D. Pedro IV

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segunda-feira, fevereiro 16, 2009

MOSAICO ROMANO - ALTER DO CHÃO

César, Virgílio, Joviano, António e o Mosaico mais Belo do Império

Um mosaico romano de características únicas foi encontrado em Alter do Chão. É do século IV e representa o último canto da Eneida. Vai poder ser visto a partir de 21 de Maio.
Caio Júlio César Otaviano Augusto, em Roma, precisava de consolidar o seu poder. A república tinha-se transformado em império, em 23 a.C., e, para o manter unido e submisso, era importante criar uma mitologia, uma epopeia e uma crença na natureza divina do poder imperial. César chamou um poeta com provas dadas, Virgílio. Ou melhor: pediu a um amigo, também seu conselheiro e agente diplomático, muito rico e que gostava de apoiar as artes, um mecenas, que falasse com Virgílio. O mecenas que, não por acaso, se chamava Mecenas, pagou ao poeta para escrever uma obra melhor do que a Ilíada e a Odisseia juntas. No ano 19 a.C., o mesmo em que morreu, Virgílio compôs então a Eneida, um poema épico em 12 cantos que começa, mil anos depois, onde a Ilíada termina - a queda da cidade de Tróia. Os primeiros seis cantos da Eneida, aliás, emulam a Odisseia, em termos de enredo e também na forma, enquanto a primeira parte da obra imita a Ilíada. Tudo junto, garantia Virgílio, superava a obra de Homero. Mas não a ignorava. Através de um sistema de referências a que os literatos chamam intertextualidade, alimentava-se dela. São comuns algumas personagens, bem como locais e eventos, para que ao leitor que conheça a Ilíada e a Odisseia esteja acessível uma fruição superior da própria Eneida.Ao contrário do que se passa na Odisseia, protagonizada por um grego (Ulisses), o herói da obra de Virgílio é Eneias, um troiano que, a pedido da sua ilustre mãe, foge, após a destruição da cidade pelos gregos, com o objectivo de erguer uma nova cidade, uma nova Tróia, que será Roma. Eneias era um rapaz de boas famílias: o pai era Anquises, um príncipe troiano, mas a mãe era nada menos do que a deusa Vénus, que tivera com o mortal Anquises uma aventura extraconjugal. Também estava muito bem relacionado: o seu escudo foi construído por Vulcano, marido de Vénus e deus do fogo (à semelhança do que acontece com o escudo de Aquiles, na Ilíada), frequentava a casa de Plutão, o guardião dos Infernos, e aconselhava-se regularmente com Júpiter, o deus dos deuses.Após muitas peripécias, guiado por um oráculo, Eneias chega à Itália. Aí, tem de combater o rei dos rútulos, Turno, a quem tinha sido prometida a mão de Lavínia, filha de outro líder local, Latino, rei dos latinos. Mas um oráculo aconselhara Latino a aceitar como genro um guerreiro estrangeiro. Eneias conta então com a ajuda de Latino e, protegido com o escudo forjado por Vulcano (onde estão gravados todos os acontecimentos da futura História de Roma), e aconselhado por um génio do rio Tibre, vence, numa luta corpo a corpo, o rei Turno. Tombado no chão, este implora pela sua vida, mas Eneias, após um momento de hesitação, trespassa-o com a espada. Desposa Lavínia, e o seu filho Ascânio, neto de Anquises e Vénus, será o avô dos futuros reis de Roma, que assim vêem garantida uma linhagem divina e uma História mítica, ligada aos gregos e aos povos da Itália. Virgílio cumpriu a sua missão, o imperador César Augusto ficou satisfeito.A Casa da MedusaJorge António encontrou primeiro a cabeça de uma estátua de mármore representando uma rapariga. O penteado, em longas tranças puxadas para trás e apanhadas em rabo de cavalo, denuncia a moda da sua época. Basta averiguar quando se usava aquele visual feminino, e saberemos a que período pertence a estátua. Foi isto que pensou Jorge António, que é natural de Faro e arqueólogo da Câmara Municipal de Alter do Chão. Uma coisa era certa: a presença da