O Departamento de Ciências Sociais e Humanas e a Turma E do 9º Ano, organizaram uma sessão que foi dinamizada pelo Major-General Pedro Pezarat Correia e pela Professora Ilda Fèteira, no âmbito das Comemorações do 34.º Aniversário do 25 de Abril e que se realizou, na nossa escola, no dia 24 de Abril.
O Pedro Borges esteve muito bem na apresentação dos convidados.
O Manuel Menezes, um pouco ansioso, lembrou aos presentes na sala, alunos e professores, que o tio-avô teve um papel importante na “Revolução de Abril”.
O Major - General Pezarat Correia encantou o público...
A Professora Ilda Fèteira, ao declamar alguns poemas, emocionou todos... e lançou um desafio...
A Andreia Draque respondeu, lendo dois pequenos poemas, um elaborado por ela e outro pelo João Oliveira.
No final da sessão a Andreia Draque agradeceu a todos os que tornaram possível a realização do evento (alunos, professores, Comissão Executiva Instaladora) e presenteou os convidados com dois lindíssimos ramos de flores, com cravos e umas lembranças da nossa escola, que o João Serra lhe entregou.
Aqui ficam algumas imagens registadas pelas Adriana Fernandes e Rita Vanessa Alves.
quarta-feira, maio 07, 2008
segunda-feira, maio 05, 2008
Abril
Nas Comemorações do 34.º Aniversário do 25 de Abril, os alunos de 5º, 6º e 9º ano empenharam-se nos trabalhos que realizaram, no âmbito da iniciativa “ A Comemorar também se Aprende”.Eis algumas imagens dos excelentes trabalhos elaborados pelos alunos que estiveram expostos na sala de convívio e espaços envolventes.
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A comemorar também se aprende
Passatempo «Aconteceu em...»

Temos mais um vencedor do passatempo «Aconteceu em...» É o Ricardo Chin do 6ºN.A ele os nossos mais sinceros parabéns.
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Passatempo «Aconteceu em...»
domingo, abril 27, 2008
A feira mais antiga de Portugal
As feiras são uma das instituições mais curiosas do período medieval. A sua função consistia nas trocas comerciais realizadas entre produtores, consumidores e distribuidores, em locais e prazos determinados.
A mais antiga feira de que há conhecimento é a de Ponte de Lima (1125), que aparece mencionada no foral outorgado por D. Teresa a esta povoação, sendo por isso anterior à fundação da nossa nacionalidade. Todos os que a ela ocorressem, tanto nacionais, como estrangeiros, teriam segurança desde oito dias antes até oito dias depois da feira, na ida e na volta, contra qualquer responsabilidade civil ou criminal que pesasse sobre ele.
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Actividades Económicas,
Idade Média
Os Portugueses no Japão

Sabias que os portugueses foram os primeiros europeus a visitar o Japão no século XVI?
Lista de palavras japonesas de origem portuguesa
* `bateren’ (伴天連) - padre (pai)
* `botan’ - botão
* `jouro’ - jarro (possível)
* `juban’ (襦袢) - jibão (roupa interior - vocábulo antigo)
* `kantera’ - candeia (tocha) - (também pode ter vindo do holandês “kandelaar”)
* `kasutera’ - castela (um tipo de pão-de-ló, feito com ovos, açúcar refinado, açúcar mascavo, farinha e xarope de amido gelatinizado)
* `kirishitan’ - cristão
* `Oranda’ (オランダ) - Holanda
* `pan’ (麺麭) - pão
* `rasha’ - raxa (um tipo de tecido grosseiro de algodão)
* `rozario’ - rosário
* `sarasa’ - saraça
* `shabon’ - sabão
* `tabako’ (煙草) - tabaco
* `tempura’ (天ぷら) - temperar: o óleo de soja para fritura foi introduzido pelos portgueses
* `zabon’ - zamboa (uma fruta)
Há também palavras japonesas que ouves no teu dia a dia:
JUDO MANGA KIMONO BONSAI SUSHI ORIGAMI
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Expressões e Palavras,
Factos
sábado, abril 26, 2008
Quem comemoraria hoje o seu aniversário?
