Celebra-se hoje, dia 7 de Fevereiro, o culto das Cinco Chagas do Senhor, isto é, as feridas que Cristo recebeu na cruz e manifestou aos Apóstolos depois da ressurreição.
Este foi sempre uma devoção muito viva entre os portugueses, desde os começos da nacionalidade. Disso testemunham a literatura religiosa e a onomástica referente a pessoas e instituições. Até Camões canta esta devoção tão Portuguesa, que, tradicionalmente, relaciona as armas da bandeira nacional com as Chagas de Cristo:
«Vede-o no vosso escudo, que presente / Vos amostra a vitória já passada, /Na qual vos deu por armas e deixou / As que Ele para si na Cruz tomou.» (Lusíadas, 1, 7).
Esta é uma festa litúrgica portuguesa e do mundo português que nos foi concedida pelos Romanos Pontífices, a partir de Bento XIV.
quinta-feira, fevereiro 07, 2008
domingo, fevereiro 03, 2008
Infante D. Afonso Duque do Porto.

D. Afonso era o segundo filho do rei D. Luis I e da rainha D. Maria Pia se Sabóia, princesa da Sardenha, e irmão mais novo do rei D. Carlos I.Reza a crónica anedótica que era conhecido como «O Arreda». Amante de carros e de velocidade, corria pelas ruas da cidade no seu automóvel aos gritos «Arreda, Arreda!» para que as pessoas saíssem da frente, o que lhe valeu o cognome. Foi responsável pela organização das primeiras corridas de carros em Portugal.
http://pt.wikipedia.org/
sábado, fevereiro 02, 2008
Carnaval - Origem Etimológica (origem da palavra )
O Carnaval é, por excelência, o período espectacularmente mais festivo do ano. Nesta época, que antecede os 40 dias que compõem a Quaresma, tudo (ou quase tudo) é permitido. As pessoas saem à rua envergando máscaras que ocultam a sua identidade, vestindo trajes que escondem a sua personalidade e tomando atitudes muito diferentes das que são, geralmente, socialmente aceites.
O Carnaval, como o conhecemos hoje, tem a duração de três dias que vão do Domingo Gordo à Terça-feira Gorda. A quarta-feira seguinte, conhecida por Quarta-feira de Cinzas ou Entrudo (do latim, introitus, que significa entrada), simboliza a entrada no período da Quaresma, que antecede a Páscoa.

Sobre a origem da palavra, não há unanimidade entre os estudiosos. Há quem defenda que a palavra Carnaval deriva de carne vale (adeus carne!) ou de carne levamen (supressão da carne). Esta interpretação da origem etimológica da palavra leva-nos, indubitavelmente, para o início do período da Quaresma, uma pausa de 40 dias nos excessos cometidos durante o ano, excessos esses que incluem, segundo a religião católica, a alimentação. Assim, a Quaresma era, na sua origem, não apenas um período de reflexão espiritual como também uma época de privação de certos alimentos como a carne.
Outra interpretação para a etimologia da palavra é a de que esta derive de currus navalis, expressão anterior ao Cristianismo e que significa carro naval. Esta interpretação baseia-se nas diversões próprias do começo da Primavera, com cortejos marítimos ou carros alegóricos em forma de barco, tanto na Grécia como em Roma e, posteriormente, entre os Teutões.
De qualquer forma, seja qual for a origem da palavra Carnaval, a verdade é que o seu conceito se fundiu completamente na sociedade. Brincar ao Carnaval é já uma tradição que poucos dispensam!
http://www.educare.pt
O Carnaval, como o conhecemos hoje, tem a duração de três dias que vão do Domingo Gordo à Terça-feira Gorda. A quarta-feira seguinte, conhecida por Quarta-feira de Cinzas ou Entrudo (do latim, introitus, que significa entrada), simboliza a entrada no período da Quaresma, que antecede a Páscoa.