escultura era sinal da existência de uma casa muito rica, uma verdadeira domus. Até agora, já tinha sido descoberta a base de uma outra estátua, de Apolo, perto de uma zona de balneários termais, daquela que terá sido uma importante cidade romana e está hoje soterrada sob a vila alentejana de Alter do Chão. A cidade chamava-se Abelterium e começou a ser escavada em 1954. A estação arqueológica desenvolveu-se na área entre o campo de futebol, uns terrenos pertencentes à coudelaria, e o pavilhão desportivo que viria a ser construído. Tornou-se perfeitamente visível a zona do hipocausto, onde o ar aquecido por uma fornalha de lenha circulava por baixo do chão, a do frigidário, onde corria água fria, a zona de massagens e a latrina comunitária. No decorrer das escavações, surgiria também a necrópole, onde, a julgar pelo luxo dos objectos depositados junto a cada corpo, estariam sepultados os elementos da elite da sociedade romana da época. Tudo levava a crer, portanto, estar-se na presença de uma grande cidade - uma civitas, e não um simples vicus (povoado).Jorge António, 38 anos, trabalha há oito na Câmara de Alter do Chão. Concluíra a licenciatura em História e Arqueologia na Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa e estava desempregado. Enviou um currículo para a Câmara de Alter e conseguiu o lugar. Logo nesse ano de 2001, elaborou um projecto para a Estação Arqueológica de Ferragial d'El Rei, que só viria a ser aprovado em 2004. Foi nessa altura, com alguns apoios financeiros, que se iniciaram os trabalhos.No seu Gabinete de Arqueologia, instalado em duas salas do edifício do Cineteatro de Alter do Chão, Jorge armazena, organiza e estuda os achados dos últimos anos, distribuídos por caixas rotuladas - "Fragmentos de estuque", "Elementos de adorno", "Cerâmica comum", "Moeda", "Vidro", "Aplicações para mobiliário", "Têxteis", "Lazer", "Iluminação doméstica"... Sobre uma mesa, o esqueleto quase completo de um homem, sepultado há cerca de 1500 anos. Tinha 1m e 62 cm de altura, entre 40 e 49 anos à data da morte, e era rico. É o que se sabe sobre ele. Com estes elementos, e mais alguns fragmentos de estátuas, de frescos, de paredes, Jorge António ia imaginando a cidade que existiu naquele lugar, e que, a julgar pelos vestígios, nunca foi propriamente abandonada, até hoje. Terá havido uma continuidade de ocupação, desde as povoações pré-romanas, as visigóticas, árabes, cristãs, até ao castelo, construído em 1349 por D. Pedro, e à actual vila de Alter do Chão.Mas foi há um ano e meio que fez a grande descoberta.O mosaico Perto do local onde encontrara a cabeça feminina, em mármore, viu surgir a figura de Eneias, composta em minúsculas tesselas de calcário colorido e outras de pasta vítrea, azuis, verdes e amarelas. Foi alargando a área exposta e trouxe à luz o imenso mosaico, de 53 metros quadrados, constituído por uma moldura geométrica e uma zona figurativa de inédito esplendor. Eneias, com o seu penacho característico, quebrado por ter sido atingido por uma lança. Dos dois lados do painel, frente a frente, guerreiros gregos e frígios, definidos pelos respectivos capacetes. Entre as duas hostes, um medalhão com a figura da Medusa. Ao centro do painel, prostrado aos pés de Eneias, o rei Turno, implorando pela sua vida. Em baixo, à direita, a figura de Vulcano, cuspindo fogo, e à esquerda a do génio do Tibre, de cujo jarro verte a água do rio, representada em tesselas de pasta vítrea azul e verde."A cena representa o último canto da Eneida", explica ao P2 Teresa Caetano, investigadora do Instituto de História da Arte da Universidade Nova de Lisboa e da Associação de Investigação e Estudo do Mosaico Antigo e da Associação Portuguesa para o Estudo e Conservação do Mosaico Antigo. "Turno está a pedir a Eneias que lhe salve a vida", diz a especialista, que já está a estudar