sexta-feira, abril 25, 2008
quinta-feira, abril 24, 2008
O primeiro selo postal
O primeiro selo foi o selo negro de um penny (one penny black), surgido na Inglaterra em 6 de Maio de 1840. A ideia foi de Sir Rowland Hill, membro do Parlamento do Reino Unido, para que fosse o remetente a pagar a tarifa, pois antes da criação do selo, o destinatário é que a pagava, criando um enorme número de devoluções.
Quanto aos selos comemorativos, os primeiros foram emitidos em 1900, em comemoração do 4º Centenário do Descobrimento do Brasil
terça-feira, abril 22, 2008
MEMORIAL ÀS VÍTIMAS DA INTOLERÂNCIA

Foi, hoje, inaugurado, no Largo de S. Domingos, o memorial às vítimas da intolerância. É composto por dois monumentos em pedra, um católico e outro judaico e por um mural evocativo do massacre judaico de Lisboa de 19, 20 e 21 de Abril de 1506 com a inscrição “Lisboa, cidade da tolerância” em 34 línguas.
O que evoca este memorial?
De 19 a 21 de Abril de 1506, na Semana Santa, ocorreu o “Massacre de Lisboa de 1506”, também, conhecido por “Matança da Páscoa de 1506” em que, cerca de dois mil lisboetas foram, barbaramente, assassinados, perseguidos, torturados e queimados em duas enormes fogueiras no Rossio e na Ribeira.
Segundo reza a história, estes actos tiveram início no Mosteiro de São Domingos, quando, durante a cerimónia de oração pelo fim da seca que assolava o País, alguém afirmou ter presenciado um milagre – no altar, o rosto do Cristo crucificado iluminou-se. Entre eles, um judeu, convertido à força, contrariou esta opinião e explicou que a luz que iluminava e vinha do crucifixo era, apenas, o reflexo de um raio de sol que entrava por uma fresta da janela. As pessoas, em fúria, levaram-no para a rua e espancaram-no até à morte, juntamente, com um irmão. Em seguida, levaram os seus corpos para o Rossio e queimaram-nos. A multidão dirigiu-se, depois, para a Judiaria, gritando “morte aos judeus” e “morram os hereges”.
Este massacre, incentivado pelos frades Dominicanos que prometiam a salvação a quem matasse os hereges, só chegou ao fim com a intervenção das tropas reais, por ter sido assassinado João Rodrigues Mascarenhas, um escudeiro do rei D. Manuel I.
D Manuel I acusou os envolvidos, confiscou-lhes os bens e condenou à morte os frades Dominicanos envolvidos.
domingo, abril 20, 2008
A PRIMEIRA GREVE
No artigo "Uma Campanha Alegre", Eça de Queirós relata a primeira greve do País. Aconteceu em 1871, em Oeiras,a greve dos tecelões da Fábrica de Lanifícios de Oeiras, que durou um mês e seis dias.
A fábrica situava-se junto à foz da ribeira da Laje, tinha uma área de 1442 m2 e apresentava três edifícios distintos: teares mecânicos, arrecadação de lãs e drogas e teraes manuais.
Em 1864 empregava 60 operários, número que, em 1881, ascendia a 594
A Fábrica de Lanifícios foi visitada por suas Majestades o Rei D. Carlos e a Rainha D. Amélia e deu notoriedade a Oeiras.
A fábrica situava-se junto à foz da ribeira da Laje, tinha uma área de 1442 m2 e apresentava três edifícios distintos: teares mecânicos, arrecadação de lãs e drogas e teraes manuais. Em 1864 empregava 60 operários, número que, em 1881, ascendia a 594
A Fábrica de Lanifícios foi visitada por suas Majestades o Rei D. Carlos e a Rainha D. Amélia e deu notoriedade a Oeiras.
