D. Pedro IV

D. Pedro IV

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sábado, outubro 25, 2008

Portugal/Japão - trocas interculturais


As actividades comerciais entre os dois povos eram, no Japão, designavam-se “Nan-ban Bo-eki”, porque, os Japoneses chamavam, tanto aos portugueses, como aos espanhóis “Nan-ban Jin” (bárbaros do sul).
Nesse comércio, os portugueses levavam espingardas, pólvora, seda crua da China para o Japão e traziam, para Portugal, prata, ouro e sabres.
Deste intercâmbio entre os dois países trouxe resultaram novos vocábulos para ambas as línguas.
Alguns exemplos de palavras japonesas que foram absorvidas pela língua portuguesa: #Biombo (byobu);
#Catana (katana);
#Caqui (Kaki);
#Japoneira (ou Camélia - Tsubaki), uma das mais bonitas árvores dos jardins portugueses;
#Criptomeria ou Cedro Japonês, outra espécie de árvore existente nos Açores, trazida do Japão para Portugal.
Alguns exemplos de palavras portuguesas que foram absorvidas pela língua japonesa:
pan (pão); shabon (sabão) tabako (tabaco), birodo (veludo), bidoro (vidro) botan (botão), orugan (órgão), Oranada (Holanda), kirisutan (cristão), kappa (capa), karuta (carta)…

Ainda mais sobre as Teppó ...


A introdução das armas de fogo, as teppó, no Japão, pelos Portugueses teve um importante impacto no plano militar. Surgiu a infantaria em substituição da cavalaria tradicional, quer na unificação quer na pacificação do império do sol nascente, e influenciou o estilo de construção dos castelos.Estas espingardas espalharam-se, rapidamente, como arma de ponta entre os senhores feudais do Japão.
A lenda de Fernão Mendes Pinto, contada na ilha de Tanegashim, refere que os Japoneses ficaram com um exemplar da teppó e, a partir dela, tentaram fazer réplicas através da tecnologia do ferro, bem conhecida pelos artesãos que já faziam facas e tesoura. Conta a lenda que os ferreiros não conseguiam descobrir o segredo do fabrico do gatilho, o que tornava a teppó sem a função de poder disparar. Na segunda viagem que Fernão Mendes Pinto fez, um dos ferreiros “ofereceu- lhe” a sua filha Wakasa como contrapartida do fornecimento do segredo da teppó. Na posse do segredo tecnológico do gatilho da teppó tinham agora possibilidade de a usar para aquilo para que foi fabricada, para disparar. Esta lenda foi trabalhada pelos Japoneses de forma encantatória e a sua representação gráfica e teatral pode ser vista no Teppó Museum (Museu da Espingarda). Ainda hoje, no último fim-de-semana do mês de Julho, se celebram, todos os anos na ilha de Tanegashima, o Teppó Matsuri (Festival da Espingarda, em Nishinoomote) e o Rocket Matsuri (Festival do Foguetão, em Minamitane).