o achado de Alter do Chão. "Há o deus Tibre, representado por um génio do rio, apoiado num vaso que deita água. Do outro lado está Vulcano, amigo da mãe de Eneias, que era Vénus, secando o rio, afrontando o génio do Tibre..."Teresa Caetano nunca tinha visto um mosaico como este. Não há, no país, nem na península, nem talvez no mundo, mais nenhum desta qualidade e neste estado de conservação. O estudo, que vai durar, pelo menos, até ao final deste ano, ainda está no início. Mas já é possível tirar algumas conclusões: o mosaico é do século IV, do império romano tardio, e pertencia a uma casa muito rica. Naquela altura, como reacção ao cristianismo que alastrava, tornaram-se moda, entre os romanos não-cristãos, os mosaicos com motivos da Ilíada, Odisseia ou Eneida. Os homens ricos e influentes do mundo romano faziam questão de ostentar uma profunda cultura clássica, e uma ligação aos valores pagãos, que consideravam superiores aos do cristianismo. Era uma demonstração de status e poder.Nada se sabe sobre o homem que mandou construir o mosaico de Abelterium, excepto que era muito rico e culto e que teria uma grande importância na cidade. O mosaico terá custado uma fortuna. Não foi feito, decerto, por um artista da região, porque não havia na península, que se saiba, uma escola com tal mestria. Mas sobre isto há várias teorias. Jorge António fala de artistas itinerantes que iam de casa em casa, com um catálogo de imagens. Teresa Caetano imagina uma espécie de "multinacional" da arte do mosaico, que teria "sucursais" em vários pontos do império. As próprias tesselas, que alguns historiadores pensavam serem feitas com materiais de cada local, parece afinal que eram produzidas numa mesma "fábrica", e transportadas de barco para as várias regiões. Os despojos de um navio, carregado de tesselas coloridas, naufragado ao largo das Berlengas, vieram confirmar esta teoria.A maior parte dos mosaicos eram feitos por artesãos, que copiavam as imagens concebidas pelos "designers" da "multinacional", com ligeiras adaptações. Não terá sido o caso do painel de Alter do Chão. "A riqueza de pormenores, as sombras, a musculação, a própria técnica da perspectiva" denunciam a presença de um artista. Um verdadeiro pictor imaginarius, que terá vindo expressamente de Emerita Augusta (Mérida), capital da Lusitânia, ou mesmo de Roma, para produzir a obra na casa do magnata de Abelterium. Era um mestre, que se faria pagar a peso de ouro, mas terá desenhado o que o seu cliente pediu, como era normal na época. Mais ou menos pasta vítrea, para os detalhes dos olhos, a água ou o fogo, mais uma cena mitológica, mais uma personagem, tudo isto era decidido por artista e cliente, numa discussão erudita de quem dominava os clássicos.Jorge António não duvida de que o proprietário da sua Casa da Medusa, como baptizou a domus do mosaico, era um homem culto. Entre as várias divisões que descobriu, conta-se um escritório (tablinum), o que mostra tratar-se de um intelectual. Desta divisão sai um corredor que liga aos quartos, ao peristilo - o jardim interior - e ao triclinium, ou sala de jantar, coberto pelo mosaico da Eneida. "A casa deveria ter pelo menos o dobro do tamanho do que está à vista e, provavelmente, um segundo andar", explica Jorge António. "Era aqui que o dono recebia os seus convidados para jantar", continua, caminhando sobre o mosaico. "Ao centro ficava a mesa e aqui, à volta, os sofás, onde as pessoas se deitavam, como é descrito no Banquete de Trimalquião, de Satiricon", prossegue o arqueólogo municipal, que considera "urgente" continuar as escavações, e preservar os tesouros encontrados, não obstante a descoberta do mosaico ter ocorrido há um ano e meio e só agora ter sido divulgada. "Era um homem muito importante. Um aristocrata, um sacerdote. Talvez um político."
Público (adaptado) , 16/02/09

