D. Pedro IV

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domingo, fevereiro 15, 2009

O MURO DE BERLIM

Finda a II Guerra Mundial em 1945, os vitoriosos aliados – Estados Unidos, Inglaterra, França e Rússia – dividiram a Alemanha em 4 sectores, cada um dos quais ficava sob o controle de um dos aliados. O sector dos Estados Unidos, França e Inglaterra combinados, formaram a República Federal da Alemanha; o sector soviético formou a República Democrática da Alemanha ou Alemanha Oriental.
Com o objectivo de travar a saída de alemães da Alemanha Oriental para a República Federal da Alemanha, levou as autoridades comunistas de Berlim Oriental a ordenar a construção de um muro. Na madrugada de 13 de Agosto de 1961, foi construído o Muro de Berlim, um muro de cimento com 1,5m de altura e 45 km de comprimento, 302 torres de observação, 127 redes metálicas electrificadas com alarme e 255 pistas de corrida para cães de guarda ferozes. Os comunistas rasgaram ruas e demoliram prédios para usar como barricadas na fronteira, dividiram a cidade de Berlim em duas, separaram famílias, amigos,… uma nação. Os guardas tinham ordens de atirar para matar os que ousassem atravessar a chamada “Cortina de Ferro” sem a autorização do governo, quase impossível de se obter. Cerca de 100 pessoas identificadas morreram quando o tentaram transpor, 112 feridas e milhares de pessoas aprisionadas.
Na noite de 9 de Novembro de 1989, um pouco depois das 23 horas, a porta de Brandeburgo no Muro de Berlim foi aberta: foi o início do fim. Milhares de pessoas atravessaram-no, outros arrancaram-lhe pedaços e com martelos provocaram a sua queda. Com a sua queda, vislumbra-se a reunificação da Alemanha.
In http://www.antenadao.net/curiosidade-a-quede-do-muro-de-berlim.html;
http://www.culturaemtopicos.hpg.ig.com.br/ge4.htm
Curiosidade recolhida por Catarina Reis, 6.º A

A FLAUTA

A flauta é o primeiro instrumento da Humanidade e existe em todas as culturas primitivas. Foram, já, encontradas flautas com idades entre os 6000 e os 45000 anos.
As primeiras flautas assemelhavam-se a apitos, só tinham um buraco e eram feitas da tíbia de animais ou de humanos.

Descoberta em 1995 num sítio arqueológico em Divje Babe na Eslovénia, esta flauta foi esculpida em osso de urso e tem 50.000 anos de idade.


Descobertas em Henan, China, estas são as flautas tocáveis mais antigas do mundo. Têm 9.000 anos.

Com o passar dos tempos, surgiram outros instrumentos de sopro – o oboé, o fagote e a flauta doce.

Flauta doce de Dordrecht, de meados do século XIII, caracteriza-se por ter um corpo estreito e cilíndrico.



Em 1832, Theobald Boehm inventou o sistema moderno de flauta transversal, o qual serviu também para aperfeiçoar outros instrumentos de sopro.








IN:http://www.aflauta.com.br/hist/hist.html;
http://www.artemidia.ufcg.edu.br/flautadoce/historia.html;
Curiosidade recolhida por Marta Rigueiro, 6.º E

sábado, fevereiro 14, 2009

CANJA DE GALINHA


Da primeira invasão francesa recebemos algumas heranças que persistiram até aos nossos dias. Na culinária, ficou-nos a “canja de galinha”, sopa servida a Wellesley quando nos primeiros dias de Agosot desembarcou em Lavos, onde estabeleceu o seu quartel general por oito dias, período de tempo necessário ao desembarque de todas as suas tropas.
Em cartas dirigidas à sua esposa, Kitty Pakenham, reunidas no livro de memórias da duquesa, descreve a dita sopa e aponta os ingredientes: galinha, orelha e toucinho de porco, enchidos, couve, massa, cebola e sal. Cada conviva teria junto de si uma malga para a sopa, um prato para as carnes servidas à parte e outro com hortelã de que se juntava à sopa ao gosto de cada um. Como o futuro Duque de Wellington afirmava à sobremesa deve ser servida laranja.
Na cozinha do Palácio da Ajuda, havia, sempre, canja fresca confeccionada para a Rainha Dona Maria I, pois acreditava que a canja era fundamental para a manutenção da saúde e, portanto, consumia - a diariamente.
Todos os Braganças gostavam de canja… “, por isso, “Todos os dias vinha à mesa real uma terrina de canja e uma travessa com galinha cozida e arroz branco guarnecido com presunto e toucinho (…)”. A Família Real levou a receita para o Brasil.
D. Pedro II, Imperador do Brasil, consumia-a diariamente, até mesmo nos intervalos dos espectáculos. Conforme conta J. A. Dias Lopes em “A Canja do Imperador”, os historiadores da época comentam que o monarca fazia questão de “saborear uma canja quente entre o segundo e o terceiro actos, que só começava depois de ser dado o sinal de que Sua Majestade terminara a ceiazinha”.