Sobre a origem da palavra, não há unanimidade entre os estudiosos. Há quem defenda que a palavra Carnaval deriva de carne vale (adeus carne!) ou de carne levamen (supressão da carne). Esta interpretação da origem etimológica da palavra leva-nos, indubitavelmente, para o início do período da Quaresma, uma pausa de 40 dias nos excessos cometidos durante o ano, excessos esses que incluem, segundo a religião católica, a alimentação. Assim, a Quaresma era, na sua origem, não apenas um período de reflexão espiritual como também uma época de privação de certos alimentos como a carne.
Outra interpretação para a etimologia da palavra é a de que esta derive de currus navalis, expressão anterior ao Cristianismo e que significa carro naval. Esta interpretação baseia-se nas diversões próprias do começo da Primavera, com cortejos marítimos ou carros alegóricos em forma de barco, tanto na Grécia como em Roma e, posteriormente, entre os Teutões.
De qualquer forma, seja qual for a origem da palavra Carnaval, a verdade é que o seu conceito se fundiu completamente na sociedade. Brincar ao Carnaval é já uma tradição que poucos dispensam!
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terça-feira, janeiro 29, 2008
Espionagem - solução (post de 21 de Janeiro)
O pássaro está no Planisfério de Cantino, levado secretamente de Portugal para Itália em 1502.
Este mapa, de autor português desconhecido, terá sido encomendado clandestinamente por Alberto Cantino, espião do Duque de Ferrara, Ercole d’Este.
Nele aparece representado pela primeira vez o continente americano, sendo de salientar o litoral brasileiro, a Terra Nova e a linha de Tordesilhas.
Perdido durante bastante tempo, o mapa viria a ser recuperado em 1859 por Giuseppe Boni, director da Biblioteca Estense, em Modena, na Itália, que o encontrou numa salsicharia da cidade.
A ver:
Este mapa, de autor português desconhecido, terá sido encomendado clandestinamente por Alberto Cantino, espião do Duque de Ferrara, Ercole d’Este.
Nele aparece representado pela primeira vez o continente americano, sendo de salientar o litoral brasileiro, a Terra Nova e a linha de Tordesilhas.
Perdido durante bastante tempo, o mapa viria a ser recuperado em 1859 por Giuseppe Boni, director da Biblioteca Estense, em Modena, na Itália, que o encontrou numa salsicharia da cidade.
A ver:

segunda-feira, janeiro 28, 2008
Imagem da Semana «O regicídio »

Esta é a Ilustração de Carlos Alberto, representando o assassinato do rei D. Carlos e do príncipe real D. Luís Filipe, por dois membros da Carbonária, organização revolucionária republicana.
«Em 31 de Janeiro de 1891, no Porto, rebenta o primeiro movimento revolucionário de carácter republicano, que as forças monárquicas conseguem asfixiar. A 1 de Fevereiro de 1908, escreve-se uma página negra na nossa História: D. Carlos e D. Luís Filipe são barbaramente assassinados, no Terreiro do Paço, quando regressavam de Vila Viçosa.»
http://www.arqnet.pt/portal/imagemsemanal/fevereiro0201.html
terça-feira, janeiro 22, 2008
Lord Byron

Lord Byron (1788 - 1824 )
É chegada a ocasião de descansar!
Um dos maiores poetas de língua inglesa. Começou cedo a escrever e deixou obras de referência do período romântico. Muito viajado, esteve em Portugal, tendo ficado maravilhado com o ambiente de neblina e mistério de Sintra. Teve vida aventurosa e abraçou com entusiasmo causas humanitárias. Partiu para a Grécia e lutou ao lado dos gregos contra o opressor, que era então a Turquia. A Grécia actual é país independente apenas desde 1829. Byron, ferido, acabou por contrair uma febre que o levou à morte, aos 36 anos. Morreu na praia, dizendo para um amigo que o acompanhava: É chegada a ocasião de descansar!
É chegada a ocasião de descansar!
Um dos maiores poetas de língua inglesa. Começou cedo a escrever e deixou obras de referência do período romântico. Muito viajado, esteve em Portugal, tendo ficado maravilhado com o ambiente de neblina e mistério de Sintra. Teve vida aventurosa e abraçou com entusiasmo causas humanitárias. Partiu para a Grécia e lutou ao lado dos gregos contra o opressor, que era então a Turquia. A Grécia actual é país independente apenas desde 1829. Byron, ferido, acabou por contrair uma febre que o levou à morte, aos 36 anos. Morreu na praia, dizendo para um amigo que o acompanhava: É chegada a ocasião de descansar!
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Personagens
A História Aconteceu...
Certamente estiveste atento à página do jornal Despertar.
Conforme prometemos, vamos satisfazer a tua curiosidade e divulgar as soluções do crucigrama nº2.
1- Nobreza; 2- Ameixial;
3- Vasconcelos; 4- Mântua;
5- JoãoIV; 6- Gusmão;
7- Barcelona; 8- Holandeses;
9- Bragança; 10-Fortalezas;
11- Castelo Melhor.
Este crucigrama foi elaborado pelo professor Manuel Gouveia.
Conforme prometemos, vamos satisfazer a tua curiosidade e divulgar as soluções do crucigrama nº2.
1- Nobreza; 2- Ameixial;
3- Vasconcelos; 4- Mântua;
5- JoãoIV; 6- Gusmão;
7- Barcelona; 8- Holandeses;
9- Bragança; 10-Fortalezas;
11- Castelo Melhor.
Este crucigrama foi elaborado pelo professor Manuel Gouveia.
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Expressões e Palavras
A Comemorar Também se Aprende