domingo, fevereiro 15, 2009

FONTISMO

Sabias que … se chama Fontismo à política de promoção das obras públicas da responsabilidade de Fontes Pereira de Melo, um dos principais políticos portugueses da segunda metade do século XIX. Durante os seus ministérios aumentou o número de estradas, construiu o primeiro troço dos caminhos-de-ferro, que ligava Lisboa ao Carregado, iniciou a construção de outros dois caminhos-de-ferro (Vendas Novas e Sintra) e montou a primeira linha telegráfica. Além destas obras, iniciou a revolução dos transportes e das comunicações inaugurando carreiras regulares de barcos a vapor, os serviços postais e as redes telefónicas.
Ais tarde, no prosseguimento da sua política de “melhoramentos materiais”, ordenou a construção e exploração do caminho de ferro do Barreiro à Mexolheira, a construção da linha férrea do porto à Galiza, a aprovação do contrato de navegação para o Algarve e a construção de um cais, de docas e do caminho-de-ferro marginal do Tejo; abriu concurso para a construção dos caminhos-de-ferro da Beira-Baixa e de Mirandela e para a navegação a vapor no rio Sado entre Setúbal e Alcácer do Sal.

O MURO DE BERLIM

Finda a II Guerra Mundial em 1945, os vitoriosos aliados – Estados Unidos, Inglaterra, França e Rússia – dividiram a Alemanha em 4 sectores, cada um dos quais ficava sob o controle de um dos aliados. O sector dos Estados Unidos, França e Inglaterra combinados, formaram a República Federal da Alemanha; o sector soviético formou a República Democrática da Alemanha ou Alemanha Oriental.
Com o objectivo de travar a saída de alemães da Alemanha Oriental para a República Federal da Alemanha, levou as autoridades comunistas de Berlim Oriental a ordenar a construção de um muro. Na madrugada de 13 de Agosto de 1961, foi construído o Muro de Berlim, um muro de cimento com 1,5m de altura e 45 km de comprimento, 302 torres de observação, 127 redes metálicas electrificadas com alarme e 255 pistas de corrida para cães de guarda ferozes. Os comunistas rasgaram ruas e demoliram prédios para usar como barricadas na fronteira, dividiram a cidade de Berlim em duas, separaram famílias, amigos,… uma nação. Os guardas tinham ordens de atirar para matar os que ousassem atravessar a chamada “Cortina de Ferro” sem a autorização do governo, quase impossível de se obter. Cerca de 100 pessoas identificadas morreram quando o tentaram transpor, 112 feridas e milhares de pessoas aprisionadas.
Na noite de 9 de Novembro de 1989, um pouco depois das 23 horas, a porta de Brandeburgo no Muro de Berlim foi aberta: foi o início do fim. Milhares de pessoas atravessaram-no, outros arrancaram-lhe pedaços e com martelos provocaram a sua queda. Com a sua queda, vislumbra-se a reunificação da Alemanha.
In http://www.antenadao.net/curiosidade-a-quede-do-muro-de-berlim.html;
http://www.culturaemtopicos.hpg.ig.com.br/ge4.htm
Curiosidade recolhida por Catarina Reis, 6.º A

A FLAUTA

A flauta é o primeiro instrumento da Humanidade e existe em todas as culturas primitivas. Foram, já, encontradas flautas com idades entre os 6000 e os 45000 anos.
As primeiras flautas assemelhavam-se a apitos, só tinham um buraco e eram feitas da tíbia de animais ou de humanos.

Descoberta em 1995 num sítio arqueológico em Divje Babe na Eslovénia, esta flauta foi esculpida em osso de urso e tem 50.000 anos de idade.


Descobertas em Henan, China, estas são as flautas tocáveis mais antigas do mundo. Têm 9.000 anos.

Com o passar dos tempos, surgiram outros instrumentos de sopro – o oboé, o fagote e a flauta doce.

Flauta doce de Dordrecht, de meados do século XIII, caracteriza-se por ter um corpo estreito e cilíndrico.



Em 1832, Theobald Boehm inventou o sistema moderno de flauta transversal, o qual serviu também para aperfeiçoar outros instrumentos de sopro.








IN:http://www.aflauta.com.br/hist/hist.html;
http://www.artemidia.ufcg.edu.br/flautadoce/historia.html;
Curiosidade recolhida por Marta Rigueiro, 6.º E

