versão original do texto constitucional, o poder legislativo é atribuído exclusivamente à Assembleia Nacional, embora essa actividade legislativa se devesse restringir à aprovação das bases gerais dos regimes jurídicos, permitindo-se que o governo legislasse no uso de autorizações legislativas ou "nos casos de urgência e necessidade pública", devendo, neste caso, o governo apresentar o decreto-lei à Assembleia, para ratificação, nas cinco primeiras sessões após a sua publicação.

Vasco da Gama


Até hoje paira uma grande dúvida sobre a célebre nau São Gabriel. Esta nau, que foi a embarcação-capitânia (de comando) da pequena frota de Vasco da Gama, foi utilizada por Pedro Álvares Cabral para comandar a frota que veio ao Brasil em 1500? A resposta é: tudo indica que sim.
As autoras Jacqueline Penjon e Anne-Marie Quint, que escreveram um capítulo sobre a descoberta do Brasil por Pedro Álvares Cabral, na obra intitulada Lisboa Ultramarina, mencionam, na página 144 do referido livro, o seguinte trecho: "O comandante da frota era um gentil-homem, Pedro Álvares Cabral.

Navegava ele na nau São Gabriel, remanescente da viagem de Vasco da Gama à Índia".
A viagem de Vasco da Gama à Índia foi importantíssima, pois este bravo navegador português descobriu o caminho marítimo para a Índia, contornando o Sul do continente africano, através do Cabo da Boa Esperança. A disputa pelas descobertas marítimas se acirrou entre os reinos de Portugal e Espanha, após a descoberta da América por Cristóvão Colombo, em 1492.
A disputa entre os dois reinos perdurou e exacerbou-se até que, graças ao gênio diplomático de Dom João II, foi assinado o Tratado de Tordesilhas, em junho de 1494, o qual dividia o mundo de pólo a pólo, numa linha que passava a 370 léguas a ocidente de Cabo Verde.


Para muitos historiadores, tanto portugueses como brasileiros, reside aí a maior prova de que o Brasil já estava descoberto antes dessa data. Se, durante alguns anos se manteve sigilo da descoberta, teria sido para evitar complicações com os soberanos vizinhos.
Em 1958, num trabalho intitulado Três Roteiros Desconhecidos de Ahmad Ibn Madjid, o Piloto Árabe de Vasco da Gama, o historiador russo Chumovsky levantou a tese de que, em 1495, ano da sua morte, o rei Dom João II mandara uma expedição à Índia, a qual teria naufragado ao largo de Sofala.
Em 8 de julho de 1497, partiu de Lisboa a pequena frota de Vasco da Gama rumo à Índia. Era constituída de três naus e uma caravela: quatro embarcações ao todo.

terça-feira, março 27, 2012

Gil Eanes


"Depois de ter fracassado uma primeira vez, em 1433, Gil Eanes foi exortado pelo Infante a tentar novamente a passagem do cabo Bojador, o que veio a conseguir em 1434. Voltando o navegador à presença do Infante deu-lhe conta do que vira, “e acabado assim o recontamento de sua viagem, fez o Infante armar um barinel, no qual madou Afonso Gonçalves Baldaia – que era seu copeiro - , e, assim, Gil Eanes com sua barca” (Gomes Eanes de Zurara, Crónica dos Feitos da Guiné, cap. IX). O cronista João de Barros foi mais explícito quanto às razões que ditaram o aparecimento do barinel nas viagens de exploração: "O Anno seguinte de trinta e quatro, como o Infante estava informado por Gilianes da maneira da terra, e da navegação ser menos perigosa do que se dizia, mandou armar hum barinel, que foi o maior navio, que té então tinha enviado, por já estar fóra de suspeita, que se tinha dos baixios, e parcel, que diziam haver além do Cabo [Bojador]. A capitania do qual deu a Afonso Gonçalves Baldaya seu Copeiro, e em sua companhia foi Gilianes em sua barca" (João de Barros, Ásia, Década I, Livro I, cap. V)"(Escrito por: Francisco Contente Domingues).

