D. Pedro IV

D. Pedro IV

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domingo, novembro 09, 2008

CARTA DE ALFORRIA

A carta de alforria era um documento em que o proprietário de um escravo anulava os seus direitos e propriedade sobre o mesmo. O escravo liberto por essa carta era chamado de negro forro.
Por vezes, eram os próprios que amealhavam uns "trocos" e conseguiam comprar a sua liberdade. Estes organizavam-se em comunidades, os quilombos, onde podiam praticar a sua cultura, falar a sua língua e exercer os seus rituais. O Quilombo de Palmares foi o mais famoso. Era comandado por Zumbi.

Fonte de informação: http://pt.wikipedia.org/wiki/carta_de_alforria
http://www.suahistoria.com/historiadobrasil/escravidao.html
Curiosidade recolhida por Mariana Teixeira e Ricardo Oliveira, 6.º E

sábado, novembro 08, 2008

A ESCRAVATURA NO BRASIL


Uma vez no Brasil, os escravos eram proibidos de praticar a sua religião, de realizar as suas festas e rituais africanos. Tinham de seguir a religião católica imposta pelos senhores do engenho e aprender a língua portuguesa. Apesar disso não abandonaram a sua cultura; escondidos, realizavam os seus rituais e festas. Desenvolveram uma forma de luta - a capoeira.

Fonte de informação: http://www.suapesquisa.com/historiadobrasil/escravidao.html
Curiosidade recolhida por Mariana Teixeira, 6.º E

D. JOÃO IV - O RESTAURADOR


D. João IV recebeu uma educação requintada que o fez despertar para a prática da composição musical. O seu pai, D. Teodósio, conhecedor dos escritos de Santo Isidoro nas suas Etimologias, «Sem a música nenhum conhecimento é perfeito...» obrigou o filho a aprender composição musical,pois queria que ele ganhasse em descrição, disciplina mental, ponderação e prudência. Por isso, o “Rei Restaurador” foi um músico instruído e compositor importante, não um simples apreciador da Arte Musical, tornado-se o pai da música portuguesa no século XVII. Guardava na sua Biblioteca Musical 42 caixotões atulhados de manuscritos de música sacra e sacro-profana. Falava francês com correcção, gostava de Matemática e de Astronomia, era muito versado em Lusitanidade.
Era um admirador de arte e não gostava de caçadas.
Fonte de informação: http://www.caum.pt/reportorio/info_compositor.php?id=269

MIGUEL DE VASCONCELOS


Miguel de Vasconcelos e Brito exerceu, em Portugal, os cargos de escrivão da Fazenda do Reino e de secretário de Estado da Duquesa de Mântua. Da corte de Madrid obteve plenos poderes para aplicar pesados impostos ao povo português. Estas medidas desencadearam as Alterações de Évora (Manuelinho), motins em Vila Viçosa e noutras terras do Alentejo. Por colaborar com a dinastia filipina foi alvo do ódio do povo português e foi a primeira vítima da revolta de 1640. Foi defenestrado da janela do Paço Real de Lisboa para o Terreiro do Paço.
Quando o grupo de 40 fidalgos invadiram o Paço Real, Miguel de Vasconcelos apercebeu-se que não conseguia fujir, escondeu-se num armário e fechou-se lá dentor. Estava armado. Ao tentar mudar de posição, mexeu-se e ouviu-se barulho de papéis amarrotados. Os conspiradores rebentaram a porta do armário e balearam-no; depois carregaram o seu corpo e atiraram-no pela janela à multidão.
Fonte de informação: www.parlamento.pt
http://pt.wikipedia.org/wiki/Miguel_de_Vasconcelos
http://revelarlx.cm-lisboa.pt/gca/index.php?id=833
Curiosidade recolhida por Miguel Bernardo, 6.º E

