sábado, março 25, 2006
Bom apetite, se conseguirem...

Na minha terra, este fim de semana é dedicado aos doces conventuais, por isso lembrei-me de uma receita muito apetitosa ( ou então não...), tirada do " Livro de Receitas da Infanta D. Maria"(século XVI):
Deytem-se em hum tacho sette arratens de açucar de pedra cõ o çumo de seys limões; bata-se muyto bem até que fique em bom ponto; botem-lhe hum cruzado de pós de aljofar, hum cruzado de pós de coral, hum cruzado de pós de ouro, seys tostões de almiscar & doze tostões de ambar & de pedra vazar o que quiserem: como tudo isto estiver bem batido, deitem-no em humas tigellas.
Aljofar - flor rasteira que se desfaz em água e cujas sementes se parecem com pérolas.
Almiscar- substância odorífera amarga e amarela, que se extrai de uma glândula existente no ventre do boi almiscarado.
Ambar- Fruta da India, que se põe em conserva para abrir o apetite.
Pedra vazar ou bezoar- cálculos formados no interior do estômago de certos quadrúpedes, considerados com poderes curativos.
Arratél - 456 gramas.
Cruzado - 400 reís.
Que monumento é este? Onde está? É nosso? Será?

Mas que monumento é este? Um castelo? Uma igreja? Uma casa de alguém importante? Onde é que ele se encontra? É de cá?
Resposta em imagem, brevemente no "passadocurioso"!
quinta-feira, março 23, 2006
Invasões Francesas - Diário de Joaninha (1809)

Página do diário de Joaninha que, antes de ser aluna desta escola, assistiu a um dos episódios marcantes da História Contemporânea de Portugal.
quarta-feira, março 22, 2006
Beco do Chão Salgado
Em Setembro de 1758, D. José I foi vítima de um atentado, quando regressava secretamente à real barraca da Ajuda, vindo de uma real escapadela nocturna. Era o tempo do Marquês de Pombal que aproveitou a oportunidade para reforçar o seu poder e o do rei. Dois homens foram presos e acusados do acto. Sob tortura terão indicado a família Távora como responsável de conspirar para pôr o Duque de Aveiro, D. José de Mascarenhas, no trono de Portugal. Presos os supostos conspiradores, alguns deles seriam executados, em Belém, no dia 13 de Janeiro de 1759, de uma forma extremamente violenta e brutal. Entre os executados encontrava-se o Duque de Aveiro.
Os títulos de Marquês de Távora e de Duque de Aveiro foram extintos e o palácio deste demolido. O terreno onde se erguia a construção foi salgado para que ali nada nascesse ou crescesse. No local foi construída uma coluna cilíndrica, com cinco aneis que rpresentam os cinco membros da família dos Duques de Aveiro implicados na conspiração. Na sua base encontra-se a seguinte inscrição:
"AQUI FORAM ARRASADAS E SALGADAS AS CASAS DE JOSÉ MASCARENHAS, EXAUTORADO DAS HONRAS DE DUQUE DE AVEIRO E OUTRAS CONDEMNADO POR SENTENÇA PROFERIDA NA SUPREMA JUNCTA DE INCONFIDÊNCIA EM 12 DE JANEIRO DE 1759 . JUSTIÇADO COMO UM DOS CHEFES DO BÁRBARO E EXECRANDO DESACATO QUE NA NOITE DE 3 DE SETEMBRO DE 1758 SE HAVIA COMETIDO CONTRA A REAL E SAGRADA PESSOA DE D. JOSÉ I. NESTE TERRENO INFÂME SE NÃO PODERÁ EDIFICAR EM TEMPO ALGUM".
As cinzas dos executados foram deitadas ao Tejo, no local onde começa o Mar Salgado, mas a proibição de construir que se encontrava expressa na base da coluna caiu no esquecimento... Hoje, o "monumento" encontra-se rodeado de casas e escondido num beco de Belém: O Beco do Chão Salgado!
Saber mais em:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Duque_de_Aveiro
http://www.arqnet.pt/portal/imagemsemanal/index.html
http://historiaaberta.com.sapo.pt/lib/loc007.htm
Invasões Francesas - Diário de Joaninha (1808)