AS LINHAS DE TORRES VEDRAS

As Linhas Defensivas da Península de Lisboa, mais conhecidas por Linhas de Torres Vedras, formam um conjunto extenso de 150 obras de engenharia. Incluem escarpados, trincheiras,fortificações equipadas com artilharia, postos de comunicação telegráfica e estradas militares.
A construção desta série de linhas defensivas, entre 1809 e 1810, fazia parte do plano estratégico definido pelo comandante das tropas luso-britânicas, Arthur Wellesley, para travar os exércitos napoleónicos conduzidos pelo general Massena durante a 3.ª invasão.
A linha mais avançada, com 46 Km de extensão, ligava Alhandra à foz do rio Sisandro, passando por Torres Vedras. A cerca de 13 Km para sul, era seguida por outra linha, com 39 Km de extensão, desde Alverca até ao mar, que passava por Mafra. A terceira linha de protecção, distava 40 Km a sul da 2.ª linha, tinha 3 Km de extensão e destinava-se a proteger o embarque das tropas britânicas, em caso de derrota, estava implantada desde Carcavelos a Oeiras e Paço de Arcos. Também na margem sul do Tejo se realizaram obras militares para a fortificação da costa, em Almada, e em Setúbal para a defesa do seu porto e para evitar uma aproximação pelo sul.
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Monumentos e Construções
AEROPORTO DA PORTELA
O aeroporto da Portela foi inaugurado a 15 de Outubro de 1942.
Até aqui, e desde 1919, Lisboa era servida por um pequeno aeroporto situado em Alverca - o Campo Internacional de Aterragem -, onde aterravam os voos internacionais da época excepto os voos transatlânticos.
Nesta altura, a travessia do Atlântico era feita por hidroaviões que amaravam em Lisboa, na margem do Tejo, fazendo-se o transbordo dos passageiros para aviões que os transportavam para a base terrestre no Campo de Aterragem, de onde seguiam para outros destinos.
A previsão de um aumento exponencial de turistas e de voos internacionais com destino a Lisboa, por ocasião da Grande Exposição do Mundo Português, em 1940, e, porque o campo de aterragem já não dava a resposta esperada, foi tomada a decisão de construção de um Novo Aeroporto Internacional.
As obras iniciaram-se em 1938 e, em apenas dois anos,construiu-se o aeroporto terrestre, baptizado de Aeroporto da Portela, e o aeroporto marítimo, baptizado de Aeroporto de Cabo Ruivo. Para ligar os dois aeroportos internacionais e permitir que funcionassem de forma articulada, construiu-se a Avenida Entre-os-Aeroportos, por onde circulavam os automóveis que faziam o transbordo dos passageiros dos voos transatlânticos.
O Aeroporto de Cabo Ruivo foi desactivado com o fim dos voos regulares de hidroavião nos finais da década de 50.
Quatro anos após a sua inauguração, em 1946, o General Humberto Delgado, Director do Secretariado de Aeronáutica Civil, numa carta dirigida ao Ministério da Guerra, refere que com o aumento diário do tráfego civil, o Aeroporto da Portela se tinha tornado "acanhado". E porque o considerava pequeno só para os aviões civis e dado o desagrado que algumas companhias aéreas estrangeiras demonstravaSolicitava que fosse decidido se os aviões militares de treino deveriam ou não continuar a estacionar ali.
Até aqui, e desde 1919, Lisboa era servida por um pequeno aeroporto situado em Alverca - o Campo Internacional de Aterragem -, onde aterravam os voos internacionais da época excepto os voos transatlânticos.
Nesta altura, a travessia do Atlântico era feita por hidroaviões que amaravam em Lisboa, na margem do Tejo, fazendo-se o transbordo dos passageiros para aviões que os transportavam para a base terrestre no Campo de Aterragem, de onde seguiam para outros destinos.