sábado, fevereiro 14, 2009

CANJA DE GALINHA


Da primeira invasão francesa recebemos algumas heranças que persistiram até aos nossos dias. Na culinária, ficou-nos a “canja de galinha”, sopa servida a Wellesley quando nos primeiros dias de Agosot desembarcou em Lavos, onde estabeleceu o seu quartel general por oito dias, período de tempo necessário ao desembarque de todas as suas tropas.
Em cartas dirigidas à sua esposa, Kitty Pakenham, reunidas no livro de memórias da duquesa, descreve a dita sopa e aponta os ingredientes: galinha, orelha e toucinho de porco, enchidos, couve, massa, cebola e sal. Cada conviva teria junto de si uma malga para a sopa, um prato para as carnes servidas à parte e outro com hortelã de que se juntava à sopa ao gosto de cada um. Como o futuro Duque de Wellington afirmava à sobremesa deve ser servida laranja.
Na cozinha do Palácio da Ajuda, havia, sempre, canja fresca confeccionada para a Rainha Dona Maria I, pois acreditava que a canja era fundamental para a manutenção da saúde e, portanto, consumia - a diariamente.
Todos os Braganças gostavam de canja… “, por isso, “Todos os dias vinha à mesa real uma terrina de canja e uma travessa com galinha cozida e arroz branco guarnecido com presunto e toucinho (…)”. A Família Real levou a receita para o Brasil.
D. Pedro II, Imperador do Brasil, consumia-a diariamente, até mesmo nos intervalos dos espectáculos. Conforme conta J. A. Dias Lopes em “A Canja do Imperador”, os historiadores da época comentam que o monarca fazia questão de “saborear uma canja quente entre o segundo e o terceiro actos, que só começava depois de ser dado o sinal de que Sua Majestade terminara a ceiazinha”.

A canja é um prato asiático, que terá sido difundido por Garcia da Orta (médico da Corte e naturalista português), que, nos Colóquios dos Simples e Drogas e Coisas Medicinais da Índia fez referência a um certo “caldo de arroz ou canje”.
No Estado do Malabar, na costa sudoeste da Índia, onde estava fixada a colónia portuguesa de Goa, a tal kanji, escrita com “k”, era muito comum quando os grandes navegadores começaram a aportar naquele território. A mistura de água com arroz dos indianos pode ter dado início a uma saborosa tradição, que os portugueses aproveitaram para incrementar com galinha, temperos e legumes.
Esta foi também a sopa servida a Arthur Wellesley, um dos generais ingleses que comandaram o exército luso-inglês durante as Invasões Francesas, quando desembarcou em Lavos nos primeiros dias de Agosto de 1808.

In http://www.cpopular.com.br
Curiosidade recolhida por Inês Cunha, 6.º E

sexta-feira, fevereiro 13, 2009

A PASSAROLA


Conta-se que entre 1685 e 1724 um padre português, Bartolomeu de Gusmão, estava a explorar as selvas da América do Sul. Um xamã de uma tribo desse local contou-lhe que os antepassados conseguiam voar.
Foi então que o referido padre imaginou a passarola; foi, depois, informar o Rei de que tinha descoberto um aparelho para o Homem voar. A primeira passarola tinha um mecanismo idêntico ao do balão. Este invento foi muito criticado e o padre foi alvo de muitas críticas. O povo alcunhava o padre de «Voador», e o seu engenho volante passou a ser chamado «Barcarola».
in Revista Amiguinho, n.º 269
Curiosidade recolhida pela Sara Marinho, 6.º E

Aconteceu em...

Um pouco mais tarde do que é habitual, mas cá estamos novamente para divulgar as pistas do "Aconteceu em ..." relativas ao concurso do mês de Fevereiro.

1 - Diogo Freitas do Amaral é eleito presidente da Assembleia Geral da ONU.





2 - A UNESCO aprova a classificação de Património Mundial para a vila de Sintra.

3 - Toma posse o governo presidido por António Guterres.


Pesquisa o ano em que se verificaram estes acontecimentos.Pede ao teu professor de HGP/História o boletim do concurso, preenche-o e concorre!! Boa sorte!!!!!

CONCURSO "NA ROTA DAS ESPECIARIAS"









































Publicamos, juntamente com os nossos parabéns, as fotos dos trabalhos vencedores do concurso "Na rota das especiarias", nas categorias de "Cartas náuticas", " Instrumentos de navegação" e " Caravelas".(11.2.2009)



De baixo para cima:1º,2º e 3º lugares na categoria de "Instrumentos náuticos" (dois astrolábios e uma luneta); 1º,2º e 3º lugares na categoria das "Caravelas";1º e 2º lugares das "Cartas náuticas". (não foi atribuído 3º prémio nesta categoria)




Os nomes dos ilustres vencedores estão publicados neste mesmo blog, duas notícias abaixo...















quarta-feira, fevereiro 11, 2009

CONCURSO “MÁSCARAS DE VENEZA”