Barinel


Não existem elementos concretos acerca do Barinel.

Julga-se ser de maior tonelagem do que a barca, e para conciliar um pouco as variadas opiniões dos historiadores, talvez de proa alterosa e recurvada semelhante à das meias luas ovarinas, a popa de painel, o leme de grande porte, a ré talvez um tendal para servir de abrigo, e arvorando dois mastros com uma vela redonda de arrear e, podendo armar remos para poder navegar em tempo bonançoso.

O barinel era um pouco maior que a barca e podia ter uma tripulação de 30 homens. Havia barinéis com um, dois e até três mastros. Tal como a barca, estava equipado com cesto de gávea, onde um marinheiro de visão aguda procurava, do alto, vestígios de terra firme no horizonte. A parte dianteira do navio era mais elevada - o castelo de proa. Estas características foram desenvolvidas e incorporadas na caravela, que substituiu a barca e o barinel nas viagens de exploração da costa africana a partir da década de 40 do século XV.

quinta-feira, março 22, 2012

Barca



A palavra barca é geralmente empregue como designação de embarcação de pequena tonelagem.

A barca julga-se ser originária das nações do norte.

Seriam embarcações de pequeno porte, talvez de 20 a 25 tonéis, em geral de boca aberta, ou de uma só coberta quando se construíam para viagens largas. A ré e a proa eram aguçadas e arvoravam em geral um só mastro de muita guinda com uma enorme vela de pendão.

Foi numa destas pequenas embarcações que, em 1434, se realizou um dos feitos mais importantes para a história dos descobrimentos portugueses - Gil Eanes dobrou o Cabo Bojador.

quarta-feira, março 21, 2012

Concurso "Contadores de Histórias"

Vencedores do Concurso

João Ferreira do 6.º D - com a peça "Gil Vicente";
Leonor Marques do 6.º A - com a peça "D. Maria II";
Cláudia Carvalho do 6.º C - com a peça "A varina".

Parabéns aos vencedores!

quinta-feira, março 15, 2012

Vencedor da Figura do Mês

O vencedor da Figura do Mês foi:
Rúben Santos,n.º25 do 6º L.

Parabéns Ruben!

terça-feira, março 06, 2012

Vencedores do concurso "Contador de Histórias"

Alunos da Manhã
João Ferreira - 6º D;
Leonor Marques - 6º A;
Claudia Carvalho - 6º C;
José Eduardo - 5º F.

Alunos Tarde
António Pegado- 6º L;
Marta Ferreira -5º H;
Ricardo Silva - 5º J.

Parabéns!

quinta-feira, fevereiro 16, 2012

O melhor anúncio


Este período pedi aos alunos do 6ºH e 6ºF para elaborarem um anúncio a um Museu relacionado com a revolução industrial, finais do século XIX. Foi a Maria Carolina do 6ºH que ganhou. Parabéns Carolina!!

quarta-feira, fevereiro 08, 2012

Lenda do Templo da Lua


Antigamente, a Serra de Sintra era conhecida pelo nome de Promontório Magno, ou da Lua, e é fora de dúvida que no tempo da dominação romana os povos, que habitavam nesta serra, edificaram ali um templo, que primeiramente quiseram dedicar ao imperador Octaviano Augusto II, e que por este não consentir, o consagraram à Lua; como chamassem a este planeta Cinthia pois, se derivou com pouca corrupção o nome de Sintra. Estas memórias históricas acham-se confirmadas por vários cipos e outras pedras com inscrições, que se descobriram na mesma serra, e que se podem ver nas obras dos antiquários.

Lenda de Seteais


Conta a lenda que quando Sintra ainda pertencia aos mouros, um dos primeiros cavaleiros cristãos a subir a serra de Xentra (como os mouros chamavam a Sintra) foi D. Mendo de Paiva. No meio da confusão da debandada de uns e chegada de outros, encontrou-se junto a uma pequena porta secreta por onde fugiram vários mouros da fortaleza. Entre eles viu uma moura muito bonita, acompanhada pela velha aia.
Ao dar com os olhos no cristão, a moura suspirou por se sentir descoberta, e a velha, que ainda não reparara no cavaleiro, apressou-se a pedir-lhe que não suspirasse. Porém, reparando no olhar da ama, fixo num ponto determinado, seguiu-o e viu finalmente o inimigo, que sorridente lhe disse:

- Acaba o que ias dizendo!

