D. Pedro IV

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terça-feira, janeiro 15, 2008

JANEIRO ou IANUARIUS

Ianuarius remete para o deus romano dos começos, Jano.
Janeiro é o primeiro mês do ano nos calendários juliano e gregorianao. O nome provém do latim “Ianuarius”. É uma homenagem a Jano, deus da mitologia romana associado ao que começa, às portas e entradas. Jano era representado por uma figura com duas faces, que olhava em direcções opostas. Os romanos imaginavam-no a olhar para trás, no sentido do ano que passava, e para a frente, para o que começava e, no dia 31 de Dezembro, tinham por hábito oferecer moedas com a figura do deus impressa em um dos lados.
In Correio da Manhã, 6 de Janeiro de 2008

Vai pró maneta


Na realidade esta expressão reporta-se às invasões francesas.
Um dos ajudantes do General Junot chamava-se Loison e não tinha um braço. Era conhecido pela sua crueldade e pelas suas estratégias sangrentas de invasão.
Quando chegava a uma qualquer população mandava, de imediato, matar todos os velhos, mulheres e crianças.
Ficou, de tal modo conhecida a sua crueldade que criou raizes, entre as populações, a expressão "ir para o maneta", como sinónimo de morte.
E assim se perpetuou no tempo a expressão!

domingo, janeiro 13, 2008

SAQUE DAS RIQUEZAS E DESTRUIÇÃO DE PATRIMÓNIO


Todos sabemos que as invasões francesas deixaram Portugal devastado e empobrecido.

Nunca foi feito um inventário rigoroso do que os Franceses terão levado, nomeadamente com a Convenção de Sintra, que os autorizou a partir com armas e bagagens, após o fim da primeira invasão. A Bíblia de Belém, obra em oito volumes iluminados do século XV, que pertencera a D. Manuel I, foi levada, à força, por Junot e só regressou a Portugal depois da sua morte, por pressão do governo português. Luís XVIII de França comprou-a à viúva de Junot e devolveu-a a Portugal.

Também a ida da Corte para o Brasil implicou a perda de muitas preciosidades, nomeadamente, a Biblioteca Real da Ajuda, que nunca mais regressou,tendo dado origem à Biblioteca do Rio de Janeiro.

E assim se engrandecem os espólios de outros países.

"Ficar a ver navios"


FICAR A VER NAVIOS (do Alto de Santa Catarina)
A expressão, de uso corrente para significar frustração de expectativas, ficou associada à chegada tardia de Junot a Lisboa, em Novembro de 1807. Diz a lenda que, do alto do miradouro de Santa Catarina, o general francês ficou a ver, impotente, a esquadra que transportava a Corte sulcando o Tejo.

sexta-feira, janeiro 11, 2008

11 de Janeiro de 1890...

...Faz hoje 118 anos...

O chamado Mapa cor-de-rosa seria o documento representativo da pretensão de Portugal de soberania sobre os territórios situados entre Angola e Moçambique, nos quais hoje se situam a Zâmbia, o Zimbabwe e o Malawi.

A disputa com a Grã-Bretanha sobre estes territórios levou ao ultimato britânico de 1890, a que Portugal cedeu, causando sérios danos à imagem do governo monárquico português.

O resultado foi o ultimato britânico de 11 de Janeiro de 1890 sendo exigido a Portugal a retirada de toda a zona disputada sob pena de serem cortadas as relações diplomáticas.
Bibliografia:http://pt.wikipedia.org/wiki/Mapa_cor-de-rosa