A canja é um prato asiático, que terá sido difundido por Garcia da Orta (médico da Corte e naturalista português), que, nos Colóquios dos Simples e Drogas e Coisas Medicinais da Índia fez referência a um certo “caldo de arroz ou canje”.
No Estado do Malabar, na costa sudoeste da Índia, onde estava fixada a colónia portuguesa de Goa, a tal kanji, escrita com “k”, era muito comum quando os grandes navegadores começaram a aportar naquele território. A mistura de água com arroz dos indianos pode ter dado início a uma saborosa tradição, que os portugueses aproveitaram para incrementar com galinha, temperos e legumes.
Esta foi também a sopa servida a Arthur Wellesley, um dos generais ingleses que comandaram o exército luso-inglês durante as Invasões Francesas, quando desembarcou em Lavos nos primeiros dias de Agosto de 1808.

In http://www.cpopular.com.br
Curiosidade recolhida por Inês Cunha, 6.º E

sexta-feira, fevereiro 13, 2009

A PASSAROLA


Conta-se que entre 1685 e 1724 um padre português, Bartolomeu de Gusmão, estava a explorar as selvas da América do Sul. Um xamã de uma tribo desse local contou-lhe que os antepassados conseguiam voar.
Foi então que o referido padre imaginou a passarola; foi, depois, informar o Rei de que tinha descoberto um aparelho para o Homem voar. A primeira passarola tinha um mecanismo idêntico ao do balão. Este invento foi muito criticado e o padre foi alvo de muitas críticas. O povo alcunhava o padre de «Voador», e o seu engenho volante passou a ser chamado «Barcarola».
in Revista Amiguinho, n.º 269
Curiosidade recolhida pela Sara Marinho, 6.º E

Aconteceu em...

Um pouco mais tarde do que é habitual, mas cá estamos novamente para divulgar as pistas do "Aconteceu em ..." relativas ao concurso do mês de Fevereiro.

1 - Diogo Freitas do Amaral é eleito presidente da Assembleia Geral da ONU.





2 - A UNESCO aprova a classificação de Património Mundial para a vila de Sintra.

3 - Toma posse o governo presidido por António Guterres.


Pesquisa o ano em que se verificaram estes acontecimentos.Pede ao teu professor de HGP/História o boletim do concurso, preenche-o e concorre!! Boa sorte!!!!!

CONCURSO "NA ROTA DAS ESPECIARIAS"









































Publicamos, juntamente com os nossos parabéns, as fotos dos trabalhos vencedores do concurso "Na rota das especiarias", nas categorias de "Cartas náuticas", " Instrumentos de navegação" e " Caravelas".(11.2.2009)



De baixo para cima:1º,2º e 3º lugares na categoria de "Instrumentos náuticos" (dois astrolábios e uma luneta); 1º,2º e 3º lugares na categoria das "Caravelas";1º e 2º lugares das "Cartas náuticas". (não foi atribuído 3º prémio nesta categoria)




Os nomes dos ilustres vencedores estão publicados neste mesmo blog, duas notícias abaixo...















quarta-feira, fevereiro 11, 2009

CONCURSO “MÁSCARAS DE VENEZA”

Aproxima-se o Carnaval…é o momento de pensarmos em MÁSCARAS!
Aqui fica o desafio para mais um concurso.
Executa uma máscara que gostasses de usar, inspirada nas máscaras de Veneza.
Entrega os teus trabalhos ao teu professor de História e Geografia de Portugal até às férias de Carnaval (22 de Fevereiro)!
Os três melhores trabalhos serão publicados no Blogue “passado curioso” e exibidas numa exposição de trabalhos premiados no Dia do Patrono!
Critérios de selecção:
adequação aos objectivos definidos;
qualidade de execução;
adequação dos materiais.
REGULAMENTO DO CONCURSO