DUQUESA DE MÂNTUA


Margarida de Sabóia era o verdadeiro nome da Duquesa de Mântua, neta do rei Filipe II de Espanha e prima de Filipe IV, foi nomeda vice-rainha de Portugal pelo conde-duque de Olivares, cargo que exerceu durante seis anos.
Durante o seu governo, o país sente-se cada vez mais humilhado e empobrecido perante o aumento e lançamento de mais e mais impostos necessários a Espanha, envolvida na Guerra dos Trinta Anos. Os portugueses desesperados, fartos de pagar impostos para os cofres de Espanha e serem tratados como povo de 2ª,principiam os motins. Em Évora começam a aparecer incitamentos à revolta, assinados pelo Manuelinho de Évora.
Em Outubro de 1640, iniciam-se as movimentações para pôr fim ao domínio filipino.
No dia 1.º de Dezembro, os fidalgos invadem o paço. D. Antão de Almada e D. Carlos de Noronha vão ter com a Duquesa de Mântua e dizem-lhe que Portugal não reconhece outro rei senão D. João IV. A vice-rainha tentou impor-se, mas D. Antão de Almada convenceu-a a aceitar a decisão e a sair dali. Altivamente, a Duquesa perguntou-lhe: "manda-me sair a mim? E de que maneira?
Carlos de Noronha respondeu-lhe: "Obrigando Vossa Alteza a que, se não quiser sair por aquela porta, tenha de sair pela janela." Em 1640, na sequência da Restauração, Margarida de Sabóia, Duquesa de Mântua, foi encarcerada no Convento de Santos-o-Novo.
Fontes de informação: http://www.parlamento.pt/VisitaVirtual/Paginas/BiogDuquesadeMantua
http://wikipedia.pt;
http://revelarlx.cm-lisboa.pt/gca/?id=832
Curiosidade recolhida por Ricardo Oliveira, 6.º E

Portugal inteiro aderiu à revolta e as armas espanholas foram derrubadas

O REI DORMENTE


D. Sebastião nasceu em Lisboa no dia 20 de Janeiro de 1554, 16.º rei de Portugal e 7.º da Dinastia de Avis. Foi educado num ambiente que o fez acreditar que a sua glória era combater os Mouros; por isso, sem atender às dificuldades do Reino recuperou Arzila e, aproveitando-se das lutas entre reis mouros decidiu, ele próprio, combater o infiel. Muitos dos seus conselheiros, inclusivamente o rei Filipe II de Espanha, tentaram mostrar-lhe os riscos de tão grande aventura, mas D. Sebastião não lhes deu ouvidos. Saiu do Tejo com uma armada de 800 velas, seguiu para Tânger e dali para Arzila.Daqui,iniciou uma longa viagem, por terra, para Alcácer Quibir, o que deu tempo aos Mouros para organizarem a sua defesa.O exército português, exausto pela longa caminhada debaixo de calor intenso, mal alimentado e mal comandado, foi derrotado nos confrntos travados nesta batalha dos Três Reis. Caídos nas areias do deserto, estavam os corpos de grande parte do exército português e, concerteza, o do próprio rei. Mas o povo acreditava que D. Sebastião, apenas, tinha desaparecido. Segundo conta esta lenda "O Rei Dormente" ou "Messias"ou "o Encoberto" ou "Adormecido".
D. Sebastião voltará nas horas mais sombrias para conduzir o Reino à glória.
Fontes de informação: www.wikipédia.com;
Curiosidade recolhida por Joana Neto, 6.ºE

quarta-feira, novembro 05, 2008

As Tatuagens


Sabias que... há cerca de 3500 anos já se faziam tatuagens por vaidade ou para identificar as pessoas da comunidade. Existem provas arqueológicas da existência de tatuagens no Egipto entre 4000 a 2000 a.C. e, também, entre os nativos da Polinésia.
Os povos primitivos tatuavam-se para marcar fases importantes das suas vidas: nascimentos, puberdade, casamento.
Nos primeiros tempos do Cristianismo, os cristãos reconheciam-se por tatuagens – peixes, cruzes, letras.
Na Era Contemporânea, a tatuagem foi, durante muitos anos, mal vista; era uma prática associada a marginais. Tornou-se uma prática corrente quando pessoas famosas as exibiram na televisão.


Esta curiosidade foi feita pela Carolina Azeitona do 6ºL e foi colocada pela aluna Karina.

Pistola-metralhadora...