quinta-feira, janeiro 10, 2008

A LEGIÃO DE HONRA


Napoleão Bonaparte quis recompensar com um lugar de destaque os que mais e melhores serviços prestavam à França. Para tal criou, em 1802, “La Légion d’Honneur”, a Legião de Honra.
Com esta ordem, Napoleão não distinguia só militares, porque dizia “distinguindo os militares dos civis teria de criar duas ordens, quando a Nação é só uma” e afirmava que “pior ainda é só distribuir honras pelos militares”.
Foi então desenhada a divisa: uma estrela em esmalte branco, de cinco raios duplos, ligados por uma coroa de louro que tem de um lado, ao centro a cabeça de Napoleão e a legenda “Napoléon, Emp. des Français” e, do outro lado, a águia francesa com a legenda “Honneur et Patrie” (Honra e Pátria). Mais tarde, foi encimada com uma coroa com palmas ou com florões e com as pontas da estrela emboladas. O metal usado variava de acordo com a patente militar: prata para o grau mais baixo e ouro para os oficiais e os outros graus superiores.
Com a Corte no Brasil e ordens expressas para se não hostilizarem os Franceses, um grupo de militares portugueses, impossibilitados de aqui encontrar a honra como soldados, foi a França buscar a tão prezada honra.
Estes militares – entre eles o Marquês de Alorna -, descontentes, mal vistos, mal pagos, mal equipados, depois da derrota sofrida na “guerra das laranjas” e da perda de Olivença, mostraram-se disponíveis para, sob as ordens de Junot, reorganizar e enviar para França o Exército Português. Durante seis anos serviram e morreram pela França.
Durante a terceira invasão, os oficiais superiores portugueses integraram as hostes de Massena, para expulsar os Ingleses e seduzir a população para o lado dos Franceses.
Em Portugal, face à derrota sofrida pelo exército francês, o Marquês de Alorna e os aliados portugueses do invasor foram, à revelia, condenados à morte por traição. Os seus bens foram-lhes sequestrados, as suas famílias perseguidas e foram-lhes retirados “títulos, honras, dignidades e até o nome de ilustres portugueses”.
De França veio-lhes o reconhecimento. O Marquês de Alorna foi feito membro da “Lègion d’Honneur” com o grau de comandante. O general Inácio Pamplona, Gomes Freire, Cândido José Xavier e outros foram, também, condecorados pela coragem e talento demonstrados nas batalhas de Wagram, Smolensk, Borodino e Krasnoe.
Muitos deste militares acabaram por ficar em França e os condenados foram ilibados depois da revolução liberal de 1820.
José Norton, in Revista Actual, Jornal Expresso, 15 de Dezembro de 2007

D. Carlota Joaquina



A princesa Carlota Joaquina, mulher de D. João VI, foi caracterizada como uma mulher perversa, feia, traidora e vulgar.
Hoje, porém com base nas 145 cartas, divididas entre correspondências ”particulares, de gabinete e políticas” correspondentes ao período de permanência da Corte no Rio, a historiadora Francisca Nogueira de Azevedo dá-nos a conhecer outra princesa.
Carlota Joaquina de Bourbon – espanhola – tinha opiniões políticas discordantes do marido e foi contra a saída da Corte da Europa. As cartas que trocou com os seus familiares mostram uma mulher culta e emancipada, atenta às principais questões do seu tempo. Deixam ler, também, as palavras carinhosas que dirigia a D. João VI e aos filhos.
Esta investigação culminou na publicação da obra “Carlota Joaquina – Cartas Inéditas” editada pala Editora Casa da Palavra.
Esta obra vem pois apagar a imagem negativa da princesa e reabilitá-la, compreender o estigma que lhe foi atribuído – traidora, infiel, ninfomaníaca – numa sociedade e num contexto cultural em que o papel da mulher era sempre limitado ao lar.

Carta da Rainha Maria Luísa à filha Carlota Joaquina
Minha querida filha:
Quisera dar-te os auxílios que em sua situação necessitam as almas, mas a distância e as relações políticas reduzem a acção de nossos desejos […] se o Príncipe se vai e te abandona com tuas filhas, não deixes o povo, já que podes evitá-lo, até que cheguem os nossos auxílios […] estes fazem justiça aos naturais do país, nada tentes contra as relações ou plano de teu marido; tem espírito e energia para separar-te de um esposo que abandona sua mulher e filhos, assegure aos que te rodeiam a benignidade de teus Pais, oferece-lhes a conservação de seus bens, que o estrago da guerra não chegará a seus lares [...].
Sua muito afectuosa Mãe, Luísa Aranjuez
2 de Outubro de 1807