1-O concurso “MÁSCARAS DE VENEZA” destina-se a todos os alunos do 2º ciclo que nele queiram participar.
2-O concurso tem como objectivo avaliar e premiar três máscaras “Venezianas”.
3-Os três trabalhos seleccionados serão os que melhor correspondam aos critérios previamente definidos: execução de máscara tipo “Veneziana”; qualidade de execução e adequação dos materiais.
4- Os trabalhos deverão ser apresentados até ao dia 22 de Fevereiro.
5-Os trabalhos dos três alunos vencedores serão incluídos no Blogue “passado curioso” e farão parte de exposição a realizar no Dia do Patrono.
5-O júri será constituído por dois alunos que não poderão participar no concurso, dois professores e um membro da Associação de pais e encarregados de educação.
6-O Júri reunirá no dia 4 de Março às 11:30 para apuramento dos três melhores trabalhos, no Pavilhão F, junto à exposição “Máscaras venezianas” que decorrerá na primeira semana de Março.

Ficamos a aguardar o teu trabalho…PARTICIPA!

Concurso " Na Rota das Especiarias"

O júri reuniu e decidiu...
Os vencedores do concurso " Na Rota das Especiarias" foram os seguintes alunos:
Instrumentos Náuticos
1º lugar - Filipa Moreira, 5ºH; 2ºlugar - Rita Monteiro, 6ºE; 3º lugar - Daniela Malcata e Marta Rodrigues, 6ºB.
Caravela
1º lugar - Carolina Grilo e Inês Santos, 6ºA; 2ºlugar- António Paulo, 6J; 3ºlugar - Telma Dias, Daniela Dias, Mariana Pereira, 6J.
Cartas Náuticas
1ºlugar - Pedro Santos, 6ºH; 2º lugar - Inês Peças, 6ºD.
Não foi atribuído 3º lugar nesta modalidade, porque apenas entraram no concurso dois trabalhos, devido ao não cumprimento de requisitos estipulados no regulamento do concurso.
Obrigado pela participação e PARABÉNS aos vencedores.
Em breve serão divulgadas fotografias dos trabalhos premiados.

Sabias que...


Os painéis de S. Vicente foram descobertos quando estavam prestes a servir de andaimes nas obras de restauro de S. Vicente de Fora?

http://minhas_ideias.blog.pt/Curiosidades/

quarta-feira, fevereiro 04, 2009

"Aconteceu em..."

No mês de Janeiro, Miguel Rebelo Antunes do 6ºA foi o premiado do passatempo "ACONTECEU EM..."
O ano dos acontecimentos divulgados em 1973.

PARABENS AO Miguel!!!
Continuem a participar!

Este poste foi colocado pela aluna Karina do 6ºL

quinta-feira, janeiro 22, 2009

Concurso " Na Rota das Especiarias"


Em 1488, Bartolomeu Dias passou o cabo das Tormentas, depois chamado da Boa Esperança. Para lembrar este facto extraordinário, no próximo dia 3 de Fevereiro vai comemorar-se esta efeméride. Nós vamos também participar nas comemorações, executando réplicas de caravelas, instrumentos náuticos e cartas de marear...
Entrega os teus trabalhos ao teu professor de História e Geografia de Portugal até 2 de Fevereiro Os três melhores trabalhos serão publicados no Blogue “passado curioso” e exibidos numa exposição de trabalhos premiados no Dia do Patrono!
Critérios de selecção:
· rigor histórico;
· qualidade de execução;
· adequação dos materiais.


REGULAMENTO DO CONCURSO
1-O concurso “ Na rota das especiarias” destina-se a todos os alunos do 2º ciclo que nele queiram participar.
2-O concurso tem como objectivo avaliar e premiar três exemplares de caravelas, três instrumentos náuticos e três cartas de marear.
3-Os nove trabalhos seleccionados serão os que melhor correspondam aos critérios previamente definidos: rigor histórico, qualidade de execução e adequação dos materiais.
4- Os trabalhos deverão ser apresentados até ao dia 2 de Fevereiro.
5-Os trabalhos dos três alunos vencedores serão incluídos no Blogue “passado curioso” e farão parte da exposição “Os melhores trabalhos do “A comemorar também se aprende” a realizar no Dia do Patrono.
5-O júri será constituído por dois alunos que não poderão participar no concurso, dois professores e um membro da Associação de pais e encarregados de educação.


quarta-feira, janeiro 21, 2009

" Aconteceu em..."





A vencedora do passatempo " Aconteceu em..." do mês de Dezembro foi a aluna Ana Filipa Caseiro do 9ºC!!!
Os acontecimentos ocorreram no ano de 1945.
Parabéns à aluna Ana Filipa!!!!!!!