Página do diário de Joaninha que quis embarcar para o Brasil, mas por aqui ficou a assistir aos desmandos dos invasores.
Rasgado, despedaçado, os olhos em fogo...
D. Pedro IV - Queluz . Um dos alunos contou a lenda do decepado. ( Poderás também ouvir contá-la por ocasião das comemorações do Dia do Patrono, a 28 de Abril, na sala dos Contadores de histórias da História, se pertenceres à comunidade educativa da Escola ou se tiveres autorização do Conselho Executivo para poderes entrar...)Na visita de estudo que fizemos recentemente ao Palácio da Pena, em Sintra, um dos guias mostrou-nos um quadro que lá está exposto, e que representa o decepado, em plena batalha. Ele disse aos alunos que significava o máximo do amor à pátria, não só de portugueses, mas de todos os povos!
Hoje vi, no Portal da História, que a imagem da semana é a do decepado, ilustrado num cromo (no sentido literal, entenda-se…) de uma “colecção de 204 cromos representativos dos feitos e acontecimentos mais notáveis desde os antecedentes da fundação até aos tempos actuais”.
O texto que acompanhava o cromo era o seguinte:
«No reinado de D. Afonso V feriu-se a batalha de Toro, entre Portugueses e Castelhanos. O nosso rei julgava-se com direito à coroa de Castela, pelo seu noivado com a filha de Henrique IV. Os Castelhanos venceram os Portugueses, numa luta renhida, em que se distinguiu D. Duarte de Almeida, que só largou a bandeira quando lhe deceparam os dois braços».
A batalha de Toro travou-se em 1476.
e ainda…
parece que Duarte de Almeida, mesmo depois das duas mãos decepadas, ainda agarrou, com os dentes, o estandarte real!!!
Lê a história em:
http://www.arqnet.pt/dicionario/almeidaduarte2.html
terça-feira, março 21, 2006
domingo, março 19, 2006
Invasões Francesas - Diário de Joaninha ( 1807)

Página de diário de uma rapariga revoltada com as invasões que 200 anos depois se inscreveu na nossa escola
sábado, março 18, 2006
Invasões Francesas - Diário de Joaninha ( Ainda O Início)

Página de diário de uma tal "Joaninha" que se hoje fosse aluna se chamaria Adriana Dias e seria do 6º C.
Invasões Francesas - Diário de Joaninha (O Início)

Página de diário da autoria de "Joaninha", hoje também conhecida como Adriana Maia Dias. Diz que é do 6º C!
sexta-feira, março 17, 2006
Sangue fresco e tripas...para morcelas!


Não, não é nenhuma história de " faca e alguidar"...
domingo, março 12, 2006
Condecorações e braçadeiras no penico

Nos últimos tempos da Segunda Guerra Mundial, Hitler viu-se encurralado no esquema que ele próprio criou.
A Divisão "Leibstandarte Adolf Hitler", do 4.o Exército Panzer SS, a preferida do Führer, embora tendo conseguido penetrar na terceira frente da Ucrânia, não conseguiu, em Março de 1945, transpô-la. Hitler, furioso, ordenou que fossem retiradas as braçadeiras com o seu nome. Os SS devolveram não só as braçadeiras, mas também as suas condecorações - dentro de penicos - e até o braço de um dos seus camaradas mortos, levando ainda a braçadeira proibida.
Curiosidade enviada por João Pedro Silva, 9º A.
Fonte:
http://pordosol.tripod.com/violinos.html
segunda-feira, março 06, 2006
MoSidade Portuguesa

O culto do chefe, do líder, do Salvador da Pátria, assentava numa propaganda activa que ia das lições de Salazar, ao livro de leitura do 1º ciclo, passando pela exposição do mundo português e por um detalhe de um cinto: a fivela prateada com um "S". Oficialmente de Servir no Sacrifício, mas na prática de Salazar, o S prestava-se a muitas piadas ditas em surdina, como esta que se trancreve:
Seria sério sarilho.
Levados, levados sim