LIMITADA AO PALÁCIO

“Em 1805, em plena crise criada pela expansão napoleónica, D. João ausenta - se de Lisboa, em virtude de forte depressão. A correspondência diplomática do período comprova a doença do regente. Carlota Joaquina, com apoio de parte da fidalguia portuguesa, lidera um movimento para assumir o lugar do marido. Conforme argumento do próprio grupo que apoia a “conspiração”, situação semelhante já havia ocorrido anteriormente, quando em 1776 o rei D. José adoeceu e foi substituído por sua mulher, D. Mariana Vitória. O facto é que, a partir desta altura, Carlota Joaquina foi acusada de conspirar e trair o regente. Como castigo, foi confinada ao palácio e privada de qualquer contacto não só com o marido mas também com amigos e correligionários.
A ida para o Brasil em 1807 significou para Carlota Joaquina a consolidação do seu confinamento. Lutou até o último minuto para não partir para o Brasil, pediu ajuda aos pais, mas os acordos diplomáticos dificultaram a participação dos reis espanhóis em assuntos portugueses.”
Excerto da introdução do livro Carlota Joaquina – Cartas Inéditas
In Revista Actual, Jornal Expresso, 1 de Dezembro de 2007

Maria Helena Varela Santos

Às 21.30 h. de 7 de Março de 1957, um som estridente de campainha acompanha a voz que grita “silêncio no estúdio”. O genérico RTP acabava de entrar “no ar” e mantém-se, acompanhado da marcha de abertura – um indicativo musical que chegava para ficar.3 Um gesto do assistente de realização e Maria Helena Varela Santos, a locutora de serviço, envolve num sorriso – que se iria tornar “de marca” – o seu “boa noite, senhores espectadores”, antes de anunciar o programa.

Texto retirado do site:

Até que chegaria finalmente o “Dia D”: a 7 de Março de 1957, pelas 21h30, iniciavam-se as emissões regulares de radiotelevisão em Portugal, a partir dos Estúdios do Lumiar, em Lisboa, retransmitidas através de emissor localizado em Monsanto.
A locutora Maria Helena Varela Santos - primeira “cara da televisão” - teria a honra de, abrindo a emissão, saudar os espectadores, assim nascendo a primeira “estrela” televisiva em Portugal.

Texto retirado do site:

Figura do Mês


A vencedora do passatempo " Figura do Mês" foi a aluna Ana Bragança do 8º Ano, Turma E. Parabéns!
Aproveitamos para agradecer a participação de todos os alunos. Continuem a colaborar.

Passatempo «Aconteceu em...»

O vencedor do passatempo « Aconteceu em...» do mês de Dezembro foi o aluno Bernardo Lopes Vunges do 6º M.Para ele vão os nossos parabéns e o desejo de mais «êxitos escolares»

Sobre o Projecto Mil ao MAR...

Pioneiros com HISTÓRIA, apaixonados pelo MAR

A passagem de Ricardo Diniz

No dia 6 de Dezembro, a turma E do 9º ano organizou uma sessão em esteve presente o velejador Ricardo Diniz, embaixador dos oceanos, no âmbito dos programas “Made in Portugal” e “Mil ao Mar”.
Nesta sessão, o Ricardo Diniz começou por falar da grande aventura de vida que tinha e tem passado.

Um rapaz pequeno, que aparentemente não sabia nada da vida, nem fazia ideia o que seria passar as portas para o futuro, traçou a sua vida num único instante, ao ver, em Londres, num museu da marinha, um barco à vela, pequeno, no qual um homem tinha dado uma volta ao mundo, enfrentando o mar e todos os perigos sozinho.
A partir desse dia, seguiu o seu sonho, ser velejador. Ele sabia, que tal como aquele homem, que não possuía nenhum instrumento electrónico, como GPS e conseguiu percorrer o mundo num barco à vela, ele seria capaz de o fazer também.
E foi assim que Ricardo Diniz se tornou velejador, seguindo o seu sonho, que começou quando era criança e se prolongou pelo resto da sua vida. É também embaixador dos oceanos e organizou o projecto: “Mil ao Mar”.
Com a ajuda dos patrocinadores, conseguiu, não só realizar o seu desejo, como o desejo de outras pessoas.
Como Ricardo Diniz disse: quando vivemos numa rotina, sem nunca sair do nosso país, reparamos em todos os defeitos que este tem. Mas, quando vamos viver para o estrangeiro, percebemos que o nosso país é a nossa casa e, por mais defeitos que tenha é o nosso país. Por isso é que Ricardo Diniz está a dar a conhecer ao Mundo este nosso país, que pode ser pequeno, mas existe, numa ponta da Europa.
Eu achei este homem muito corajoso, sonhador e orgulhoso do seu país.