Mas a velha, de sobrolho carregado, respondeu-lhe:

- O que tenho para dizer não serve para ouvires, cáfir! Os cristãos já têm tudo quanto queriam:os nossos bens, as nossas terras, o castelo. Vai-te! Vai-te e deixa-nos em paz, conforme o combinado.

- Vai-te tu, velha! A rapariga é minha prisioneira!

A moura, ao ouvir tal coisa, suspirou novamente, de medo e comoção. A velha, ao ouvir aquele novo ai, achou que era melhor confessar o seu segredo ao cristão:

- Não digas mais nada, cristão! Não digas mais nada, que a minha ama carrega desde o berço uma terrível maldição!...

- Como assim velha?!- perguntou o cavaleiro, ao mesmo tempo que a moura dava o terceiro suspiro.

- Ah, cavaleiro! À nascença a minha ama foi amaldiçoada por uma feiticeira que odiava a sua mãe por lhe ter roubado o homem que amava. Fadou-a a morrer no dia em que desse sete ais... e como vês, já deu três!

D. Mendo deu uma alegre gargalhada e a jovem outro ai.

- Não acredito nessas coisas, velha! Olha, a partir de agora ambas ficarão à minha guarda. Eu quero para mim a tua bela ama!

A moura suspirou de novo e a velha, numa aflição sem limites, gritou:

- Ouviste, cavaleiro, ouviste?! É o quinto ai! Que Alá lhe possa valer!

- Não tenhas medo! Espera aqui um pouco... Voltarei para vos levar a um sítio sossegado!

O cristão afastou-se rapidamente e, assim que desapareceu dentro das muralhas, um grupo de mouros que ouvira a conversa surgiu subitamente para roubar as duas mulheres. Com um golpe de adaga cortaram a cabeça à velha, que nem teve tempo de dar um ai. A jovem é que, ao ver a sua velha aia morrer daquele modo inesperado e cruel, soltou um novo e dolorido ai. Era o sexto, e o sétimo foi a última coisa que disse, no momento em que viu a adaga voltear para lhe cair sobre o pescoço.
Quando pouco depois D. Mendo voltou com uma escolta, ficou tristemente espantado: afinal cumprira-se a maldição!
D. Mendo jurou vingança e a partir desse dia tornou-se o cristão mais desapiedado que os mouros jamais encontraram no seu caminho.
E, em memória da moura que desejara e uma maldição matara, chamou, àquele recanto de Sintra, Seteais.
Ainda hoje, nos belos jardins de Seteais há um sítio onde se alguém disser um "ai" ouvirá um eco que o repetirá seis vezes, ouvindo-se assim sete ais em honra da moura que um dia lá morreu.

quarta-feira, janeiro 11, 2012

D. Afonso Henriques


PRIMEIRA DINASTIA DA CASA DE BORGONHA- Afonsina
D. AFONSO HENRIQUES - O CONQUISTADOR

1º Monarca - Reinado:1139/1185

Damos habitualmente a este monarca a denominação de D. Afonso Henriques, por ser filho do Conde D. Henrique. Antes de ser reconhecido como rei, em 1143, teve de lutar com sua mãe e com seu primo, D. Afonso VII, de Leão e Castela. Dedicou-se com grande empenho ao alargamento do território, conquistando terras aos mouros, que ocupavam parte da Península Ibérica, também por conquista, havia mais de quatrocentos anos. Esta actividade mereceu-lhe o cognome de Conquistador.
Ocupou Lisboa (auxiliado pelos cruzados), Santarém, Sintra, Almada, Palmela, Alcácer do Sal, Évora e Beja. Tal como os seus sucessores, aproveitou os serviços das ordens monástico- militares, para combater os sarracenos e para desenvolver a riqueza do País, que se baseava na agricultura. As mais famosas foram a Ordem do Templo (depois de Cristo), com sede em Tomar, a Ordem de Santiago, com sede em Palmela, a Ordem de Calatrava, com sede em Avis, e a Ordem do Hospital (ou de Malta), com sede no Crato. Protegeu a fundação de diversos mosteiros, a maior parte deles na região entre os rios Minho e Mondego, sobretudo beneditinos e do ramo cisterciense; seu pai dera preferência ao ramo cluniacense. No seu tempo construiu-se o importante Mosteiro de Alcobaça, um dos mais célebres monumentos religiosos de Portugal, a sua igreja é a maior do País. Fez casamento com uma princesa italiana, D. Mafalda de Sabóia e Piemonte. Governou desde 1128 até 1185.