Uma pistola-metralhadora, também designada submetralhadora ou metralhadora de mão é uma arma automática de tamanho reduzido. A maioria das PM tem um calibre de 9 mm e é usada em tiro instintivo para auto-defesa próxima. A sua fraca precisão é compensada pela elevada cadência de tiro. As primeiras armas deste tipo surgiram na Primeira Guerra Mundial para uso em operações de assalto e varrimento de trincheiras. O seu uso militar generalizado manteve-se até pouco depois da Segunda Guerra Mundial.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Pistola-metralhadora

Exploradores do continente africano...



Hermenegildo Capelo(1841-1917) e Roberto Ivens (1850- 1898) foram oficiais da Marinha Portuguesa que tiveram como objectivo explorar o interior do continente africano. Fizeram várias viagens, uma delas de Angola a Moçambique que durou catorze meses. Durante a travessia os dois registaram num diário tudo o que observavam sobre a paisagem, a fauna e a flora dos sítios onde passaram, divulgando o exotismo de um continente praticamente desconhecido.
Os seus registos nos diários que revelam uma viagem difícil, deram origem ao livro “De Angola à Contracosta”.

OLIVEIRA, Ana Rodrigues e outros, História 9, 1ª edição, Lisboa: Texto Editora, 2004.

Pesquisa efectuada pelo Hugo Pinto, nº14 e Miguel Marques, nº 21, do 9º E

Qual o mais célebre arranha-céus de Nova Iorque?




Na América existem edifícios tão altos que o último andar parece tocar no céu! Os famosos arranha-céus. O mais célebre é o Empire State Building, que se encontra em Nova Iorque. Com os seus 102 andares, é mais alto do que a Torre Eiffel e os que têm coragem de contar as suas janelas chegam ao número 6400.
Foi construído a uma velocidade fantástica: em 10 dias, foram elevados 14 andares. O edifício foi inaugurado no dia 1 de Maio de 1931, apenas 16 meses depois da colocação da primeira pedra.
Com os seus 381 m, foi, durante quase meio século, o edifício mais alto do mundo... Mas, em 1972 as torres gémeas do World Trade Center de Nova Iorque ultrapassam-no em 34m. Logo após a destruição do World Trade Center
em 2001, o Empire State Building recebeu novamente o título de edifício mais alto de Nova York.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Empire_State_Building

sábado, outubro 25, 2008


25 de Outubro de 1147: Lisboa foi conquistada aos Mouros, após 17 semanas de cerco e assaltos à muralha da cidade, abrindo-se as portas de Al-Esbuna à comitiva de D. Afonso Henriques que entoando o Te Deum Laudamus, ergueu o estandarte cristão, em sinal de vitória!
A primeira tentativa de conquista da cidade, por D. Afonso Henriques, em 1142 saiu frustrada e, só a 16 de Junho de 1147 aconteceu nova oportunidade, quando uma frota de 160 navios, com 12 a 13 mil cruzados a bordo, atracou no Porto. O Bispo do Porto convidou-os para auxiliarem Afonso Henriques (o rei) na conquista de Lisboa. Acordadas as condições, a frota dos Cruzados, alemães, ingleses, normandos e galeses, entre outros, cercou a cidade por mar, a 28 de Junho, juntando-se-lhes 5 mil homens que cercaram a cidade por terra.
Após o desembarque, aconteceram escaramuças e a cidade foi intimada a render-se. Conquistaram-se as zonas ocidental e oriental (actual Baixa) fora da muralha, tendo-se encontrado na última, grandes reservas de alimentos. Nos quinze dias que se seguiram alemães e ingleses construíram duas torres de assalto e os flamengos construíram cinco catapultas. Os ataques lançados foram inúteis, mas deles resultaram a destruição de alguns dos engenhos.
O período seguinte foi de espera até que, no final de Agosto, foi capturado um batel no qual alguns Mouros iam pedir auxílio ao alcaide de Évora, declarando que na cidade se passava fome. Preparou-se então novo ataque com a construção de uma mina sob as muralhas, bem como nova torre.
Entretanto os cruzados atacaram Sintra e Almada, matando centenas de pessoas e expuseram 80 cabeças decapitadas de muçulmanos mortos, espetadas em lanças nas muralhas. A mina que se escavou fez cair parte da muralha a 17 de Outubro, mas a abertura resultante foi fortemente defendida. Devido à fome e a doenças, os muçulmanos renderam-se a 24 de Outubro. O Cerco de Lisboa por D. Afonso Henriques