Andreia Pereira e Andreia Draque, 9ºE

terça-feira, janeiro 08, 2008

Algumas maravilhas do mundo

Conta-nos a Raquel Martins Cavaco nº 24 do 6º ano turma H que:

A estátua de Zeus Olímpico na Grécia, foi esculpida por Fídias, o mais célebre escultor da antiguidade, em ébano e marfim, entre 456 e 447 a.c. A estátua tinha 15 metros de altura e era toda incrustada de ouro e pedras preciosas. Estava na cidade de Olímpia até que um terramoto a destruiu. Entre os Gregos considerava-se desafortunado aquele que não tivesse visitado a estátua.

O templo de Diana na Turquia levou duzentos anos para ficar pronto-em 450 a.c.- na cidade de Éfeso. Tinha 141metros de comprimento e 73 metros de largura. As suas 127 colunas de mármore atingiam 19 metros de altura. Depois de se ter incendiado em 356, foi reconstruido, mas foi destruido novamente pelos Godos.

O colosso de Rodes, a gigantesca estátua de Hélio, o Deus do Sol, tinha 46 metros de altura, era toda de bronze e pesava 70 toneladas. Ela ficava na entrada do golfo de Rodes no mar Egeu. Levou 12 anos a ser construida-292 a.c.. Os restos foram vendidos a um comerciante que encheu 900 cargas de camelo.
Bibliografia: http://www.felipex.com.br/cur_sete_maravilhas.htm

sexta-feira, janeiro 04, 2008

Porque é feriado a 1 de Dezembro?


Porque é feriado no dia 1 de Dezembro?!

A Restauração da Independência é um feriado comemorado em Portugal anualmente no dia 1 de Dezembro para assinalar a recuperação da independência nacional face à Espanha em 1640, que durante 60 anos ocupou o país e o oprimiu. De seguida o duque de Bragança torna-se Rei de Portugal como D. João IV de Portugal, iniciando-se a IV Dinastia.


Filomena Rodrigues nº9, 6º ano, turma A

Ahttp://ilhasemar.blogspot.com/2006/11/porque-feriado-no-dia-1-de-dezembro.html

Passatempo «Aconteceu em ...»

Estas são as pistas de Janeiro para descobrires o ANO em que aconteceram os seguintes factos:

Carmen Miranda, futura vedeta de Hollywood, nasce em Marco de Canaveses.


Inauguração do liceu Pedro Nunes e da estátua ao Duque de Saldanha, em Lisboa, da autoria de Ventura Terra.



Pela primeira vez Lisboa assiste a uma experiência de aviação. Perante centenas de curiosos, o aviador Armand Zipfel, no comando de um biplano, efectua um voo de 180 metros a uma altura de oito metros.

quinta-feira, janeiro 03, 2008

Caminhar no Tempo

Cá estamos de regresso à escola e ao trabalho...cheios de vontade, é claro!
Desejamos a todos um Bom Ano, cheio de criatividade para prosseguirmos este trabalho.
Agradecemos a participação no blogue e esperamos que os comentários tenham continuidade. Em breve iremos interagir com alguns colegas que solicitaram a nossa colaboração. Estamos felizes por chegar tão longe... ao outro lado do Atlântico!

quarta-feira, dezembro 12, 2007

Diário da Catarina

...e continua a Catarina a contar-nos o seu dia a dia...

20 de Abril de 1974

Os dias passam, passam, passam…

A ditadura nunca mais acaba… Porquê?

25 de Abril de 1974

O meu melhor aniversário!

Bem, hoje tenho que te contar tudo, meu querido diário.

Quando acordei, nem queria acreditar no que via: o meu padrinho Salgueiro Maia conduzia um tanque das Forças Armadas! Toda a gente olhava.

Decidi ver para onde iam. Vesti-me e corri atrás dos tanques. Sentei--me em cima daquele em que ia Salgueiro Maia e fiquei a assistir.

Dirigíamo-nos para o Largo do Carmo, em direcção ao quartel da GNR, onde vi o Marcelo Caetano, o primeiro ministro. Todos gritavam: “Morte à PIDE! Morte ao Ministro!”

De repente, as tropas de Salgueiro Maia começaram a disparar contra o quartel! Só mesmo o meu padrinho é que tem estas ideias.

Passaram por ali umas mulheres que vendiam cravos e deram alguns aos soldados, que os puseram nas suas espingardas.

Pouco tempo depois, ouvi as pessoas a cantar “Grândola, vila morena”. Eu não estava a perceber nada!