Criada a 19 de Maio de 1936, a Mocidade Portuguesa, uma organização juvenil, procurava desenvolver o culto do chefe e o espírito militar ao Serviço do Estado Novo. A ela deveriam pertencer jovens, que estariam divididos em quatro escalões etários: os lusitos - dos 7 aos 10 anos -os infantes - dos 10 aos 14 anos - os vanguardistas - dos 14 aos 17 anos - e os cadetes - dos 17 aos 25 anos. Nesta área masculina, o desporto era fundamental.
Em Dezembro de 1937 formou-se então a Mocidade Portuguesa Feminina, na qual os objectivos eram formar raparigas para serem boas mulheres, boas católicas, boas mães e esposas obedientes.
O uniforme era composto por camisa de cor verde, com distintivo sobre o lado esquerdo, calção caqui ou calça comprida de cor bege, colhida por botins pretos, e dólman castanho-claro. Fazia parte da farda o cinto regulamentar com a fivela em forma de «s», que, alegadamente, queria dizer «servir», mas que também podia ser interpretado como referência a Salazar.
Foi a partir de 1971 que a Mocidade Portuguesa foi perdendo importância, sendo extinta após o 25 de Abril de 1974.
Hino da Mocidade:
Lá vamos, cantando e rindo
Levados, levados, sim
Pela voz de som tremendo das tubas,
- clamor sem fim
Lá vamos, (que o sonho é lindo!)
Torres e torres erguendo,
Rasgões, clareiras, abrindo!
- Alva da Luz imortal,
Roxas névoas despedaça
Doira o céu de Portugal!
Querer! Querer! E lá vamos!
- Tronco em flor, estende os ramos
À mocidade que passa!

Curiosidade da autoria de Mariana Pires, 9ºA
Fonte:http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Mocidade_Portuguesa&oldid=1304946title=Mocidade_Portuguesa&oldid=1304946
sexta-feira, março 03, 2006
Saved by the bell

A Inglaterra é um país pequeno e nem sempre houve espaço para enterrar todos os mortos. Então os caixões eram abertos, os ossos tirados e encaminhados ao ossário e o túmulo era utilizado para outro cadáver. Por vezes, ao abrir os caixões, reparava-se que havia arranhões nas tampas, do lado de dentro, o que indicava que aquele morto, na verdade, tinha sido enterrado com vida.
Assim, surgiu a ideia de, ao fechar os caixões, amarrar uma tira ao pulso do defunto. A tira passava por um buraco no caixão e ficava amarrada a um sino. Após o enterro, alguém ficava de plantão ao lado do túmulo durante uns dias. Se o indivíduo acordasse, o movimento de seu braço faria o sino tocar. Ele seria "saved by the bell", ou "salvo pelo gongo", expressão usada até aos nossos dias.
Curiosidade da autoria de Catarina Vasconcelos, 9º A
Mulheres de Armas

No dia 14 de Agosto de 1385 deu-se uma grande batalha em Portugal, a Batalha de Aljubarrota. Tal como a maioria do povo português, Brites de Almeida, a padeira local, também estava do lado de D. João, Mestre de Avis, e não queria os espanhóis a governar Portugal. Conta a lenda que, depois de Nuno Álvares Pereira vencer os espanhóis nessa batalha, Brites chefiou um grupo de populares que perseguiram os espanhóis em fuga. Nessa noite de 14 de Agosto de 1385, ao regressar, a padeira chegou a casa e encontrou sete espanhóis escondidos no forno onde costumava cozer o pão. Sem hesitar, pegou na pá de levar o pão ao forno e bateu-lhes até os matar, um a um, à medida que saíam do forno. A memória deste feito torna-se um símbolo da independência de Portugal e a pá é ainda hoje o estandarte de Aljubarrota.
Em 1288, o rei D. Dinis casou com D. Isabel de Aragão, que, conta a história, gastava demais nas obras das i
grejas, doações a conventos, esmolas e outras acções de caridade; o rei terá sido informado de tal facto por um nobre, que o convenceu a pôr fim a estes excessos. D. Dinis decidiu surpreender a rainha numa manhã em que esta se dirigia com o seu séquito às obras de Santa Clara e à distribuição habitual de esmolas, reparando que ela tentava disfarçar o que levava no regaço. Interrogada por D.Dinis, a rainha disse que ia ornamentar os altares do mosteiro, ao que o rei insistiu que tinha sido informado que a rainha tinha desobedecido às suas proibições, levando dinheiro aos pobres.De repente, e mais confiante, D.Isabel respondeu:
-Enganais-vos, Real Senhor. O que levo no meu regaço são rosas, Senhor, são rosas!
O rei, irritado, acusou-a de estar a mentir: como poderia ela ter rosas em Janeiro? Obrigou-a então a revelar o conteúdo do regaço.
A rainha Isabel mostrou perante os olhos espantados de todos o belíssimo ramo de rosas que guardava sob o manto. O rei ficou sem palavras, convencido que estava perante um fenómeno sobrenatural e acabou por pedir perdão à rainha, que prosseguiu na sua intenção de ir levar as esmolas.
A notícia do milagre correu a cidade de Coimbra e o povo proclamou-a Rainha Santa Isabel de Portugal.
Curiosidade da autoria de Diogo Pedrosa, 9ºA
segunda-feira, fevereiro 27, 2006
Vocabulário da 2ª Guerra Mundial- parte I