Portugal/Japão - elos de ligação

Em 1543, Fernão Mendes Pinto e outros navegadores, empurrados por um temporal, chegaram a Tanegashima, (ilha da semente) uma pequena ilha do sul do Japão, sendo os primeiros europeus a estabelecer contacto com o Japão. Durante o século XVI, foi grande a influência portuguesa no país. Curiosos e desejosos de conhecer novas ciências, culturas e povos, deste contacto adquiriram, aprenderam e conheceram:
# Uma concepção correcta da configuração do planeta, dos seus continentes, povos e oceanos;
# Novos e diversos produtos e técnicas – metalúrgicas, de construção naval e meios de comunicação;
# As roupas e armaduras ocidentais que os deslumbraram;
# Novas línguas, como o português e o latim; novas palavras que enriqueceram o seu vocabulário;
# Novas noções estéticas e científicas e diferentes estilos artísticos, a pintura a óleo, a matemática, a geografia, a engenharia e a música;
# Um novo estilo urbanístico; em 1570, foi fundada a cidade de Nagasaki, com influência deste novo estilo: localizada numa baía rodeada de montanhas, desenhada em função do seu porto e nascida das necessidades do comércio marítimo português.
# Novos pratos foram introduzidos na culinária japonesa: o bolo “kasutera”, desenvolvido a partir do pão-de-ló português; o bolo japonês “konpeitoo” com origem no “confeito”. a “Tenpura”, (prato de peixe e legumes) que deriva de “(Quatro) Têmporas”, usado antes da Páscoa no período de jejum como o nosso “Tenpura", Keiran Somen (fios de ovos de galinha - fios de ovos,Aji no Namban zuke (carapaus alimados ou de escabeche),Chiken Namban (Frango Namban - um tipo de frango panado)
# Novas espécies animais e vegetais: figueira, pereira, pessegueiro, marmeleiro, oliveira, videira e o hábito de criação e consumo de animais domésticos, como por exemplo: a galinha, o pato e o coelho.
# A medicina ocidental, ensinada pelo missionário Luís de Almeida Em Oita (Funai) foi fundado o primeiro hospital e ali foi realizada a primeira operação cirúrgica. A Luís de Almeida se deve, também, a criação do primeiro orfanato e a introdução do leite animal na alimentação infantil.
# A tipografia. Em 1590, os missionários levaram para o Japão uma impressora com caracteres móveis - blocos de madeira ou metal onde estão esculpidas ou fundidas as letras. Foram depois produzidos caracteres japoneses que permitiram a impressão do primeiro dicionário de Japonês/Português (primeiro dicionário de japonês numa língua ocidental), das primeiras gramáticas de língua japonesa e trabalhos de carácter religioso. Em 1591 foi impresso o primeiro livro em japonês “A Doutrina Cristã”, em Amakusa (Kumamoto).
# Invenções revolucionárias como os óculos e a espingarda, as teppó, e com ela o uso da pólvora.
in http://www.embaixadadeportugal.jp/centro-cultural/curiosidades/pt/
in “A primeira espingarda introduzida no Japão”
Curiosidade recolhida pelo aluno António Carvalho, 6.º A

sexta-feira, outubro 24, 2008

Stonehenge era uma “Lourdes do neolítico”

O famoso círculo de pedras gigantes de Stonehenge, no sul de Inglaterra, volta a estar no centro das atenções e a ser fonte de novidades. Dois arqueólogos britânicos descobriram que este monumento tem menos 300 anos do que mostravam as últimas análises e terá sido um centro de cura para vários males.
O mais famoso e enigmático monumento megalítico da Europa voltou a ser fonte de novidades.
Dois arqueólogos britânicos, Tim Darvill e Geoff Wainwright, fizeram estudos de radiocarbono das pedras gigantes do Stonehenge e chegaram à conclusão de que foi erguido por volta de 2300 a.C., para ser um centro de cura, segundo a BBC.
O monumento, terá afinal menos 300 anos do que propunham as últimas análises.
Doentes e aleijados deslocavam-se ao Stonehenge em busca de cura, já que se descobriu nas imediações um grande número de túmulos com os restos mortais de pessoas que sofriam de doenças e deficiências físicas.

segunda-feira, outubro 20, 2008

A música no Antigo Egipto

É difícil imaginar como era a música que inundava os templos do Antigo Egipto. Era, radicalmente, diferente tanto na sua forma como no significado das que hoje escutamos. A partir dos hieróglifos e das inscrições encontradas em túmulos e templos, podemos adiantar que era marcada por uma forte religiosidade de carácter cosmológico. Isto é, era composta para simbolizar e venerar a ordem cósmica garantida pelos deuses. Entre a IV e a V dinastia (entre 2639 a. C e 2347 a. C), as artes eram uma autêntica via mística para o conhecimento. O ritmo e os sons harmónicos não eram entendidos como uma simples diversão; estavam ligados ao acto religioso. A tal ponto era assim, que, no Antigo Império (entre a III e a IV dinastia, de 2707 a. C e 2216 a. C.) não existia a palavra “música”. O termo utilizado e que se pronuncia hst refere-se sobretudo ao canto e inseria-se por completo num contexto religioso e fúnebre.
Entre os instrumentos preferidos figuravam as harpas, as flautas (feitas com canas e cuja técnica de corte e secagem ainda hoje é utilizada), os pandeiros, os guizos, os tambores, os címbalos e os duplos clarinetes. Mas o instrumento por excelência era a voz humana.
Sabe-se, também, que existia o quirómano – especialista em música que, sentado em frente ao instrumentista, lhe dava indicações modais e rítmicas através de diferentes gestos que fazia com os dedos e as mãos.
No Egipto dos faraós, o canto e a música eram actividades de elevado nível e, por conseguinte, havia centros de ensino especializados. Era uma música feita por e para os deuses, como reflecte o Hino às Sete Hathor: “Apaziguamos a tua majestade diariamente/ de modo que o teu coração se alegre ao ouvir os nossos versos”.