Este poste foi colocado pelos alunos Nuno Afonso e Tiago Silva do 6ºN

domingo, janeiro 18, 2009

Efemérides



D. Pedro I

A 18 de Janeiro de 1367, faleceu, em Estremoz, o rei de Portugal D. Pedro I. Era filho do rei Afonso IV e de sua mulher, D. Beatriz de Castela. Nasceu a 8 de Abril de 1320 em Coimbra.


Pedro é conhecido pela sua relação com Inês de Castro, a aia galega da sua mulher Constança, que influenciou fortemente a política interna de Portugal no reinado de Afonso IV. Inês acabou assassinada por ordens do rei em 1355. Uma vez coroado rei, em 1357, Pedro anunciou o casamento com Inês, realizado em segredo antes da sua morte, e a sua intenção de a ver lembrada como Rainha de Portugal.

Este facto baseia-se apenas na palavra do Rei, uma vez que não existem registos de tal união. Dois dos assassinos de Inês foram capturados e executados (Pêro Coelho e Álvaro Gonçalves) com uma brutalidade tal (a um foi arrancado o coração pelo peito, e a outro pelas costas).



Túmulos de D. Pedro I e D.Inês no mosteiro de Alcobaça





Conta também a tradição que Pedro teria feito desenterrar o corpo da amada, coroando-o como Rainha de Portugal, e obrigando os nobres a procederem à cerimónia do beija-mão real ao cadáver, sob pena de morte. De seguida, ordenou a execução de dois túmulos (verdadeiras obras-primas da escultura gótica em Portugal), os quais foram colocados nas naves laterais do mosteiro de Alcobaça para que, no dia do Juízo Final, os eternos amantes, então ressuscitados, de imediato se vejam...

http://pt.wikipedia.org

PIRATA ou CORSÁRIO?







Os termos pirata e corsário aparecem muitas vezes envoltos em alguma confusão.
Ao longo da História, foi necessário clarificá-los: o pirata age de forma autónoma como um simples salteador, motivado apenas por necessidades materiais, atacando indiscriminadamente as vítimas sem atender à sua naturalidade condição ou religião.
O corsário não age, apenas, em função dos seus interesses próprios, mas actua em nome de um rei. Sob a bandeira deste rei e do seu reino atacava navios de países inimigos e dividia o saque com o rei. Este ficava com a maior parte.
As primeiras acções de pirataria foram registadas em tabuletas de argila pelos Sumérios, há cerca de cinco mil anos e referem danos materiais e perdas de vidas, a perturbação da actividade comercial por via marítima. Cerca de 1948 – 1805 a. C., durante o reinado do sexto rei da primeira dinastia do Reino da Babilónia foi elaborado o Código de Hamurabi, de que consta a primeira legislação conhecida contra a pirataria. Esta legislação está inscrita numa tela de basalto, exposta no Museu do Louvre, em Paris. De acordo com o legislado, os piratas estavam sujeitos ao pagamento de multas: dez vezes superior ao valor do saque no caso de ataque a barcos particulares e trinta vezes superior no caso de ataque a navios propriedade de um Estado ou instituição religiosa. Se o pirata declarasse falência seria condenado à morte.

sábado, janeiro 17, 2009

Partidos de direita... partidos de esquerda



O uso das designações de direita e esquerda para caracterizar as diferenças ideológicas dos partidos políticos, iniciou-se durante a Revolução Francesa. Na Assembleia Nacional Constituinte os lugares dos aristocratas, defensores da monarquia absoluta, ficavam à direita do presidente da Assembleia, enquanto que os patriotas, defensores da monarquia constitucional, se sentavam à sua esquerda. Por isso, em seguida, e até à actualidade, passou a dizer-se que pertencem à direita os partidários das posições mais conservadoras e à esquerda os defensores de transformações políticas e sociais.

DINIZ, Maria Emília, TAVARES, Adérito, CALDEIRA, Arlindo, História 8, Lisboa, Editorial o Livro, 1995

Ir pró maneta

O «Maneta» é o lendário Louis Henri Loison, general dos Exércitos franceses que participou nas invasões Francesas. Ficou na história sobretudo pela sua total falta de escrúpulos no que tocava à apropriação em proveito próprio dos saques e impostos cobrados em zonas ocupadas e, em Portugal, pela dureza e crueldade com que tratava as populações submetidas. Traços de carácter que deram origem à expressão «ir pró maneta» e que inspiraram numerosas rimas satíricas populares, como esta: “Aos alheios cabedais/ lançava-se como seta/ namorava branca ou preta/ toda a idade lhe convinha./ Consigo três Emes tinha:/ Manhoso, Mau e Maneta.” De facto, ir para o maneta ou mandar para o maneta passou a significar «escangalhar-se; estragar-se; perder-se.