Com o objectivo de assinalar os momentos mais marcantes da História de Portugal, vamos, no âmbito desta actividade, relembrar a data da abolição da escravatura em Portugal. Convidamos-te a descobrir a importância deste facto e o seu reflexo na sociedade portuguesa. O teu professor de História e Geografia de Portugal dar-te-á as informações necessárias sobre os trabalhos a realizar.
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A comemorar também se aprende
Concurso “ Contador de Histórias”

Mais uma vez é tempo de contar histórias da História. De acordo com o plano anual de actividades, está a decorrer o concurso "Contador de Histórias". Informa-te junto do teu professor de História e Geografia de Portugal. Revela as tuas competências artísticas e participa! Contamos contigo.
Eis algumas informações sobre o concurso.
Finalidade
Este concurso tem a finalidade de promover nos alunos o desenvolvimento de competências de comunicação verbal oral e do gosto pela narrativa de episódios da História que, pelas suas características, possam servir de emulação aos que os contam e aos que os ouvem contar. O “ contador” deverá tentar recriar a figura de alguém que encanta o público com as suas palavras e os seus gestos.
Destinatários
Alunos do 2º ciclo.
Critérios de avaliação/selecção
Serão utilizados, como critérios de avaliação, o rigor/enquadramento histórico do episódio narrado, a clareza, segurança e postura corporal, bem como, a facilidade de comunicação e o grau de envolvimento do público.
Momentos
Terão lugar três momentos para realização deste concurso:
1º- selecção por turma: mês de Janeiro
2º- semi-final: 14 de Fevereiro, às 12 horas (alunos do turno da tarde).
Júri – Profs. Paula Ribeiro, Maria Ramos Xavier e Rosa Duarte.
Dois alunos (a indicar posteriormente).
14 de Fevereiro, às 14 horas (alunos do turno da manhã).
Júri: José António Alves, Maria Cecília Nisa e Vasco Machado.
3º final: 6 de Março às 12.30 horas
Júri: Profs. Maria Cecília Nisa, Maria de Fátima Melo e Maria Odete Almeida.
Publicitação dos resultados
Os resultados da decisão do júri serão publicitados sob a forma de mensagem no cartão individual SIGE e na Internet, Blog “Curiosidades da História”, biblioteca e entrada dos pavilhões, de modo a que a sua divulgação motive futuros interessados e constitua motivo de orgulho para os alunos “ contadores” seleccionados.
Momento de atribuição dos prémios
Os prémios serão atribuídos por ocasião da celebração do dia do Patrono.
segunda-feira, janeiro 21, 2008
Espionagem...
Mede 2,20 × 1,05 metros; foi levado de Lisboa para Itália no início do século XVI, comprado aqui (em Lisboa, secretamente) por um espião cujos nomes começam pelas inicias AC., este é um dos documentos mais famosos da história moderna de Portugal.
Além do que contém de informações sobre a época, este documento ficou também famoso pela sua própria história; perdido sem se saber bem quando, viria a ser reencontrado e redescoberto numa salsicharia em Modena, Itália. Corria o ano de 1859!
Que documento é este??
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Este pássaro aparece nele...
quinta-feira, janeiro 17, 2008
O chá
Sem dúvida que o primeiro chá bebido na corte inglesa por D. Catarina de Bragança lhe terá sido enviado de Lisboa vindo da China via Macau, primeiro entreposto comercial entre o Ocidente e o Oriente (desde 1557).
A rainha Catarina terá ensinado a preparar o chá e a bebê-lo acompanhado de bolos. E passou a ser preparado em bules de porcelana. Pensa-se que a princesa portuguesa, ou alguma dama da sua comitiva, terá levado para a corte inglesa a receita do doce de laranja, preparado na zona de Vila Viçosa, onde este fruto abunda. A verdade é que o termo «marmalade» é a palavra portuguesa «marmelada», que é confeccionada com marmelo, fruto que não era conhecido em Inglaterra. A «marmalade» inglesa é doce de laranja. A «marmelada» portuguesa entrou em Inglaterra em 1495 .
Pelo facto de D. Catarina de Bragança estar para sempre ligada à introdução do chá nas ilhas Britânicas, aproveitamos para falar da origem do chá.
Como é sabido o chá e originário do Tibete (China).
Desde o seculo XIII e IX que era já tomado, não só como bebida reconfortante nos dias frios dessa região quase sempre gelada, mas também como bebida medicinal calmante ou estimulante consoante o tempo de infusao das folhas. Entrou no Japao no seculo VIII ou IX, através de monges budistas e passou a sua preparação a um rito religioso numa cerimónia onde cada gesto tem um significado.
terça-feira, janeiro 15, 2008
JANEIRO ou IANUARIUS
Ianuarius remete para o deus romano dos começos, Jano.
Janeiro é o primeiro mês do ano nos calendários juliano e gregorianao. O nome provém do latim “Ianuarius”. É uma homenagem a Jano, deus da mitologia romana associado ao que começa, às portas e entradas. Jano era representado por uma figura com duas faces, que olhava em direcções opostas. Os romanos imaginavam-no a olhar para trás, no sentido do ano que passava, e para a frente, para o que começava e, no dia 31 de Dezembro, tinham por hábito oferecer moedas com a figura do deus impressa em um dos lados.
In Correio da Manhã, 6 de Janeiro de 2008
Janeiro é o primeiro mês do ano nos calendários juliano e gregorianao. O nome provém do latim “Ianuarius”. É uma homenagem a Jano, deus da mitologia romana associado ao que começa, às portas e entradas. Jano era representado por uma figura com duas faces, que olhava em direcções opostas. Os romanos imaginavam-no a olhar para trás, no sentido do ano que passava, e para a frente, para o que começava e, no dia 31 de Dezembro, tinham por hábito oferecer moedas com a figura do deus impressa em um dos lados.
In Correio da Manhã, 6 de Janeiro de 2008
Vai pró maneta