Sabias que...

Tânger
Quando os portugueses desembarcaram em Ceuta para conquistar Tânger, os Mouros dos arredores ofereceram-se para lhes pagar tributos em ouro, prata, metais, gado e pão para que as suas casas e terras não fossem destruídas.

Sabias que...


As primeiras crianças(rapaz e rapariga) nascidas na Ilha da Madeira foram baptizadas com os nomes bíblicos de Adão e Eva, filhas de Gonçalo Aires Ferreira.

Aconteceu em...


1924, a transmissão das primeiras imagens televisivas.John Logie Baird é visto como o pai da televisão mundial.Foi no Instituto Real de Londres,que apresentou o seu invento, ao transmitir imagens do seu próprio laboratório.
Em Fevereiro de 1924, transmitiu imagens estáticas através de um sistema mecânico de televisão analógica. Em 30 de outubro de 1925, transmitiu as primeiras imagens em movimento. Em 1927, fundou a Baird Television Development Company, que em 1928 fez a primeira transmissão transatlântica de televisão, entre Londres e Nova York e também o primeiro programa de televisão para a BBC. Em 1931, realizou a primeira transmissão ao vivo.
in http://www.geocities.com
Curiosidade recolhida por Marta Rigueiro, 6.º E

A História da Música


Para termos ideia do desenvolvimento da música nos primeiros grupos humanos,só é possível através do estudo de sítios arqueológicos. A arte rupestre dá-nos uma ideia desse desenvolvimento ao apresentar figuras que parecem cantar, dançar ou tocar instrumentos. Por outro lado, a descoberta de fragmentos do que paecem ser instrumentos musicais confirmam estas hipóteses.
Um dos primeiros testemunhos da arte musical foi encontrada na gruta de Trois Fréres, em Ariège na França. A pintura, que deve ter sido feita por volta do ano 10 000 a.C., mostra um tocador de flauta ou arco musical.
(Dança de Cogul. Imagem encontrada em Cogul, Espanha. Mostra a dança das mulheres em torno de um homem nu).
Curiosidade recolhida por Cláudia Guedes, 6.º E

A Invencível Armada


Corria o ano de 1588. Portugal e os seus domínios de além-mar já estavam incorporados em Espanha. Isto fez com que Espanha passasse a ter um imenso poder marítimo. Também Inglaterra buscava esse poder. Por isso, e também devido a diferenças religiosas, os dois países eram grandes rivais e pretendiam ver qual deles era mais poderoso nos mares. Espanha manda aparelhar uma enorme frota naval, incluindo nela alguns dos melhores navios portugueses, constituindo assim uma Armada Invencível.Um dos principais esquadrões de batalha era chamado de "Esquadra Portugal", tendo alguns dos melhores galeões de guerra do mundo. Grande parte dos
4 000 estrangeiros da Invencível Armada eram pilotos, marinheiros e soldados portugueses.
A armada partiu do Tejo, rumo a Inglaterra, a 28 de Maio de 1588. Tinham como objectivo destruir a frota inglesa que guardava o Canal da Mancha. Ao fim de quinze dias de viagem, depois de ter sido destroçada por uma tempestade, junto ao Cabo Finisterra (noroeste de Espanha), alcançam Inglaterra. Os Ingleses que os esperavam,comandados por Francis Drake, um famoso corsário, perseguiam-nos à distância. O Conselho de Guerra de Inglaterra preparara um plano de ataque:lançaram ânocras e ficaram quietinhos até chegar o momento de o pôr em acção. Abasteceram de combustível seis urcas velhas — os navios-fogo — e, cada uma com seu piloto, seguiram para junto da esquadra espanhola. Uma vez bem próximo do centro da esquadra deitaram fogo às urcas e os pilotos fugiram nos seus batéis.
O estratagema resultou: os navios espanhóis, em chamas, tentam fugir dali. Mas a armada inglesa, mais veloz, alcança-os. A maioria dos navios espanhóis afunda-se. Apenas menos de metade dos navios conseguiram escapar, contornando as costas da Escócia e Irlanda. Estes navios enfrentaram depois as tempestades de Setembro que contribuíram, ainda mais, para a decadência da frota. Foi assim vencida a Invencível Armada, derrota com grandes repercussões para Portugal.
in História de Portugal.Girassol Edições.
Curiosidade recolhida por David Cortiço, 6.º A