(Já começaram a chegar as curiosidades relativas à 2ª Guerra Mundial, preparem-se...)
A 2ª Guerra Mundial caracteriza-se, entre outras coisas, pela criação de um vocabulário bélico específico, como por exemplo, o termo Stuka.
Stuka deriva do nome germânico Sturzkampfflugzeug. Este refere-se a um bombardeiro desenvolvido na Alemanha, sob o investimento de Hermann Goering, o Marechal do Ar do III Reich ( Ministro da Força Área) . Este bombardeiro popularizou-se devido à sua capacidade de mergulhar em ângulos quase de 90º e de bombardear com uma precisão nunca antes vista.
Curiosidade da autoria de Tiago Rodrigues, 9ºA
Bibliografia:
http://paginas.terra.com.br/educacao/luftwaffe3945/ju87.htm
Lexicoteca, Moderna Enciclopédia Universal, Círculo de Leitores
A Baía dos Heróis

A palavra Angra significa baía ou enseada, e o nome da principal cidade da ilha Terceira, nos Açores, começou por ser precisamente Angra, devido à sua localização geográfica, pois assenta num declive em forma de anfiteatro junto à baía.
Angra do Heroísmo foi a denominação dada por D. Pedro IV quando, a 3 de Março de 1832, desembarcou naquela cidade e a elevou à categoria de capital do reino e sede da sua regência, na menoridade de sua filha D. Maria II, pelos "grandes feitos de armas ali praticados pelos seus valentes, heróicos e dedicados defensores". D. Maria II quis ainda galardoar a dedicação da cidade de Angra e acrescentou, ao título de "mui nobre e sempre leal cidade", concedido por D. João IV, o de "sempre constante".
O Castelo de S. João Baptista é o monumento da cidade que está mais ligado à causa liberal personificada em D. Pedro IV e D. Maria II: foi ali que, no dia 4 de Abril de 1832, D. Pedro IV passou revista às tropas do exército libertador, no dia do aniversário da Rainha. E foi neste mesmo recinto que o Duque da Terceira preparou desde 1829, os 7.000 Bravos do Mindelo.
Junto do torreão, do “estandarte real”, mais conhecido por torreão do “pau da
bandeira”, encontram-se as baterias do Senhor D. Pedro IV e da Senhora D. Maria II, com inscrições alusivas em lápides de pedra mármore.Esta linda cidade é Património Mundial desde 1983.
Curiosidade da autoria de Dina Tovim, 9ºA
Bibliografia:
VALADÃO, Francisco Lourenço, Dois Capitães – Generais e a 1ª. Revolução Constitucional na Ilha Terceira, Edições Panorama 1964
ROLLAND, Jacques-Francis, Historama - A Grande Aventura do Homem, Editora Codex Ltda 1972
GOMES, Augusto, Filósofos da Rua – Figuras Populares - Episódios Pitorescos e História Toponímica, Tipografia Moderna 1985