Aproxima-se o Carnaval…é o momento de pensarmos em MÁSCARAS!
Aqui fica o desafio para mais um concurso.
Executa uma máscara que gostasses de usar, inspirada nas máscaras de Veneza.
Entrega os teus trabalhos ao teu professor de História e Geografia de Portugal até às férias de Carnaval (22 de Fevereiro)!
Os três melhores trabalhos serão publicados no Blogue “passado curioso” e exibidas numa exposição de trabalhos premiados no Dia do Patrono!
Critérios de selecção:
adequação aos objectivos definidos;
qualidade de execução;
adequação dos materiais.
REGULAMENTO DO CONCURSO

1-O concurso “MÁSCARAS DE VENEZA” destina-se a todos os alunos do 2º ciclo que nele queiram participar.
2-O concurso tem como objectivo avaliar e premiar três máscaras “Venezianas”.
3-Os três trabalhos seleccionados serão os que melhor correspondam aos critérios previamente definidos: execução de máscara tipo “Veneziana”; qualidade de execução e adequação dos materiais.
4- Os trabalhos deverão ser apresentados até ao dia 22 de Fevereiro.
5-Os trabalhos dos três alunos vencedores serão incluídos no Blogue “passado curioso” e farão parte de exposição a realizar no Dia do Patrono.
5-O júri será constituído por dois alunos que não poderão participar no concurso, dois professores e um membro da Associação de pais e encarregados de educação.
6-O Júri reunirá no dia 4 de Março às 11:30 para apuramento dos três melhores trabalhos, no Pavilhão F, junto à exposição “Máscaras venezianas” que decorrerá na primeira semana de Março.

Ficamos a aguardar o teu trabalho…PARTICIPA!

Concurso " Na Rota das Especiarias"

O júri reuniu e decidiu...
Os vencedores do concurso " Na Rota das Especiarias" foram os seguintes alunos:
Instrumentos Náuticos
1º lugar - Filipa Moreira, 5ºH; 2ºlugar - Rita Monteiro, 6ºE; 3º lugar - Daniela Malcata e Marta Rodrigues, 6ºB.
Caravela
1º lugar - Carolina Grilo e Inês Santos, 6ºA; 2ºlugar- António Paulo, 6J; 3ºlugar - Telma Dias, Daniela Dias, Mariana Pereira, 6J.
Cartas Náuticas
1ºlugar - Pedro Santos, 6ºH; 2º lugar - Inês Peças, 6ºD.
Não foi atribuído 3º lugar nesta modalidade, porque apenas entraram no concurso dois trabalhos, devido ao não cumprimento de requisitos estipulados no regulamento do concurso.
Obrigado pela participação e PARABÉNS aos vencedores.
Em breve serão divulgadas fotografias dos trabalhos premiados.

Sabias que...


Os painéis de S. Vicente foram descobertos quando estavam prestes a servir de andaimes nas obras de restauro de S. Vicente de Fora?

http://minhas_ideias.blog.pt/Curiosidades/

quarta-feira, fevereiro 04, 2009

"Aconteceu em..."

No mês de Janeiro, Miguel Rebelo Antunes do 6ºA foi o premiado do passatempo "ACONTECEU EM..."
O ano dos acontecimentos divulgados em 1973.

PARABENS AO Miguel!!!
Continuem a participar!

Este poste foi colocado pela aluna Karina do 6ºL

quinta-feira, janeiro 22, 2009

Concurso " Na Rota das Especiarias"


Em 1488, Bartolomeu Dias passou o cabo das Tormentas, depois chamado da Boa Esperança. Para lembrar este facto extraordinário, no próximo dia 3 de Fevereiro vai comemorar-se esta efeméride. Nós vamos também participar nas comemorações, executando réplicas de caravelas, instrumentos náuticos e cartas de marear...
Entrega os teus trabalhos ao teu professor de História e Geografia de Portugal até 2 de Fevereiro Os três melhores trabalhos serão publicados no Blogue “passado curioso” e exibidos numa exposição de trabalhos premiados no Dia do Patrono!
Critérios de selecção:
· rigor histórico;
· qualidade de execução;
· adequação dos materiais.