Tatuagens


Sabias que... há cerca de 3500 anos já se faziam tatuagens por vaidade ou para identificar as pessoas da mesma comunidade. Existem provas arqueológicas da existência de tatuagens feitas no Egipto entre 4000 a 2000 a.C. e, também, entre os nativos da Polinésia.
Os povos primitivos tatuavam-se para marcar fases importantes das suas vidas: nascimento, puberdade, casamento.
Nos primeiros tempos do Cristianismo, os cristãos reconheciam-se por tatuagens - peixes, cruzes, letras.
Na Era Contemporânea, a tatuagem foi, durante muitos anos, mal vista; era uma prática associada a marginais. Tornou-se uma prática corrente quando pessoas famosas as exibiram na televisão.
Em 1991, foi encontrado, congelado, o cadáver de um homem nos Alpes, com cerca de 5000 anos. Apresentava 57 pontos, que muitos cientistas dizem tratar-se de tatuagens. Alguns cientistas descartam esta hipótese e, atribuem esses pontos à primeira forma de acupunctura.
A palavra "tatoo", tatuagem em Inglês, teve a sua origem no idioma polinésio -tatau- que designava o som feito durante a realização da tatuagem, em que se utilizavam ossos finos e um martelinho para aplicar a tinta na pele.
Curiosidade recolhida por Ana Paula Costa, 6.º E

SABIAS QUE...

Nos finais do século XV e no início do século XVI, o português Bartolomeu Crescêncio inventou um dos mais antigos aparelhos que se conhece - abarquilha ou barca - para medir a velocidade de um barco. O aparelho é constituído por uma peça de madeira de secção triangular, o Batel, com um bordo arqueado cheio de chumbo para que fique na posição vertical dentro de água. Num tambor, chamado Carretel, está enrolado um cabo de massa que liga ao batel. Este aparelho apresenta uma graduação feita com marcas espaçadas no cabo de massa. A partir do batel deixa-se um comprimento de cabo igual ao comprimento da embarcação, colocando aí um trapo vermelho, a partir do qual se dá, de 14.46 em 14.46 metros, um ou mais nós de barca na linha.
Como se media a velocidade? Deitava-se o batel à água e o cabo de massa ia desenrolando do carretel. Ao atingir o trapo vermelho, o oficial que faz medição da velocidade, diz ao moço que segura a ampulheta «vira». Iniciava-se a contagem do tempo, durante 30 segundos. Mal a ampulheta acabava de correr, o moço grita «topo», . Contam-se o número de nós que saíram, correspondendo a esse número a velocidade em milhas náuticas por hora.
Para velocidades superiores a 6/7 nós usavam-se ampulhetas de 15 segundos e a velocidade calculava-se duplicando o número de nós saídos. Por isso, a unidade de velocidade na água chama-se NÓ.
in www.re-fazerahistoria.blogspot.com/ www.cienciaviva.pt
Curiosidade recolhida por António Serra, 6.º E