retirado de : http://www.eps-jose-falcao.rcts.pt/historia/dinast1.html

Sociedade da 2ª metade do século XIX


"O século da burguesia
O século XIX foi o século de ouro da burguesia. A nobreza, que perdera privilégios, viu-se substituída pelos ricos burgueses que construíam casas apalaçadas, imitando as casas dos nobres.

Alguns burgueses, com o dinheiro ganho na indústria, na banca, ou mesmo no Brasil, tentavam alcançar prestígio, comprando títulos e enfeitando os dedos com anéis de brasão.

Outros afirmavam-se na nova sociedade, apenas pelas suas funções: membros do Governo, diplomatas, advogados, solicitadores, farmacêuticos, médicos, professores, funcionários...

No final do século XIX, a burguesia tinha conseguido afirmar-se, dominando a vida política e económica. Alguns burgueses chegaram mesmo a recusar títulos de nobreza, orgulhando-se das suas origens modestas e do facto de terem conseguido vencer apenas com esforço pessoal.

O conde de Burnay, de origem belga, dominava a alta finança e tinha uma influência política muito grande. Participou em empresas ligadas ao tabaco, vidro, papel, indústria química e transportes ferroviários.

A nova classe trabalhadora

Os pequenos agricultores, os pequenos comerciantes e os artesãos formavam as novas classes do trabalho. A partir de Inglaterra, um pouco por toda a Europa, e mais tarde em Portugal, começavam a surgir fábricas. Os artesãos das antigas oficinas davam lugar aos operários.

Assim, ao longo do século XIX, começou a falar-se da «classe operária» e das suas difíceis condições de vida. Ao operariado* ligou-se o conceito de «proletário» (com prole - família muito numerosa - e sem bens próprios).

As condições de vida destes trabalhadores não melhoraram durante o século XIX; o dia de trabalho continuou a ser de mais de dez horas. A partir de 1852, assistiu-se ao desenvolvimento das associações de socorros mútuos, que se preocupavam com as dificuldades económicas dos operários e prestavam ajuda aos familiares, em situações de doença, desemprego, invalidez ou morte.

Mais tarde, os sindicatos (associações de trabalhadores de um determinado ramo) recorriam à greve (paralisação da actividade nos locais de trabalho), para verem satisfeitas as suas reclamações (salários mais altos, horário mais reduzido e melhores condições de trabalho). O movimento operário procurava aumentar a sua influência, fazendo propaganda, através de conferências, jornais, revistas, panfletos* e livros; no entanto, a classe burguesa, em Portugal, nunca se sentiu realmente ameaçada.

Devido à dificuldade dos transportes públicos, muitos bairros operários foram construídos junto às fábricas, prática que continuou durante o século XX. Os trabalhadores recebiam um baixo salário que gastavam, quase na totalidade, na alimentação. Ainda hoje alguns destes bairros continuam a ser habitados.

As novas ideias

As ideias liberais defendiam, como sabes, a liberdade, a igualdade e a fraternidade entre todos os homens. Muitos se empenharam, no século XIX, na defesa destes novos ideais. Uma das medidas humanistas que mais honrou Portugal, por ter sido o primeiro país a fazê-lo, foi o fim da pena de morte, no ano de 1867 (reinado de D. Luís).