"Oh! Quanta não foi a alegria de todos! Oh! Quanta não foi a honra especial que todos sentiam! Oh! Quantas não foram as lágrimas que afluíam em testemunho de alegria e de piedade, quando todos viram colocar no mais alto da fortaleza o estandarte da Cruz salvífica em sinal de sujeição da cidade, para louvor e glória de Deus e da santíssima Virgem Maria. O arcebispo e os bispos com o clero e todos os outros, não sem lágrimas de júbilo, cantavam o Te Deum laudamus com o Asperges me e orações de devoção".

A abóbada ainda não caiu


Sabias que...
Afonso Domingues, o primeiro arquitecto do Mosteiro da Batalha, nunca se conformou com a cegueria que o afastou da obra. Conta a lenda que a abóbada da Sala do capítulo daiu três vezes e ninguém consegui encontrar solução.Chamaram, então, o idoso mestre Afonso Domingues, que mesmo cego, deu as instruções necessárias e correctas para a construção da abóbada. Tinha tanta confiança nas instruções dadas que, para o provar permaneceu três dias e três noites, sentado debaixo da abóbada, sem comer nem beber, no fim dos quais afirmou:
A abóbada não caiu, a abóbada não cairá!
in "Factos e Figuras da História de Portugal"
Curiosidade recolhida pela aluna Filipa Lobato, 6.º B

BRASIL


Em 1500, os Portugueses baptizaram a terra recém-descoberta com o nome de Ilha de Vera Cruz. João Matias, um dos navegadores, declarou que a ilha se deveria chamar “Vera Cruz”. Pedro Álvares Cabral e os missionários franciscanos concordaram com o nome que se referia ao símbolo da cruz. Mas, a proposta de João Matias tinha outra razão. Conforme relatou, depois, na tarde anterior tinha visto uma cruz reflectida no clarão do sol poente. Os franciscanos não acreditaram no que ouviam; porém, também, Pedro Álvares Cabral tinha observado aquele estranho pôr do sol com o símbolo da cruz.
Esse nome passou a Terra de Vera Cruz quando se aperceberam que não se tratava de uma ilha.
Cerca de 30 anos mais tarde, essa terra recém-descoberta, foi rebaptizada. Já em Portugal se ouvia falar nos Brasis.
A origem desta palavra é, ainda, objecto de investigação. Conta-se que, um belo dia ancoraram nas costas do norte do Brasil algumas embarcações, onde se encontravam um grupo de mercadores portugueses que procuravam realizar trocas lucrativas com os indígenas na nova colónia de Portugal. Logo depois da sua chegada, os mercadores contactaram com a pequena tribo dos tapicaris. Como estes indígenas não conheciam qualquer tipo de desconhecidos, nem tinham sido maltratados por eles, receberam-nos de forma amigável e gentil. Os mercadores, alegraram-se com este bom acolhimento e ficaram na aldeia dos índios durante várias semanas. Durante esse tempo participaram em várias festividades especiais da tribo, como a que era dedicada aos génios da floresta, festividade muito importante para os índios, uma vez que para eles a selva eram o meio onde habitavam. Foi, precisamente, durante uma dessas festas que os mercadores, pela primeira vez, ouviram falar na história e na canção do génio da floresta Mbrasil.Ao som da canção de Mbrasil, que fez o seu sangue correr pelas ibirapitangas,sete das mais lindas virgens dos tapicaris dançavam com passos rítmicos. Repetiam inúmeras vezes o nome do grande génio das selvas, que morava dentro da própria árvore. Depois um grupo de velhas colocava, em cima de um tronco, uma espécie de porongo cheio de certo líquido; então, sete homens ricamente adornados de penas multicolores, aproximaram-se cada um com uma longa lança de madeira. Era, então, a vez de os homens iniciarem uma espécie de dança à volta do tronco, mergulhando a ponta das suas lanças naquele líquido, à medida que a dança se desenvolvia. Embebidas no líquido, as pontas das lanças, brilhavam com um colorido vermelho vivo, próprio da árvore ibirapitanga. Estas danças sucediam-se com novas entoações. As sete virgens intercalavam os cânticos de louvor, com o refrão:" Mbrasil, Mbrasil, teu sangue corre pelas árvores do ibirapitanga...". Estas cerimónias decorriam de um pôr-do-sol até ao nascer do sol no dia seguinte. Ao amanhecer, homens e mulheres cantavam, em coro, um cântico de gratidão em honra ao senhor do sol, fonte de calor e vida.
Foi nesta festividade indígena, que os mercadores ouviram, pela primeira vez, o nome Mbrasil. E foi, também, depois dessa festividade, que conheceram a ibirapitanga,árvore de miolo vermelho, que produz uma tinta vermelho vivo, sangue de Mbrasil, génio da floresta. Como o nome Mbrasil era sempre pronunciado em relação à madeira de cor vermelha(pau-brasil, os mercadores compreenderam que aquele era não só o nome da madeira mas também das virgens tapicaris, uma vez que, na dança ritual,elas batiam no peito e sorridentes diziam o nome do génio da floresta. Para a interpretação dos indígenas, um dos génios das selvas era Mbrasil; porém, no sentido da Luz, o conjunto das duas sílabas Brasil significa: terra virgem, país indevassável.
Mbrasil, Brasil! Esse nome ficou de tal forma na mente dos mercadores, que eles, carregados de riquezas de toda espécie, no regresso a Portugal não falavam senão dos Brasis. Já em Portugal, diziam Brasis sempre que se referiam à nova colónia. Como tinham trazido grande quantidade da tal madeira, que, comercialmente, ficou conhecida com o nome de "pau-brasil", essa designação espalhou-se rapidamente, tornando-se mais conhecida em Portugal do que o próprio nome Vera Cruz.
in"Revelações Inéditas da Hístória do Brasil"- SASS, Roselis von. Editora Ordem do Graal na Terra