A previsão de um aumento exponencial de turistas e de voos internacionais com destino a Lisboa, por ocasião da Grande Exposição do Mundo Português, em 1940, e, porque o campo de aterragem já não dava a resposta esperada, foi tomada a decisão de construção de um Novo Aeroporto Internacional.
As obras iniciaram-se em 1938 e, em apenas dois anos,construiu-se o aeroporto terrestre, baptizado de Aeroporto da Portela, e o aeroporto marítimo, baptizado de Aeroporto de Cabo Ruivo. Para ligar os dois aeroportos internacionais e permitir que funcionassem de forma articulada, construiu-se a Avenida Entre-os-Aeroportos, por onde circulavam os automóveis que faziam o transbordo dos passageiros dos voos transatlânticos.
O Aeroporto de Cabo Ruivo foi desactivado com o fim dos voos regulares de hidroavião nos finais da década de 50.Quatro anos após a sua inauguração, em 1946, o General Humberto Delgado, Director do Secretariado de Aeronáutica Civil, numa carta dirigida ao Ministério da Guerra, refere que com o aumento diário do tráfego civil, o Aeroporto da Portela se tinha tornado "acanhado". E porque o considerava pequeno só para os aviões civis e dado o desagrado que algumas companhias aéreas estrangeiras demonstravaSolicitava que fosse decidido se os aviões militares de treino deveriam ou não continuar a estacionar ali.
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Monumentos e Construções
sexta-feira, abril 18, 2008
quinta-feira, abril 17, 2008
E Depois do Adeus - Paulo de Carvalho
Quis saber quem sou
O que faço aqui
Quem me abandonou
De quem me esqueci
Perguntei por mim
Quis saber de nós
Mas o mar
Não me traz
Tua voz.
Em silêncio, amor
Em tristeza e fim
Eu te sinto, em flor
Eu te sofro, em mim
Eu te lembro, assim
Partir é morrer
Como amar
É ganhar
E perder
Tu vieste em flor
Eu te desfolhei
Tu te deste em amor
Eu nada te dei
Em teu corpo, amor
Eu adormeci
Morri nele
E ao morrer
Renasci
E depois do amor
E depois de nós
O dizer adeus
O ficarmos sós
Teu lugar a mais
Tua ausência em mim
Tua pazQue perdi
Minha dor que aprendi
De novo vieste em flor
Te desfolhei...
E depois do amor
E depois de nós
O adeus
O ficarmos sós
Nota: Esta canção serviu de senha de início da revolução de 25 de Abril de 1974
Música: José Calvário
Letra: José Nisa
O que faço aqui
Quem me abandonou
De quem me esqueci
Perguntei por mim
Quis saber de nós

Mas o mar
Não me traz
Tua voz.
Em silêncio, amor
Em tristeza e fim
Eu te sinto, em flor
Eu te sofro, em mim
Eu te lembro, assim
Partir é morrer
Como amar
É ganhar
E perder
Tu vieste em flor
Eu te desfolhei
Tu te deste em amor
Eu nada te dei
Em teu corpo, amor
Eu adormeci
Morri nele
E ao morrer
Renasci
E depois do amor
E depois de nós
O dizer adeus
O ficarmos sós
Teu lugar a mais
Tua ausência em mim
Tua pazQue perdi
Minha dor que aprendi
De novo vieste em flor
Te desfolhei...
E depois do amor
E depois de nós
O adeus
O ficarmos sós
Nota: Esta canção serviu de senha de início da revolução de 25 de Abril de 1974
Música: José Calvário
Letra: José Nisa
Ar de ABRIL
E continuando com o ar da LIBERDADE que Abril nos trouxe, o Departamento de Ciências Sociais Humanas não poderia deixar de recordar o 34º aniversário do 25 de Abril de 74. Assim, para assinalar esse momento histórico, estará presente na Escola, a convite dos alunos do 9º ano, turma E, o major-general Pedro Pezarat Correia, para um encontro com todos os alunos finalistas. Participará também nesta sessão a Professora Ilda Féteira, que nos recordará os poetas de Abril com a declamação de alguns poemas. Na sala de Convívio e espaço envolvente, decorrerá uma exposição temática de trabalhos realizados pelos alunos e de cartazes concedidos pela Associação 25 de Abril, entre os dias 22 e 28 de Abril.