Era também cada vez maior o número dos que lutavam para que acabasse, por completo, o tráfico de escravos.

Como te deves lembrar, no século XVIII acabou a escravatura no reino; no entanto, só em 1869 surgiu a lei que suprimiu a escravatura em todo o império português.

O ensino e as letras

Para os defensores das novas ideias, a instrução devia ser para todos os cidadãos. Isto era muito difícil de atingir num país de analfabetos (muito perto de 90% da população não sabia ler nem escrever). Apesar disso foram tomadas, logo nos primeiros anos do regime liberal, algumas medidas:

- o ensino primário passou a ser livre e um direito de cada cidadão; eram três anos de frequência obrigatória e mais um ano para os que assim o desejassem. Construíram-se muitas escolas e aumentou o ordenado dos professores;

- um forte apoio ao ensino técnico foi dado por Fontes Pereira de Melo, com a abertura de escolas industriais, comerciais e agrícolas; - em 1861, foi criado, em Lisboa, o Curso Superior de Letras; no entanto, a reforma da Universidade não foi tão profunda como a dos outros níveis de ensino."

REtirado de http://educacao.te.pt/jovem/index.jsp?p=117&idArtigo=429

sexta-feira, dezembro 09, 2011

D.Pedro IV


Rei de Portugal entre 1826 e 1834, D. Pedro IV foi o primeiro imperador do Brasil. Viajou para o Brasil com a restante família real em 1807, logo após a primeira invasão francesa. Na sequência da Revolução de 1820, em Portugal, as cortes determinam o seu regresso à metrópole, mas D. Pedro recusa-se a embarcar para a Europa. Foi então que, como líder do movimento independentista daquela colónia, decide proclamar junto às margens do rio Ipiranga a independência do Brasil (1822). Logo depois é proclamado imperador do Brasil.

Após a morte de seu pai D. João VI, em 1826, D. Pedro é designado rei de Portugal pela regente D. Isabel Maria e outorga aos portugueses a Carta Constitucional de 1826. Quis abdicar em favor de sua filha, D. Maria da Glória (futura rainha D. Maria II), mas a guerra civil travada entre liberais, liderados por D. Pedro, e absolutistas, liderados por seu irmão D. Miguel, que também pretendia o trono, adiou a coroação de D. Maria até 1834.