Baptismo do Brasil

SABIAS QUE…
… o Brasil já teve diversos nomes antes do actual. O primeiro nome “Pindorama” foi-lhe dado pelos índios. Era apenas utilizado por eles.
Em 1500, os portugueses chamaram-lhe “Ilha de Vera Cru”z. Em 1501, este território recebeu dois nomes diferentes: “Terra Nova” e “Terra dos Papagaios”. Em 1503, renomearam-na e passou a ser conhecida como “Terra de Vera Cruz” e, mais tarde, “Terra de Santa Cruz”. Em 1505, novos nomes lhe foram atribuídos: “Terra Santa Cruz do Brasil” e “Terra do Brasil”.
Finalmente, em 1526, devido ao pau-brasil, uma madeira muito valiosa que aí existia em abundância, passou a chamar-se BRASIL.
In http://www.historiadomundo.com.br/curiosidades/nomes-do-brasil
Curiosidade recolhida pela aluna Sofia Pires, 6.º E

Portugal/Japão - trocas interculturais


As actividades comerciais entre os dois povos eram, no Japão, designavam-se “Nan-ban Bo-eki”, porque, os Japoneses chamavam, tanto aos portugueses, como aos espanhóis “Nan-ban Jin” (bárbaros do sul).
Nesse comércio, os portugueses levavam espingardas, pólvora, seda crua da China para o Japão e traziam, para Portugal, prata, ouro e sabres.
Deste intercâmbio entre os dois países trouxe resultaram novos vocábulos para ambas as línguas.
Alguns exemplos de palavras japonesas que foram absorvidas pela língua portuguesa: #Biombo (byobu);
#Catana (katana);
#Caqui (Kaki);
#Japoneira (ou Camélia - Tsubaki), uma das mais bonitas árvores dos jardins portugueses;
#Criptomeria ou Cedro Japonês, outra espécie de árvore existente nos Açores, trazida do Japão para Portugal.
Alguns exemplos de palavras portuguesas que foram absorvidas pela língua japonesa:
pan (pão); shabon (sabão) tabako (tabaco), birodo (veludo), bidoro (vidro) botan (botão), orugan (órgão), Oranada (Holanda), kirisutan (cristão), kappa (capa), karuta (carta)…

Ainda mais sobre as Teppó ...