Vinho dos mortos de Boticas


Esta história leva-nos até ao ano de 1809, altura em que as tropas francesas, comandadas pelo general Soult, invadiram pela segunda vez Portugal. Quando os franceses invadiram a região, o povo, com medo que estes lhes pilhassem as suas colheitas e os seus outros bens, escondeu o que conseguiu, usando das formas mais expeditas: o vinho foi enterrado no chão das adegas, no saibro, debaixo das pipas e dos lagares. Mais tarde, depois dos franceses terem sido expulsos, os habitantes recuperaram as suas casas e os bens que restaram. Ao desenterrarem o vinho, julgaram-no estragado. Porém, descobriram com agrado que estava muito mais saboroso, pois tinha adquirido propriedades novas. Era um vinho com uma graduação de 10º/11º, palhete, apaladado, e com algum gás natural, que lhe adveio da circunstância de se ter produzido uma fermentação no escuro e a temperatura constante. Por ter sido “enterrado” ficou a designar-se por “Vinho dos Mortos” e passou a utilizar-se esta técnica, descoberta ocasionalmente, para melhor o conservar e optimizar a sua qualidade. Assim, nasceu uma tradição de “enterrar” o vinho pelo menos durante um ano, que se foi transmitindo de geração em geração.

Hoje são já poucos os agricultores que mantêm viva esta tradição, sendo certo, todavia, que são as vinhas sobranceiras à Vila de Boticas e da Granja, nas encostas aí existentes, que possuem as condições de clima e solo adequadas à produção deste precioso vinho, o qual, não sendo abundante, tem no entanto sabor agradável que bem merece ser apreciado.
In http://www.cm-boticas.pt

sexta-feira, janeiro 16, 2009

PASTÉIS DE BELÉM

No inicio do Século XIX, em Belém, próximo do Mosteiro dos Jerónimos, funcionava uma refinação de cana-de-açucar associada a um pequeno local de comércio variado. Com a Revolução Liberal de 1820, foram encerrados os 1834 de Portugal, expulsando o clero e os seus trabalhadores.
Para sobreviver, alguém do Mosteiro começou a vender nessa loja uns pastéis doces, que se tornaram conhecidos por "Pastéis de Belém".
Nesta altura, a zona de Belém ficva longe da cidade de Lisboa e o percurso era assegurado por barcos a vapor. Em 1837, iniciou-se o fabrico dos "Pastéis de Belém", em instalações próximas da refinação, segundo a antiga "receita secreta", trazida do Esta receita mantém-se igual até hoje e é, exclusivamente, conhecida pelos mestres pasteleiros que os fabricam artesanalmente na "Oficina do Segredo".

In www.pasteisdebelem.pt/

RETIRADA DE MASSENA

Apesar da derrota na Batalha do Buçaco, o General Massena, à frente de um exército de cerca de 65.000 homens, chega às Linhas no dia 14 de Outubro, onde já se encontrava o exército luso-inglês. Consegue ainda tomar a vila do Sobral de Monte Agraço, mas é derrotado logo a seguir. Além destas linhas fortificadas, também o Inverno chuvoso ajudava; as grandes chuvas tinham feito transbordar as margens do rio Sizandro, que se tornou numa barreira inultrapassável. Sem conseguir avançar e suportando a revolta dos seus oficiais, a fome, a chuva, o frio, a doença e a falta de comunicações, obrigaram Massena a retirar na noite de 15 de Novembro de 1810, coberto pelo nevoeiro e deixando bonecos de palha no lugar dos soldados, enganando assim o inimigo e atrasando a sua reacção.

In http://www.cm-tvedras.pt/visitar/monumentos/linhas-torres-vedras/

Curiosidade recolhida por Guilherme Cardoso, 6.º E

Dá-me a Honra de uma Dança???


Menina ou senhora que se prezasse nunca deixava de se fazer acompanhar do seu "carnet" nos bailes românticos do séc. XIX.
Nele anotava de forma ordenada o nome dos cavalheiros que lhe pediam a honra de uma dança. E alterar a ordem de inscrição era considerado uma ofensa grave para aquele que era ultrapassado.
O "carnet" de baile era uma espécie de caderninho com uma lapiseira e uma corrente que o prendia ao pulso. Os mais luxuosos tinham capa de ouro ou prata decorada com diamantes e rubis.