sábado, dezembro 03, 2011

Os Muçulmanos Invadem a Península


Os Árabes, oriundos da Arábia situada entre o mar Vermelho e o Golfo Pérsico, seguem o islamismo como religião, acreditando serem predestinados a combater para espalhar a sua fé.Com este objectivo, iniciam no Séc.VII, d.C. a sua expansão quer para Oriente, quer para Ocidente. No início do Séc.VIII, o poder muçulmano crescia no Noroeste do Continente Africano.
As lutas internas e o estado de fraqueza e de decomposição que sempre caracterizou o Império Visigótico, desagregam a pouco e pouco o seu reino cristão, por divergências várias e lutas de sucessão dinástica.
Estas querelas internas foram aproveitadas pelos Muçulmanos - nome que abrange, além dos árabes, os povos submetidos (iemenitas, hadramitas, egípcios, berberes, maharitas, muladis... , e muitos outros) por estes que seguem o islamismo - .
Os Árabes começaram então a cobiçar a Península, e numa dessas crises ocorridas em 710, pela primeira vez Tarif, num desembarque nesse mesmo ano, toma a zona onde hoje se situa a localidade de Tarifa (designação em função do nome do comandante muçulmano) na região da Andaluzia.
Em 711, os Árabes (que incluem sírios, egípcios, persas e berberes) a partir do norte de África, comandados por um chefe de Tânger de nome Tarique, atravessam o estreito de Gibraltar, penetram profundamente na Península ocupando-a quase totalmente.
Os Visigodos comandados por Rodrigo, seu último rei, são derrotados em 711 na batalha de Guadalete, e provavelmente o seu rei morto, caindo rapidamente toda a península sob a invasão muçulmana, - ficando esta data a assinalar o desmoronar da organização central dos Visigodos - refugiando-se os restos dos seus exércitos no norte da Península - nas montanhas das Astúrias em 713 - (norte de Espanha).
Nova invasão se verifica em 712 comandados por Muça Noçair à frente de um exército de guerreiros maioritariamente árabes tomando Sevilha, Mérida e Viseu.
Há opiniões contraditórias sobre o ano da tomada de Ossónoba (hoje Faro), mas considera-se como crível que terá sido ainda em 712 por seu filho - Abdalaziz - que na mesma data também conquistava Pax Julia (hoje Beja).
Foi uma presença árabe marcada por forte instabilidade, motivada pela grande diversidade tribal, geradora de graves conflitos; é neste quadro, que em 716 Abdalaziz - primeiro governador muçulmano de Al-Andaluz - foi assassinado.
A partir das Astúrias os cristãos visigodos reorganizam-se, e sob o comando de Pelágio vão reconquistando o território ocupado pelos Muçulmanos.
Derrotados os árabes na batalha de Covadonga ou Cangas de Ónis - Astúrias - é aclamado rei, formando-se assim o 1º.reino cristão das Astúrias mais tarde reino de Oviedo - e um século mais tarde chamado reino de Leão.
A esta avançada se chama a reconquista cristã.
Nela participavam reis e senhores e as populações interessadas em reaver as suas terras.
No tempo de Afonso III (886-910) - o Grande - rei de Oviedo, o reino das Astúrias alargou-se até ao Mondego e repovoou Portucale, Coimbra, Viseu, Lamego e Leão que viria a ser a capital do reino em 914.
Abu-Amir - Almansor - chefe muçulmano da Península durante mais de duas décadas - invadiu o Reino de Leão em 977. Dirigiu uma série de campanhas destruidoras (981-1002) fazendo recuar a fronteira até ao rio Douro. Com tal sucesso, passou a partir daí, a usar o cognome de Almansor, que significa "o Vitorioso" e exigiu ser tratado como um monarca.
Com o decorrer dos tempos vão-se formando na Península outros reinos cristãos: Castela, Navarra, Aragão e Catalunha.
Com a dominação muçulmana, (do Séc. VIII ao XI) os visigodos que aceitaram o seu domínio pagavam tributos aos Mouros para conservarem as suas crenças religiosas, os seus usos, os seus costumes e os seus bens. Pouco a pouco foram assimilando os usos e costumes árabes tornando-se Moçarabes - Visigodos arabizados - Denominação pela qual são conhecidas as populações Romano-Góticas.
O avanço cristão encontrou séria resistência por parte dos Muçulmanos durante vários séculos, fazendo-os recuar progressivamente para sul do Tejo, sendo essa tarefa continuada só a partir do Séc.XII na faixa ocidental da Península (hoje Portugal).
Califado Omíada
Os primeiros anos de dominação árabe na Península coube aos Califas do Oriente formando-se mais tarde o califado Omíada (756-1031) - Período dos reis dissidentes - desmembramento do império do islão devido às lutas sanguinárias, que no Oriente, começaram a travar-se entre as famílias rivais das duas poderosas seitas muçulmanas: Omíadas e Abassíadas.
Estas lutas determinaram a fuga para a Ibéria do Omíada Abderramão III que logo foi reconhecido por soberano pelo mundo árabe peninsular.
Consolidada a conquista da Península e o domínio das cidades, é fundada a dinastia Omíada, que a partir de Córdova elevará a civilização do Al-Andaluz - nome dado à parte da península ibérica dominada pelos muçulmanos - a um elevado prestígio.
A administração civil e militar era organizada em divisões geográficas.
O Califado de Córdova foi dividido em províncias - denominadas Kuwar e concelhos - denominados Kurar, na continuação da divisão administrativa romana.
O Al-Garb Al-Andaluz - lado ocidental da Península (hoje Portugal) -ficou sujeito aos Kuwar de Badajoz, Silves e Mértola.No Al-Garb Al Andaluz, o reino de Badajoz dominava as terras entre o rio Douro e o Vale do Sado. Al-Kasar (Alcácer do Sal) era o principal castelo e o centro urbano deste reino, na costa atlântica a sul do Tejo.