A introdução das armas de fogo, as teppó, no Japão, pelos Portugueses teve um importante impacto no plano militar. Surgiu a infantaria em substituição da cavalaria tradicional, quer na unificação quer na pacificação do império do sol nascente, e influenciou o estilo de construção dos castelos.Estas espingardas espalharam-se, rapidamente, como arma de ponta entre os senhores feudais do Japão.
A lenda de Fernão Mendes Pinto, contada na ilha de Tanegashim, refere que os Japoneses ficaram com um exemplar da teppó e, a partir dela, tentaram fazer réplicas através da tecnologia do ferro, bem conhecida pelos artesãos que já faziam facas e tesoura. Conta a lenda que os ferreiros não conseguiam descobrir o segredo do fabrico do gatilho, o que tornava a teppó sem a função de poder disparar. Na segunda viagem que Fernão Mendes Pinto fez, um dos ferreiros “ofereceu- lhe” a sua filha Wakasa como contrapartida do fornecimento do segredo da teppó. Na posse do segredo tecnológico do gatilho da teppó tinham agora possibilidade de a usar para aquilo para que foi fabricada, para disparar. Esta lenda foi trabalhada pelos Japoneses de forma encantatória e a sua representação gráfica e teatral pode ser vista no Teppó Museum (Museu da Espingarda). Ainda hoje, no último fim-de-semana do mês de Julho, se celebram, todos os anos na ilha de Tanegashima, o Teppó Matsuri (Festival da Espingarda, em Nishinoomote) e o Rocket Matsuri (Festival do Foguetão, em Minamitane).

Portugal/Japão - elos de ligação

Em 1543, Fernão Mendes Pinto e outros navegadores, empurrados por um temporal, chegaram a Tanegashima, (ilha da semente) uma pequena ilha do sul do Japão, sendo os primeiros europeus a estabelecer contacto com o Japão. Durante o século XVI, foi grande a influência portuguesa no país. Curiosos e desejosos de conhecer novas ciências, culturas e povos, deste contacto adquiriram, aprenderam e conheceram:
# Uma concepção correcta da configuração do planeta, dos seus continentes, povos e oceanos;
# Novos e diversos produtos e técnicas – metalúrgicas, de construção naval e meios de comunicação;
# As roupas e armaduras ocidentais que os deslumbraram;
# Novas línguas, como o português e o latim; novas palavras que enriqueceram o seu vocabulário;
# Novas noções estéticas e científicas e diferentes estilos artísticos, a pintura a óleo, a matemática, a geografia, a engenharia e a música;
# Um novo estilo urbanístico; em 1570, foi fundada a cidade de Nagasaki, com influência deste novo estilo: localizada numa baía rodeada de montanhas, desenhada em função do seu porto e nascida das necessidades do comércio marítimo português.
# Novos pratos foram introduzidos na culinária japonesa: o bolo “kasutera”, desenvolvido a partir do pão-de-ló português; o bolo japonês “konpeitoo” com origem no “confeito”. a “Tenpura”, (prato de peixe e legumes) que deriva de “(Quatro) Têmporas”, usado antes da Páscoa no período de jejum como o nosso “Tenpura", Keiran Somen (fios de ovos de galinha - fios de ovos,Aji no Namban zuke (carapaus alimados ou de escabeche),Chiken Namban (Frango Namban - um tipo de frango panado)
# Novas espécies animais e vegetais: figueira, pereira, pessegueiro, marmeleiro, oliveira, videira e o hábito de criação e consumo de animais domésticos, como por exemplo: a galinha, o pato e o coelho.
# A medicina ocidental, ensinada pelo missionário Luís de Almeida Em Oita (Funai) foi fundado o primeiro hospital e ali foi realizada a primeira operação cirúrgica. A Luís de Almeida se deve, também, a criação do primeiro orfanato e a introdução do leite animal na alimentação infantil.
# A tipografia. Em 1590, os missionários levaram para o Japão uma impressora com caracteres móveis - blocos de madeira ou metal onde estão esculpidas ou fundidas as letras. Foram depois produzidos caracteres japoneses que permitiram a impressão do primeiro dicionário de Japonês/Português (primeiro dicionário de japonês numa língua ocidental), das primeiras gramáticas de língua japonesa e trabalhos de carácter religioso. Em 1591 foi impresso o primeiro livro em japonês “A Doutrina Cristã”, em Amakusa (Kumamoto).
# Invenções revolucionárias como os óculos e a espingarda, as teppó, e com ela o uso da pólvora.
in http://www.embaixadadeportugal.jp/centro-cultural/curiosidades/pt/
in “A primeira espingarda introduzida no Japão”
Curiosidade recolhida pelo aluno António Carvalho, 6.º A