Na realidade esta expressão reporta-se às invasões francesas.
Um dos ajudantes do General Junot chamava-se Loison e não tinha um braço. Era conhecido pela sua crueldade e pelas suas estratégias sangrentas de invasão.
Quando chegava a uma qualquer população mandava, de imediato, matar todos os velhos, mulheres e crianças.
Ficou, de tal modo conhecida a sua crueldade que criou raizes, entre as populações, a expressão "ir para o maneta", como sinónimo de morte.
E assim se perpetuou no tempo a expressão!
Um dos ajudantes do General Junot chamava-se Loison e não tinha um braço. Era conhecido pela sua crueldade e pelas suas estratégias sangrentas de invasão.
Quando chegava a uma qualquer população mandava, de imediato, matar todos os velhos, mulheres e crianças.
Ficou, de tal modo conhecida a sua crueldade que criou raizes, entre as populações, a expressão "ir para o maneta", como sinónimo de morte.
E assim se perpetuou no tempo a expressão!
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Expressões e Palavras
domingo, janeiro 13, 2008
SAQUE DAS RIQUEZAS E DESTRUIÇÃO DE PATRIMÓNIO

Todos sabemos que as invasões francesas deixaram Portugal devastado e empobrecido.
Nunca foi feito um inventário rigoroso do que os Franceses terão levado, nomeadamente com a Convenção de Sintra, que os autorizou a partir com armas e bagagens, após o fim da primeira invasão. A Bíblia de Belém, obra em oito volumes iluminados do século XV, que pertencera a D. Manuel I, foi levada, à força, por Junot e só regressou a Portugal depois da sua morte, por pressão do governo português. Luís XVIII de França comprou-a à viúva de Junot e devolveu-a a Portugal.
Também a ida da Corte para o Brasil implicou a perda de muitas preciosidades, nomeadamente, a Biblioteca Real da Ajuda, que nunca mais regressou,tendo dado origem à Biblioteca do Rio de Janeiro.
E assim se engrandecem os espólios de outros países.
"Ficar a ver navios"