Reinos Taifas
As rivalidades étnicas entre árabes, berberes e escravos conduziram o Califado Omíada a uma prolongada guerra civil, degladiando-se fortemente, e ao seu colapso em 1031, que acabariam mais tarde por ser incorporados pelos almorávidas. Na sequência destes conflitos, os chefes dos kuwar - Badajoz , Silves e Mértola - cortaram as dependências com Córdova formando pequenos Reinos Taifas - Primeiro Período de 1031 a 1095 (Séc. XI) cerca de vinte e sete pequenos reinos independentes em todo o Al-Andaluz.
Entrementes outras guerras e rivalidades entre o reino de Badajoz e os reinos vizinhos de Silves, Mértola e Sevilha permitiram que os reinos cristãos se alarguem para sul.
Afonso VI de Leão e Castela (avô materno de D. Afonso Henriques primeiro rei de Portugal) - auxiliado por muitos cruzados nobres na reconquista cristã, como D. Henrique e seu primo D. Raimundo nobres da Borgonha que por aqui passavam em demanda da Palestina onde iam combater os Turcos que haviam profanado o Santo Sepulcro, - alcança o rio Tejo conquistou em 1085 Toledo e aproximou-se de Badajoz e Sevilha. Durante o Séc. X desenvolve-se o método de alianças e protectorados com os príncipes muçulmanos.
Emirado Almorávida
Perante a ofensiva dos cristãos, os reis Taifas pediram auxílio ao Emir Almorávida (1061-1104) de Marraquexe que conseguiu conter a ofensiva cristã. Aproveitando-se do prestígio alcançado, anexou os reinos Taifas e criou nos fins do Séc. XI um império - o Emirado Almorávida - (1095-1144) que abrangia todos os territórios islâmicos da Península Ibérica e Marrocos. Esta nova realidade política trouxe também o renascer da exaltação da fé islâmica e a intolerância religiosa.Os moçarabes são perseguidos e fogem para o norte cristão.
O Emirado Almorávida entra em lento declínio, terminando com a conquista de Granada pelos reis católicos. Em Marrocos surge no Séc. XII um movimento de oposição religiosa, os Almoadas que, em 1147, tomam a cidade de Marraquexe e asseguram o controle de todo o território marroquino.
Reinos Taifas
No Al-Garb Al-Andaluz, os governadores de Mértola, Beja e Silves aproveitaram o declínio do Emirado Almorávida e tornaram-se "independentes" em 1144, iniciando no Séc. XII um novo período de Reinos Taifas (1144-1147). O reino de Beja dominava, para além do castelo de Cassem, (a chamar-se mais tarde Santiago de Cacém) todos os outros a sul do Tejo e os de Lisboa e Santarém a norte.Depressa surgem rivalidades e guerras entre os reinos de Taifas de que tiraram partido o reino de Portugal (ao norte) e o califado Almoada (ao sul).
Califado Almoada
De 1190 a 1217.Em 1190, o califa almóada lançou uma grande ofensiva que conduziu à reconquista de todos os castelos, ao rei de Portugal D. Sancho I, a sul do Tejo no litoral atlântico.

A partir de 1217 todos os castelos ao sul do Tejo seriam pertença da coroa portuguesa para todo o sempre, depois de reconquistadas as últimas praças (Al-Kasar e Kassen), e só em 1249 todo o Al-Garb Al-Andaluz seria definitivamente aniquilado com a conquista do Algarve em 1249 por D.Afonso III .

terça-feira, novembro 29, 2011

Higiene no tempo dos romanos

Este desenho é uma reconstituição!
Foi elaborado a partir de ruinas que ainda hoje podemos observar...os romanos pareciam
 um pouco mais preocupados com sua higiene do que outros seus contemporâneos no ocidente. Eles usavam uma esponja presa a um pedaço de madeira e depois a colocavam em um balde com água salgada.
Aqui tens um vídeo para que possas "visitar" umas termas romanas. Boa Viagem!