REGULAMENTO DO CONCURSO
1-O concurso “ Na rota das especiarias” destina-se a todos os alunos do 2º ciclo que nele queiram participar.
2-O concurso tem como objectivo avaliar e premiar três exemplares de caravelas, três instrumentos náuticos e três cartas de marear.
3-Os nove trabalhos seleccionados serão os que melhor correspondam aos critérios previamente definidos: rigor histórico, qualidade de execução e adequação dos materiais.
4- Os trabalhos deverão ser apresentados até ao dia 2 de Fevereiro.
5-Os trabalhos dos três alunos vencedores serão incluídos no Blogue “passado curioso” e farão parte da exposição “Os melhores trabalhos do “A comemorar também se aprende” a realizar no Dia do Patrono.
5-O júri será constituído por dois alunos que não poderão participar no concurso, dois professores e um membro da Associação de pais e encarregados de educação.


quarta-feira, janeiro 21, 2009

" Aconteceu em..."





A vencedora do passatempo " Aconteceu em..." do mês de Dezembro foi a aluna Ana Filipa Caseiro do 9ºC!!!
Os acontecimentos ocorreram no ano de 1945.
Parabéns à aluna Ana Filipa!!!!!!!

Este poste foi colocado pelos alunos Nuno Afonso e Tiago Silva do 6ºN

domingo, janeiro 18, 2009

Efemérides



D. Pedro I

A 18 de Janeiro de 1367, faleceu, em Estremoz, o rei de Portugal D. Pedro I. Era filho do rei Afonso IV e de sua mulher, D. Beatriz de Castela. Nasceu a 8 de Abril de 1320 em Coimbra.


Pedro é conhecido pela sua relação com Inês de Castro, a aia galega da sua mulher Constança, que influenciou fortemente a política interna de Portugal no reinado de Afonso IV. Inês acabou assassinada por ordens do rei em 1355. Uma vez coroado rei, em 1357, Pedro anunciou o casamento com Inês, realizado em segredo antes da sua morte, e a sua intenção de a ver lembrada como Rainha de Portugal.

Este facto baseia-se apenas na palavra do Rei, uma vez que não existem registos de tal união. Dois dos assassinos de Inês foram capturados e executados (Pêro Coelho e Álvaro Gonçalves) com uma brutalidade tal (a um foi arrancado o coração pelo peito, e a outro pelas costas).



Túmulos de D. Pedro I e D.Inês no mosteiro de Alcobaça





Conta também a tradição que Pedro teria feito desenterrar o corpo da amada, coroando-o como Rainha de Portugal, e obrigando os nobres a procederem à cerimónia do beija-mão real ao cadáver, sob pena de morte. De seguida, ordenou a execução de dois túmulos (verdadeiras obras-primas da escultura gótica em Portugal), os quais foram colocados nas naves laterais do mosteiro de Alcobaça para que, no dia do Juízo Final, os eternos amantes, então ressuscitados, de imediato se vejam...

http://pt.wikipedia.org

PIRATA ou CORSÁRIO?







Os termos pirata e corsário aparecem muitas vezes envoltos em alguma confusão.
Ao longo da História, foi necessário clarificá-los: o pirata age de forma autónoma como um simples salteador, motivado apenas por necessidades materiais, atacando indiscriminadamente as vítimas sem atender à sua naturalidade condição ou religião.
O corsário não age, apenas, em função dos seus interesses próprios, mas actua em nome de um rei. Sob a bandeira deste rei e do seu reino atacava navios de países inimigos e dividia o saque com o rei. Este ficava com a maior parte.
As primeiras acções de pirataria foram registadas em tabuletas de argila pelos Sumérios, há cerca de cinco mil anos e referem danos materiais e perdas de vidas, a perturbação da actividade comercial por via marítima. Cerca de 1948 – 1805 a. C., durante o reinado do sexto rei da primeira dinastia do Reino da Babilónia foi elaborado o Código de Hamurabi, de que consta a primeira legislação conhecida contra a pirataria. Esta legislação está inscrita numa tela de basalto, exposta no Museu do Louvre, em Paris. De acordo com o legislado, os piratas estavam sujeitos ao pagamento de multas: dez vezes superior ao valor do saque no caso de ataque a barcos particulares e trinta vezes superior no caso de ataque a navios propriedade de um Estado ou instituição religiosa. Se o pirata declarasse falência seria condenado à morte.

sábado, janeiro 17, 2009

Partidos de direita... partidos de esquerda



O uso das designações de direita e esquerda para caracterizar as diferenças ideológicas dos partidos políticos, iniciou-se durante a Revolução Francesa. Na Assembleia Nacional Constituinte os lugares dos aristocratas, defensores da monarquia absoluta, ficavam à direita do presidente da Assembleia, enquanto que os patriotas, defensores da monarquia constitucional, se sentavam à sua esquerda. Por isso, em seguida, e até à actualidade, passou a dizer-se que pertencem à direita os partidários das posições mais conservadoras e à esquerda os defensores de transformações políticas e sociais.