sexta-feira, outubro 24, 2008

Stonehenge era uma “Lourdes do neolítico”

O famoso círculo de pedras gigantes de Stonehenge, no sul de Inglaterra, volta a estar no centro das atenções e a ser fonte de novidades. Dois arqueólogos britânicos descobriram que este monumento tem menos 300 anos do que mostravam as últimas análises e terá sido um centro de cura para vários males.
O mais famoso e enigmático monumento megalítico da Europa voltou a ser fonte de novidades.
Dois arqueólogos britânicos, Tim Darvill e Geoff Wainwright, fizeram estudos de radiocarbono das pedras gigantes do Stonehenge e chegaram à conclusão de que foi erguido por volta de 2300 a.C., para ser um centro de cura, segundo a BBC.
O monumento, terá afinal menos 300 anos do que propunham as últimas análises.
Doentes e aleijados deslocavam-se ao Stonehenge em busca de cura, já que se descobriu nas imediações um grande número de túmulos com os restos mortais de pessoas que sofriam de doenças e deficiências físicas.

segunda-feira, outubro 20, 2008

A música no Antigo Egipto

É difícil imaginar como era a música que inundava os templos do Antigo Egipto. Era, radicalmente, diferente tanto na sua forma como no significado das que hoje escutamos. A partir dos hieróglifos e das inscrições encontradas em túmulos e templos, podemos adiantar que era marcada por uma forte religiosidade de carácter cosmológico. Isto é, era composta para simbolizar e venerar a ordem cósmica garantida pelos deuses. Entre a IV e a V dinastia (entre 2639 a. C e 2347 a. C), as artes eram uma autêntica via mística para o conhecimento. O ritmo e os sons harmónicos não eram entendidos como uma simples diversão; estavam ligados ao acto religioso. A tal ponto era assim, que, no Antigo Império (entre a III e a IV dinastia, de 2707 a. C e 2216 a. C.) não existia a palavra “música”. O termo utilizado e que se pronuncia hst refere-se sobretudo ao canto e inseria-se por completo num contexto religioso e fúnebre.
Entre os instrumentos preferidos figuravam as harpas, as flautas (feitas com canas e cuja técnica de corte e secagem ainda hoje é utilizada), os pandeiros, os guizos, os tambores, os címbalos e os duplos clarinetes. Mas o instrumento por excelência era a voz humana.
Sabe-se, também, que existia o quirómano – especialista em música que, sentado em frente ao instrumentista, lhe dava indicações modais e rítmicas através de diferentes gestos que fazia com os dedos e as mãos.
No Egipto dos faraós, o canto e a música eram actividades de elevado nível e, por conseguinte, havia centros de ensino especializados. Era uma música feita por e para os deuses, como reflecte o Hino às Sete Hathor: “Apaziguamos a tua majestade diariamente/ de modo que o teu coração se alegre ao ouvir os nossos versos”.

Sabias que...

Tânger
Quando os portugueses desembarcaram em Ceuta para conquistar Tânger, os Mouros dos arredores ofereceram-se para lhes pagar tributos em ouro, prata, metais, gado e pão para que as suas casas e terras não fossem destruídas.