D. Manuel I


Sabias que... D. Manuel I foi o único rei a subir ao trono sem ser descendente ou irmão do seu antecessor, D. João II.
D. João II tomou D. Manuel a seu cuidado quando este tinha apenas 15 anos de idade, estimou-o como filho e doou-lhe todos os bens, fê-lo mercê da Covilhã e de Vila Viçosa e atribuiu-lhe as funções de governador do mestrado da Ordem de Cristo, de Condestável do Reino e de fronteiro-mor de Entre Tejo e Guadiana. D. Manuel teve como divisa a esfera dada por D. João II. Usou ainda o título de Duque de Beja e Senhor de Viseu.
D. Manuel estava em Alcácer do Sal com a sua irmã, a rainha D. Leonor, quando D. João II faleceu, a 25 de Outubro de 1495.
Os portadores do testamento que instituía D. Manuel como herdeiro do trono, chegaram a Alcácer a 26 de Outubro, uma 2.ª feira.
Na 3.ª feira, dia 27, D. Manuel foi aclamado e jurado Rei, pela Rainha, pelos prelados, senhores e fidalgos que lá se encontravam.
Mais tarde, a 30 de Outubro de 1500, foi em Alcácer que o novo rei, com dois anos de viuvez, se casou com a sua segunda esposa, D. Maria de Castela, aqui chegada nesse dia, acompanhada desde a fronteira portuguesa de Moura por um radioso cortejo da maior nobreza e mais alto clero de Portugal. Deste matrimónio nasceram 9 filhos, sendo o primogénito, D. João III, quem sucedeu a D. Manuel.
A 23 de Abril de 1516, D. Manuel concedeu o foral novo a Alcácer do Sal.

Armas de D. Manuel I. O escudo é idêntico ao de D. João II, mas o número de castelos da bordadura fixou-se em oito.
in http://carreiradaindia.net
Curiosidade recolhida por Carolina Grilo, 6.º A

D. Leonor de Teles


Sabias que... D. Leonor de Teles foi a mais perversa e afortunada amante dos reis de Portugal. Perversa porque foi capaz de tudo para conseguir os seus fins: incomodada com o prestígio do Infante D. João, filho de D. Pedro I e de D. Inês de Castro, casado com a sua irmã, D. Maria Teles prometeu-lhe o trono, pela mão de sua filha, a Infanta D. Beatriz, se matasse a sua mulher.
Ambicionando o trono, D. João satisfez o seu pedido: matou à punhalada a mulher, alegando o seu mau comportamento.
D. Leonor de Teles não cumpriu o que prometera; casou a filha, D. Beatriz, com D. João I, rei de Castela, e o infante assassino teve que fugir de Portugal.
Afortunada porque a sua ambição fez dela, ao casar com o Rei D. Fernando.O povo não gostava dela, pelo que se manifestou contra o seu casamento com o rei, mas D. Fernando reprimiu, violentamente, os protestos e, em segredo, casou no Mosteiro de Leça do Balio, em Maio de 1372.
Curiosidade recolhida por Daniela Gomes da Silva, 6.º B

SABIAS QUE...