Os alunos de 6ºAno participarão, em colaboração com o BE/CRE, no encontro com a Drª Iva Delgado. A sensibilização e preparação para esta actividade está a decorrer nas aulas de História e Geografia de Portugal, através da visualização de um CD disponibilizado pelo BE/CRE. Alguns alunos realizarão, ainda trabalhos de pesquisa sobre a vida de Humberto Delgado.
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A comemorar também se aprende
Figura do Mês
A vencedora do passatempo " Figura do Mês", do mês de Março, foi a aluna Raquel Monginho do 5ºC.
Aproveitamos para lembrar aos nossos alunos que no Dia do Patrono se procederá à entrega dos prémios deste e de outros passatempos dinamizados paelo Departamento de Ciências Sociais e Humanas.
domingo, abril 13, 2008
PIRATARIA NO AR
Às 9H15 do dia 10 de Novembro de 1961, (sexta-feira),véspera de eleições gerais em Portugal, o Super-Constellation da TAP, Mouzinho de Albuquerque, pilotado pelo comandante José Marcelino e pelo co-piloto Raul Teles Grilo, levanta à hora marcada do Aeroporto de Casablanca, em Marrocos. Meia hora depois de terem levantado, o mecânico de aviões, Hermínio da Palma Inácio, invadiu a cabine de pilotagem e apontou um revólver à cabeça do comandante, dizendo que se tratava de uma acção revolucionária e não queria fazer mal a ninguém. Exigiu seguir na rota para Lisboa, simular a aterragem na Portela e voltar para trás, em voo rasante sobre a capital, Barreiro, Setúbal, Beja e Faro, para lançarem 100 mil panfletos em que apelam à revolta popular contra a ditadura. Regressariam depois a Tânger onde Palma Inácio e os companheiros esperavam asilo político.

Perante a resposta do comandante de que não tinham combustível suficiente para regressar a Tânger, Palma Inácio exigiu os registos de voo do Super-Constellation e verificou que os depósitos estavam cheios. Explicou, de seguida, que para o lançamento dos panfletos deveriam voar o mais baixo possível, despressurizar as cabines e abrir as janelas de emergência.
Já perto de Lisboa, o comandante contactou a torre de controlo, e recebeu autorização para aterrar na pista 05. Fez a aproximação, mas, no último momento, acelerou os quatro motores a hélice: o avião fez-se à pista, mas voltou a subir e afastou-se do aeroporto.
O comandante entrou de novo em contacto com a torre de controlo, informando que fora obrigado a fazer um voo rasante sobre Lisboa e outras cidades do sul.
A comunicação foi interrompida pela voz do general da Força Aérea, Costa Macedo, que pilotava um monomotor, e que, percebendo o que estava a acontecer, deu o alerta. Alguns minutos depois, dois caças F-84 levantaramm voo da Base de Monte Real, com ordens para abaterem o avião da TAP se não conseguissem obrigá-lo a aterrar em solo português.
Iniciou-se então uma perigosa corrida. O Super-Constellation teria de voar baixo, a apenas cerca de 100 metros de altura, para fugir aos radares e despistar os caças.
Os seis revolucionários levavam consigo 100 mil panfletos. O avião passou a rasar a estátua do Marquês de Pombal, sobrevoou a Baixa, guinou sob Alcântara. Sobre Lisboa, o Barreiro, Setúbal, Beja e Faro caiu uma chuva de papéis atirados pelas janelas do avião.