FICAR A VER NAVIOS (do Alto de Santa Catarina)
A expressão, de uso corrente para significar frustração de expectativas, ficou associada à chegada tardia de Junot a Lisboa, em Novembro de 1807. Diz a lenda que, do alto do miradouro de Santa Catarina, o general francês ficou a ver, impotente, a esquadra que transportava a Corte sulcando o Tejo.
sexta-feira, janeiro 11, 2008
11 de Janeiro de 1890...
O chamado Mapa cor-de-rosa seria o documento representativo da pretensão de Portugal de soberania sobre os territórios situados entre Angola e Moçambique, nos quais hoje se situam a Zâmbia, o Zimbabwe e o Malawi.
A disputa com a Grã-Bretanha sobre estes territórios levou ao ultimato britânico de 1890, a que Portugal cedeu, causando sérios danos à imagem do governo monárquico português.
O resultado foi o ultimato britânico de 11 de Janeiro de 1890 sendo exigido a Portugal a retirada de toda a zona disputada sob pena de serem cortadas as relações diplomáticas.Bibliografia:http://pt.wikipedia.org/wiki/Mapa_cor-de-rosa
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A comemorar também se aprende
quinta-feira, janeiro 10, 2008
A LEGIÃO DE HONRA

Napoleão Bonaparte quis recompensar com um lugar de destaque os que mais e melhores serviços prestavam à França. Para tal criou, em 1802, “La Légion d’Honneur”, a Legião de Honra.
Com esta ordem, Napoleão não distinguia só militares, porque dizia “distinguindo os militares dos civis teria de criar duas ordens, quando a Nação é só uma” e afirmava que “pior ainda é só distribuir honras pelos militares”.
Foi então desenhada a divisa: uma estrela em esmalte branco, de cinco raios duplos, ligados por uma coroa de louro que tem de um lado, ao centro a cabeça de Napoleão e a legenda “Napoléon, Emp. des Français” e, do outro lado, a águia francesa com a legenda “Honneur et Patrie” (Honra e Pátria). Mais tarde, foi encimada com uma coroa com palmas ou com florões e com as pontas da estrela emboladas. O metal usado variava de acordo com a patente militar: prata para o grau mais baixo e ouro para os oficiais e os outros graus superiores.
Com a Corte no Brasil e ordens expressas para se não hostilizarem os Franceses, um grupo de militares portugueses, impossibilitados de aqui encontrar a honra como soldados, foi a França buscar a tão prezada honra.
Estes militares – entre eles o Marquês de Alorna -, descontentes, mal vistos, mal pagos, mal equipados, depois da derrota sofrida na “guerra das laranjas” e da perda de Olivença, mostraram-se disponíveis para, sob as ordens de Junot, reorganizar e enviar para França o Exército Português. Durante seis anos serviram e morreram pela França.
Durante a terceira invasão, os oficiais superiores portugueses integraram as hostes de Massena, para expulsar os Ingleses e seduzir a população para o lado dos Franceses.
Em Portugal, face à derrota sofrida pelo exército francês, o Marquês de Alorna e os aliados portugueses do invasor foram, à revelia, condenados à morte por traição. Os seus bens foram-lhes sequestrados, as suas famílias perseguidas e foram-lhes retirados “títulos, honras, dignidades e até o nome de ilustres portugueses”.
De França veio-lhes o reconhecimento. O Marquês de Alorna foi feito membro da “Lègion d’Honneur” com o grau de comandante. O general Inácio Pamplona, Gomes Freire, Cândido José Xavier e outros foram, também, condecorados pela coragem e talento demonstrados nas batalhas de Wagram, Smolensk, Borodino e Krasnoe.
Muitos deste militares acabaram por ficar em França e os condenados foram ilibados depois da revolução liberal de 1820.
José Norton, in Revista Actual, Jornal Expresso, 15 de Dezembro de 2007
D. Carlota Joaquina