D. Sebastião começou a reinar desde 11 de Junho de 1557, apenas com três anos e meio de idade, e foi logo aclamado rei. Não podendo subir ao trono, por ser menor de idade, foi D. Catarina, sua avó, que governou como regente durante 10 anos. O Cardeal D. Henrique sucedeu-lhe na governação como regente até 1568, ano em que D. Sebastião completou 14 anos de idade e foi declarado maior.
D.Sebastião ocupava o seu tempo em caçadas, exercícios religiosos e na leitura de livros de história, principalmente, da história portuguesa.
Dava-lhe prazer desafiar o perigo. Em dias de temporal, gostava de embarcar nas galés e navegar para fora da barra para, da popa dos navios, observar o mar enfurecido.
Dado a extravagâncias, tomava decisões e tinha atitudes que raiavam a loucura. Conta a História que, durante uma viagem que fez por Portugal, quando fugia da peste de Lisboa, mandou abrir os túmulos dos reis, seus antepassados, deslumbrando-se diante dos que tinham sido guerreiros e votando os pacíficos ao desprezo.
Ignorando os avisos e os conselhos da Corte, organizou uma expedição militar a Alcácer-Quibir, quando o rei Muley Hamed lhe pediu socorro a troco de recompensas, por o rei Muley Moluk , seu tio, o ter expulsado do trono.
Completamente alucinado, mandou pedir a Santa Cruz (Coimbra) a espada de D. Afonso Henriques. Transportando na bagagem uma coroa de ouro para colocar na cabeça quando se proclamasse imperador de Marrocos, partiu a 25 de Junho com uma armada de 800 velas e um exército de 18.000 homens, constituído por soldados de todas as origens.O corpo de voluntários da nobreza era indisciplinado, mas brilhante pela bravura daqueles que o integravam e usava roupas de luxo, impróprias para uma expedição militar.
Em África, as loucuras continuaram: D. Sebastião quis dirigir o exército. Para conquistar Larache, praça do litoral, desembarcou em Tânger a 17 de Julho de 1578, e seguiu por terra, passando por Arzila e Alcácer Quibir. Esta marcha, em Agosto, foi violenta para os nossos soldados, chegarem a Alcácer Quibir mortos de cansaço.
No campo de batalha, mostrou-se forte e, de espada em punho contra o inimigo, embrenhou-se na luta, não se apercebendo da dispersão do exército que comandava.
A pé,empunhando uma espada e todo coberto de sangue, D. António, prior do Crato, indicou-lhe uma clareira por entre os exércitos muçulmanos por onde podia fugir, mas D. Sebastião não lhe prestou atenção. Aconselhado a render-se, respondeu à afirmação "Só nos resta morrer" dizendo: "Morrer, sim, mas devagar". Tentando salvá-lo, um dos nobres pediu a um mouro que lhe tirasse a espada, mas D. Sebastião gritou: "Não, não! A liberdade real só se há de perder com a vida". Cavalgando, desapareceu no meio dos inimigos. Da sua sorte nunca mais se soube.
Ainda hoje, perto de Alcácer-Quibir, na aldeia de Suaken onde se travou esta batalha, também, conhecida, em Marrocos, pela Batalha dos Três Reis, se podem ver três obeliscos construídos em memória de D. Sebastião e dos outros dois reis. A derrota humilhante que o exército português sofreu em Al-Kasr Al-Kebir (Alcácer Quibir), trouxe graves consequências para Portugal. Com o resgate dos cerca de 100 sobreviventes as dificuldades financeiras cresceram.
Em 1582, D. Filipe I mandou sepultar no Mosteiro dos Jerónimos um corpo, que fez passar pelo do rei desaparecido, na esperança de acabar com o mito do sebastianismo, que mandou sepultar num túmulo da Igreja de Belém.
http://www.arqnet.pt/dicionario/sebastiao1rei.html
Curiosidade recolhida por Beatriz Reis, 6.º B

Notícias da Arqueologia

Estudo das moedas dará novas revelações
Nau da Namíbia
Balanço dos arqueólogos - Cooperação com Namíbia só agora começou e promete no futuro
Perante os vestígios encontrados até agora da nau do século XVI que naufragou na costa da Namíbia, os arqueólogos portugueses consideram tratar-se de um navio de grande tonelagem que seguia para a Índia, tendo embatido violentamente junto à foz do Rio Orange com a parte traseira onde se encontravam os camarotes dos passageiros mais importantes, dada a enorme quantidade de pratos de estanho achados.Esta história é contada pelo que já foi resgatado do areal africano, em Abril, quando se deu com o achado, e em Setembro e Outubro, na presença dos arqueólogos portugueses Francisco Alves e Miguel Aleluia que ontem, em conferência de imprensa explicaram todo o processo aos jornalistas. A datação do navio e outros pormenores que podem ser investigados em arquivo, só será possível "quando as moedas 'falarem' e nos derem mais informações", disse Francisco Alves, referindo que existem vários tipos de moeda, de ouro e prata, espanholas e portuguesas.Sustentam a convicção de que haverá mais destroços do naufrágio numa área de quilómetros em toda a aquela costa, já que o 'calcês' da nau (peça em madeira que servia para a subida dos panos do navio) foi descoberta a quatro quilómetros a Norte.Imensos objectos foram recuperados pela equipa que trabalhou com a ajuda de tecnologia de ponta da empresa que explora diamantes na costa, como aspiradores gigantes, um laser scan que fornece imagens com a precisão de milímetros, máquinas de perfurar, além de vários camiões que constantemente mantinham a barreira de vários metros de areia para que o mar não avançasse.O que encontraramAfinal, não foi apenas uma costela humana, como ontem noticiámos, o único vestígio dos ocupantes do navio da Carreira da Índia. Francisco Alves referiu que encontraram fragmentos de uma bacia humana e outros ossos, mas "a sua posse não está em cima da mesa", disse a secretária de estado da Cultura.Da nau recuperaram duas mil moedas de prata e ouro - nomeadamente a de D. Manuel que aponta o naufrágio posterior a 1525 -, 20 toneladas de lingotes de cobre e estanho, uma caixa de madeira com espadas, servidores de ferro dos canhões, peças de ferro de artilharia, dezenas de presas de elefantes, três astrolábios e outros instrumentos de navegação, um pente de madeira, um chinelo, polvorinhos feitos de chifre, lucernas, peças de candelabro, uma bainha de espada decorada, um punhal, um jogo de pesos e medidas, armas de fogo portáteis, e uma frigideira, entre outros objectos.
Diário de Notícias 18/10/08