Porém, ao sobrevoar a baixa altitude o mar do Algarve, os pilotos avistaram dois navios de guerra. Só havia uma maneira de fugir à artilharia: mergulhar até meia dúzia de metros da linha água e passar por entre os dois navios.Foi isso mesmo que fez o comandante José Marcelino.
Às 12H50 desse mesmo dia, o Super-Constellation aterrou no Aeroporto de Tânger, em Marrocos. Todos brindaram ao êxito da operação com o champanhe que havia a bordo.
A aventura tinha corrido bem. Os outros cinco revolucionários nem sequer foram obrigados a levantar a voz e a mostrar as armas e o comissário de bordo Orloff Esteves e as duas assistentes, Maria del Pilar e Luísa Infante, ajudaram a lançar os panfletos. Dos 13 passageiros que seguiam a bordo, - americanos, espanhóis, belgas e dois portugueses – apenas alguns se aperceberam que o avião fora tomado de assalto: só o ficaram a saber depois da aterragem em Tânger.
A operação mereceu honras da Imprensa internacional – era o que os revolucionários pretendiam. Salazar espumou de raiva.

Perante a resposta do comandante de que não tinham combustível suficiente para regressar a Tânger, Palma Inácio exigiu os registos de voo do Super-Constellation e verificou que os depósitos estavam cheios. Explicou, de seguida, que para o lançamento dos panfletos deveriam voar o mais baixo possível, despressurizar as cabines e abrir as janelas de emergência.
Já perto de Lisboa, o comandante contactou a torre de controlo, e recebeu autorização para aterrar na pista 05. Fez a aproximação, mas, no último momento, acelerou os quatro motores a hélice: o avião fez-se à pista, mas voltou a subir e afastou-se do aeroporto.
O comandante entrou de novo em contacto com a torre de controlo, informando que fora obrigado a fazer um voo rasante sobre Lisboa e outras cidades do sul.
A comunicação foi interrompida pela voz do general da Força Aérea, Costa Macedo, que pilotava um monomotor, e que, percebendo o que estava a acontecer, deu o alerta. Alguns minutos depois, dois caças F-84 levantaramm voo da Base de Monte Real, com ordens para abaterem o avião da TAP se não conseguissem obrigá-lo a aterrar em solo português.
Iniciou-se então uma perigosa corrida. O Super-Constellation teria de voar baixo, a apenas cerca de 100 metros de altura, para fugir aos radares e despistar os caças.
Os seis revolucionários levavam consigo 100 mil panfletos. O avião passou a rasar a estátua do Marquês de Pombal, sobrevoou a Baixa, guinou sob Alcântara. Sobre Lisboa, o Barreiro, Setúbal, Beja e Faro caiu uma chuva de papéis atirados pelas janelas do avião.
Porém, ao sobrevoar a baixa altitude o mar do Algarve, os pilotos avistaram dois navios de guerra. Só havia uma maneira de fugir à artilharia: mergulhar até meia dúzia de metros da linha água e passar por entre os dois navios.Foi isso mesmo que fez o comandante José Marcelino.
Às 12H50 desse mesmo dia, o Super-Constellation aterrou no Aeroporto de Tânger, em Marrocos. Todos brindaram ao êxito da operação com o champanhe que havia a bordo.
A aventura tinha corrido bem. Os outros cinco revolucionários nem sequer foram obrigados a levantar a voz e a mostrar as armas e o comissário de bordo Orloff Esteves e as duas assistentes, Maria del Pilar e Luísa Infante, ajudaram a lançar os panfletos. Dos 13 passageiros que seguiam a bordo, - americanos, espanhóis, belgas e dois portugueses – apenas alguns se aperceberam que o avião fora tomado de assalto: só o ficaram a saber depois da aterragem em Tânger.
A operação mereceu honras da Imprensa internacional – era o que os revolucionários pretendiam. Salazar espumou de raiva.
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