25 de Abril de 1974 (à noite)

O meu padrinho veio cá a casa e explicou-me tudo o que se havia passado. Na noite de ontem para hoje ouviu-se uma canção na rádio que, para ele e para outros soldados, era uma senha para a revolução começar. Esta canção era a “Grândola, vila morena”.

Os soldados, liderados pelo capitão Salgueiro Maia, seguiram até ao Largo do Carmo pelas ruas de Lisboa, apoiados por todos. A partir daí tu sabes, querido diário. Houve aquela revolução, a “Revolução dos Cravos”, devido aos cravos das espingardas.

Marcelo Caetano só se rendeu na presença do general António de Spínola, um oficial superior.

Mas porque é que isto aconteceu? Porque nós, portugueses, queremos liberdade, as condições de vida estão mais difíceis, estamos cansados da guerra colonial e porque outros países nos criticam por não darmos independência às colónias por haver ditadura.

Viva a revolução de 25 de Abril!

26 de Abril de 1974 (à noite)

Fui à prisão de Peniche ver a libertação dos presos políticos, amigos do meu pai.

Foi uma alegria. Parecia que todo o mal do mundo havia desaparecido. Até chorei.

Sem dúvida, estes dois últimos dias foram os melhores da minha vida.

O meu irmão ligou de África e disse que não falta muito tempo até chegar a casa. Espero que não!

domingo, dezembro 09, 2007

O diário da Catarina

Vamos hoje dar início à publicação de mais uma história muito interessante sobre o 25 de Abril feita pela Adriana Maia Dias.
Lembram-se do diário da joaninha?...
Pois então vejam se a sua «trineta» também tem jeito para contar histórias...
Esperemos que gostem tanto como nós gostámos.

12 de Março de 1974

Encontrei ontem o diário da minha trisavó Joaninha, que viveu no tempo das Invasões Francesas. Como gostei da ideia, decidi também escrever um diário.

Nem sei o que hei-de escrever…

15 de Março de 1974

Mais um dia para esquecer! E tudo porque estamos a viver um período de guerra.

Primeiro fui à escola e o meu professor disse que devemos muito a Salazar e a Marcelo Caetano. Ora eu não concordo! Fizeram uma ditadura e querem que eu lhes deva alguma coisa?! Protestei e fui expulsa da aula.

Cheguei a casa e disseram-me que o meu irmão foi para a Guerra Colonial, que é a guerra entre Portugal Continental e as suas colónias. Comecei a chorar.

15 de Março de 1974 (à noite)

A PIDE veio buscar o meu pai. Vão levá-lo para Peniche.

Estou sozinha com a minha mãe. Com o meu avô emigrado, não há homens nesta família.
20 de Março de 1974

Encontrei na rua o meu padrinho, o capitão Salgueiro Maia, que me disse que, em breve, a liberdade vai voltar. “Mudo de nome se isso não acontecer” disse ele.

Vamos lá ver se ele conserva o seu nome…
29 de Março de 1974

Estou farta!

Torturaram o meu pai! E tudo porque ele defende a liberdade que nos roubaram.

Esses tipos da PIDE metem nojo. Que chegue a liberdade!

3 de Abril de 1974

Vou fazer anos no dia 25 de Abril. Quase de certeza que vai ser o meu pior aniversário.

Estou farta da ditadura e da guerra colonial, a vida está difícil. Queremos liberdade!

Tenho andado cansada e triste, mas não vou deixar que a ditadura me vença. “Venham mais cinco”!

Vou lutar pela liberdade!

6 de Abril de 1974

Passei pela sede da PIDE e ouvi uns homens a gritar. Estavam a torturá-los.

Dantes, a minha mãe dizia que havia liberdade a mais. Quero ver o que dirá agora.

10 de Abril de 1974

O meu pai chegou hoje a casa. Fugiu da prisão de Peniche, tal como fez Álvaro Cunhal. Saíram das celas, desceram a muralha e pronto! Já estavam cá fora. Acho que foi assim.

15 de Abril de 1974

O meu padrinho contou-me porque é que me chamo Catarina. O meu nome é este por causa de uma ceifeira (Catarina Eufémia), que morreu porque também defendia a liberdade.

Honra lhe seja feita!

quarta-feira, dezembro 05, 2007

Figura do mês


Já houve um português que foi …


● Campeão Olímpico




● Prémio Nobel





● Quem foi este português, que entre 1276 e1277 foi o chefe de toda a Cristandade?








1215-1277