quinta-feira, outubro 16, 2008

Sabias que...

Quando colonizaram a ilha da Madeira, os portugueses confrontaram-se com um problema muito complicado, a vegetação densa. Para que pudessem habitar a ilha, foi necessário lançar fogo ao mato,que demorou sete anos a extinguir-se por completo.

Esta curiosidade foi recolhida pela aluna Ana Cláudia Camarate do 8º C.

Sabias que...

Depois da catástrofe que foi o Terramoto de 1755, D.José I ganhou uma fobia a recintos fechados e viveu o resto da sua vida num luxuoso complexo de tendas no Alto da Ajuda, em Lisboa?

Os primeiros edifícios, a nível mundial, a serem construídos com protecção anti-sísmica foram os da Baixa Pombalina, edificados após o Terramoto de 1755?


Estas curiosidades foram recolhidas pelo Bruno Serras do 5º I.

quarta-feira, outubro 15, 2008

Aconteceu em...

Durante a regência de D. Pedro IV, por decreto de 18 de Outubro de 1830 da Junta Governativa da ilha Terceira, substituiu a bandeira, até então integralmente branca, pela bandeira azul-branca. O liberalismo, triunfante em 1834, faz dela a bandeira nacional, que se manteve sem alteração durante todo o período de Monarquia Constitucional até o 5 de Outubro de 1910. Guerra Junqueiro disse a respeito da bandeira: o branco "é candura, pureza perfeita, virtude sem mancha". O azul é "serenidade, bondade, graça ingénua, alegria cândida". O ouro "é glória, vitória, triunfo, êxtase e apoteose". São estas as cores da alma nacional. E assim como as cores devem traduzir o génio do povo, as armas e as "insignias" devem traduzir num "resumo instantâneo a história pátria".
E continua: "O Campo azul e branco permanece indelével. É o firmamento, o mar, o luar, o sonho dos nossos olhos, o êxtase eterno das nossas almas. Os castelos continuam em pé inabaláveis, de ouro de glória, num fundo de sangue ardente e generoso ... A cruz do calvário, as das cinco chagas essa não morre, é o abraço divino, o abraço imortal... A coroa do Rei, coroa de vergonhas, já o não envilece, o não vislumbra. No brasão dos sete castelos e das quinas erga-se de novo a esfera armilar da nossa glória... E ao símbolo augusto do nosso génio ardente e aventuroso, coroemo-lo enfim de cinco estrelas em diadema dos cinco astros de luz vermelha e verde [ ...] dessa manhã heróica da rotunda."

Sabias que...


O terramoto de 1 de Novembro de 1755 causa quase a destruição completa de Lisboa,e também causou danos no litoral.O sismo foi segundo de um tsunami que se acha ter atingido os 20m e ter feito 10 000 mortos.Este sismo foi um dos maiores sismos da história.Os geólogos estimam que o sismo de 1755 tenha atingido a magnitude 9 na escala de Richter.

Esta curiosidade foi feita pelo Bernardo Borges do 6ºM e colocada
pelos alunos Diogo 6ºN e Karina 6ºL