DINIZ, Maria Emília, TAVARES, Adérito, CALDEIRA, Arlindo, História 8, Lisboa, Editorial o Livro, 1995

Ir pró maneta

O «Maneta» é o lendário Louis Henri Loison, general dos Exércitos franceses que participou nas invasões Francesas. Ficou na história sobretudo pela sua total falta de escrúpulos no que tocava à apropriação em proveito próprio dos saques e impostos cobrados em zonas ocupadas e, em Portugal, pela dureza e crueldade com que tratava as populações submetidas. Traços de carácter que deram origem à expressão «ir pró maneta» e que inspiraram numerosas rimas satíricas populares, como esta: “Aos alheios cabedais/ lançava-se como seta/ namorava branca ou preta/ toda a idade lhe convinha./ Consigo três Emes tinha:/ Manhoso, Mau e Maneta.” De facto, ir para o maneta ou mandar para o maneta passou a significar «escangalhar-se; estragar-se; perder-se.

Vinho dos mortos de Boticas


Esta história leva-nos até ao ano de 1809, altura em que as tropas francesas, comandadas pelo general Soult, invadiram pela segunda vez Portugal. Quando os franceses invadiram a região, o povo, com medo que estes lhes pilhassem as suas colheitas e os seus outros bens, escondeu o que conseguiu, usando das formas mais expeditas: o vinho foi enterrado no chão das adegas, no saibro, debaixo das pipas e dos lagares. Mais tarde, depois dos franceses terem sido expulsos, os habitantes recuperaram as suas casas e os bens que restaram. Ao desenterrarem o vinho, julgaram-no estragado. Porém, descobriram com agrado que estava muito mais saboroso, pois tinha adquirido propriedades novas. Era um vinho com uma graduação de 10º/11º, palhete, apaladado, e com algum gás natural, que lhe adveio da circunstância de se ter produzido uma fermentação no escuro e a temperatura constante. Por ter sido “enterrado” ficou a designar-se por “Vinho dos Mortos” e passou a utilizar-se esta técnica, descoberta ocasionalmente, para melhor o conservar e optimizar a sua qualidade. Assim, nasceu uma tradição de “enterrar” o vinho pelo menos durante um ano, que se foi transmitindo de geração em geração.

Hoje são já poucos os agricultores que mantêm viva esta tradição, sendo certo, todavia, que são as vinhas sobranceiras à Vila de Boticas e da Granja, nas encostas aí existentes, que possuem as condições de clima e solo adequadas à produção deste precioso vinho, o qual, não sendo abundante, tem no entanto sabor agradável que bem merece ser apreciado.
In http://www.cm-boticas.pt

sexta-feira, janeiro 16, 2009

PASTÉIS DE BELÉM

No inicio do Século XIX, em Belém, próximo do Mosteiro dos Jerónimos, funcionava uma refinação de cana-de-açucar associada a um pequeno local de comércio variado. Com a Revolução Liberal de 1820, foram encerrados os 1834 de Portugal, expulsando o clero e os seus trabalhadores.
Para sobreviver, alguém do Mosteiro começou a vender nessa loja uns pastéis doces, que se tornaram conhecidos por "Pastéis de Belém".
Nesta altura, a zona de Belém ficva longe da cidade de Lisboa e o percurso era assegurado por barcos a vapor. Em 1837, iniciou-se o fabrico dos "Pastéis de Belém", em instalações próximas da refinação, segundo a antiga "receita secreta", trazida do Esta receita mantém-se igual até hoje e é, exclusivamente, conhecida pelos mestres pasteleiros que os fabricam artesanalmente na "Oficina do Segredo".

In www.pasteisdebelem.pt/