A princesa Carlota Joaquina, mulher de D. João VI, foi caracterizada como uma mulher perversa, feia, traidora e vulgar.
Hoje, porém com base nas 145 cartas, divididas entre correspondências ”particulares, de gabinete e políticas” correspondentes ao período de permanência da Corte no Rio, a historiadora Francisca Nogueira de Azevedo dá-nos a conhecer outra princesa.
Carlota Joaquina de Bourbon – espanhola – tinha opiniões políticas discordantes do marido e foi contra a saída da Corte da Europa. As cartas que trocou com os seus familiares mostram uma mulher culta e emancipada, atenta às principais questões do seu tempo. Deixam ler, também, as palavras carinhosas que dirigia a D. João VI e aos filhos.
Esta investigação culminou na publicação da obra “Carlota Joaquina – Cartas Inéditas” editada pala Editora Casa da Palavra.
Esta obra vem pois apagar a imagem negativa da princesa e reabilitá-la, compreender o estigma que lhe foi atribuído – traidora, infiel, ninfomaníaca – numa sociedade e num contexto cultural em que o papel da mulher era sempre limitado ao lar.
Carta da Rainha Maria Luísa à filha Carlota Joaquina
Minha querida filha:
Quisera dar-te os auxílios que em sua situação necessitam as almas, mas a distância e as relações políticas reduzem a acção de nossos desejos […] se o Príncipe se vai e te abandona com tuas filhas, não deixes o povo, já que podes evitá-lo, até que cheguem os nossos auxílios […] estes fazem justiça aos naturais do país, nada tentes contra as relações ou plano de teu marido; tem espírito e energia para separar-te de um esposo que abandona sua mulher e filhos, assegure aos que te rodeiam a benignidade de teus Pais, oferece-lhes a conservação de seus bens, que o estrago da guerra não chegará a seus lares [...].
Sua muito afectuosa Mãe, Luísa Aranjuez
2 de Outubro de 1807
LIMITADA AO PALÁCIO
“Em 1805, em plena crise criada pela expansão napoleónica, D. João ausenta - se de Lisboa, em virtude de forte depressão. A correspondência diplomática do período comprova a doença do regente. Carlota Joaquina, com apoio de parte da fidalguia portuguesa, lidera um movimento para assumir o lugar do marido. Conforme argumento do próprio grupo que apoia a “conspiração”, situação semelhante já havia ocorrido anteriormente, quando em 1776 o rei D. José adoeceu e foi substituído por sua mulher, D. Mariana Vitória. O facto é que, a partir desta altura, Carlota Joaquina foi acusada de conspirar e trair o regente. Como castigo, foi confinada ao palácio e privada de qualquer contacto não só com o marido mas também com amigos e correligionários.
A ida para o Brasil em 1807 significou para Carlota Joaquina a consolidação do seu confinamento. Lutou até o último minuto para não partir para o Brasil, pediu ajuda aos pais, mas os acordos diplomáticos dificultaram a participação dos reis espanhóis em assuntos portugueses.”
Excerto da introdução do livro Carlota Joaquina – Cartas Inéditas
In Revista Actual, Jornal Expresso, 1 de Dezembro de 2007
Maria Helena Varela Santos
Às 21.30 h. de 7 de Março de 1957, um som estridente de campainha acompanha a voz que grita “silêncio no estúdio”. O genérico RTP acabava de entrar “no ar” e mantém-se, acompanhado da marcha de abertura – um indicativo musical que chegava para ficar.3 Um gesto do assistente de realização e Maria Helena Varela Santos, a locutora de serviço, envolve num sorriso – que se iria tornar “de marca” – o seu “boa noite, senhores espectadores”, antes de anunciar o programa.
Texto retirado do site:
Até que chegaria finalmente o “Dia D”: a 7 de Março de 1957, pelas 21h30, iniciavam-se as emissões regulares de radiotelevisão em Portugal, a partir dos Estúdios do Lumiar, em Lisboa, retransmitidas através de emissor localizado em Monsanto.
A locutora Maria Helena Varela Santos - primeira “cara da televisão” - teria a honra de, abrindo a emissão, saudar os espectadores, assim nascendo a primeira “estrela” televisiva em Portugal.
A locutora Maria Helena Varela Santos - primeira “cara da televisão” - teria a honra de, abrindo a emissão, saudar os espectadores, assim nascendo a primeira “estrela” televisiva em Portugal.
Texto retirado do site:
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