D. Pedro IV

D. Pedro IV

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sexta-feira, março 17, 2006

Sangue fresco e tripas...para morcelas!



Não, não é nenhuma história de " faca e alguidar"...
Será que esta expressão vem da matança do porco em que se punha fim à vidinha do dito e se aparava o sangue do mesmo naquele recipiente? E moira? Porque é preta como a moirama?
Os nossos alunos dirão: " sangue...que nojo!"
Pois sim...mas é uma iguaria apreciada por muitos consumidores de petiscos!
Nos tempos em que não havia frigorificos para conservar os alimentos e era necessário aproveitar todas as partes do porquinho da matança, até o sangue do bicho era - e ainda hoje é - aproveitado. Morcelas de cebola são uma variante, mas há também as morcelas de arroz, típicas da Estremadura.
O sangue fresco do porco é temperado com sal e pimenta, e diluído com vinagre e vinho tinto.Junta-se carne entremeada de porco, cortada em pedaços miúdos, alho, cebola, salsa, cominhos e cravinhos e deixa-se marinar durante cerca de oito horas, mexendo de vez em quando.O arroz, cozido à parte e escorrido, é adicionado ao preparado. Enchem-se as tripas, depois de muito bem lavadas e esfregadas com limão. Podem ser servidas, após leve cozedura em água temperada com sal, louro e cebola.

domingo, março 12, 2006

Condecorações e braçadeiras no penico



Nos últimos tempos da Segunda Guerra Mundial, Hitler viu-se encurralado no esquema que ele próprio criou.
A Divisão "Leibstandarte Adolf Hitler", do 4.o Exército Panzer SS, a preferida do Führer, embora tendo conseguido penetrar na terceira frente da Ucrânia, não conseguiu, em Março de 1945, transpô-la. Hitler, furioso, ordenou que fossem retiradas as braçadeiras com o seu nome. Os SS devolveram não só as braçadeiras, mas também as suas condecorações - dentro de penicos - e até o braço de um dos seus camaradas mortos, levando ainda a braçadeira proibida.

Curiosidade enviada por João Pedro Silva, 9º A.

Fonte:
http://pordosol.tripod.com/violinos.html

segunda-feira, março 06, 2006

MoSidade Portuguesa






O culto do chefe, do líder, do Salvador da Pátria, assentava numa propaganda activa que ia das lições de Salazar, ao livro de leitura do 1º ciclo, passando pela exposição do mundo português e por um detalhe de um cinto: a fivela prateada com um "S". Oficialmente de Servir no Sacrifício, mas na prática de Salazar, o S prestava-se a muitas piadas ditas em surdina, como esta que se trancreve:

Sou soldado socialista
Sem Salazar saber
Se Salazar soubesse
Seria sério sarilho
.
Era o S da MoSidade...

Levados, levados sim


Criada a 19 de Maio de 1936, a Mocidade Portuguesa, uma organização juvenil, procurava desenvolver o culto do chefe e o espírito militar ao Serviço do Estado Novo. A ela deveriam pertencer jovens, que estariam divididos em quatro escalões etários: os lusitos - dos 7 aos 10 anos -os infantes - dos 10 aos 14 anos - os vanguardistas - dos 14 aos 17 anos - e os cadetes - dos 17 aos 25 anos. Nesta área masculina, o desporto era fundamental.
Em Dezembro de 1937 formou-se então a Mocidade Portuguesa Feminina, na qual os objectivos eram formar raparigas para serem boas mulheres, boas católicas, boas mães e esposas obedientes.
O uniforme era composto por camisa de cor verde, com distintivo sobre o lado esquerdo, calção caqui ou calça comprida de cor bege, colhida por botins pretos, e dólman castanho-claro. Fazia parte da farda o cinto regulamentar com a fivela em forma de «s», que, alegadamente, queria dizer «servir», mas que também podia ser interpretado como referência a Salazar.
Foi a partir de 1971 que a Mocidade Portuguesa foi perdendo importância, sendo extinta após o 25 de Abril de 1974.

Hino da Mocidade:

Lá vamos, cantando e rindo
Levados, levados, sim
Pela voz de som tremendo das tubas,
- clamor sem fim
Lá vamos, (que o sonho é lindo!)
Torres e torres erguendo,
Rasgões, clareiras, abrindo!
- Alva da Luz imortal,
Roxas névoas despedaça
Doira o céu de Portugal!
Querer! Querer! E lá vamos!
- Tronco em flor, estende os ramos
À mocidade que passa!



Curiosidade da autoria de Mariana Pires, 9ºA
Fonte:http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Mocidade_Portuguesa&oldid=1304946title=Mocidade_Portuguesa&oldid=1304946

sexta-feira, março 03, 2006

Saved by the bell



A Inglaterra é um país pequeno e nem sempre houve espaço para enterrar todos os mortos. Então os caixões eram abertos, os ossos tirados e encaminhados ao ossário e o túmulo era utilizado para outro cadáver. Por vezes, ao abrir os caixões, reparava-se que havia arranhões nas tampas, do lado de dentro, o que indicava que aquele morto, na verdade, tinha sido enterrado com vida.
Assim, surgiu a ideia de, ao fechar os caixões, amarrar uma tira ao pulso do defunto. A tira passava por um buraco no caixão e ficava amarrada a um sino. Após o enterro, alguém ficava de plantão ao lado do túmulo durante uns dias. Se o indivíduo acordasse, o movimento de seu braço faria o sino tocar. Ele seria "saved by the bell", ou "salvo pelo gongo", expressão usada até aos nossos dias.

Curiosidade da autoria de Catarina Vasconcelos, 9º A

Mulheres de Armas


No dia 14 de Agosto de 1385 deu-se uma grande batalha em Portugal, a Batalha de Aljubarrota. Tal como a maioria do povo português, Brites de Almeida, a padeira local, também estava do lado de D. João, Mestre de Avis, e não queria os espanhóis a governar Portugal. Conta a lenda que, depois de Nuno Álvares Pereira vencer os espanhóis nessa batalha, Brites chefiou um grupo de populares que perseguiram os espanhóis em fuga. Nessa noite de 14 de Agosto de 1385, ao regressar, a padeira chegou a casa e encontrou sete espanhóis escondidos no forno onde costumava cozer o pão. Sem hesitar, pegou na pá de levar o pão ao forno e bateu-lhes até os matar, um a um, à medida que saíam do forno. A memória deste feito torna-se um símbolo da independência de Portugal e a pá é ainda hoje o estandarte de Aljubarrota.

Em 1288, o rei D. Dinis casou com D. Isabel de Aragão, que, conta a história, gastava demais nas obras das i
grejas, doações a conventos, esmolas e outras acções de caridade; o rei terá sido informado de tal facto por um nobre, que o convenceu a pôr fim a estes excessos. D. Dinis decidiu surpreender a rainha numa manhã em que esta se dirigia com o seu séquito às obras de Santa Clara e à distribuição habitual de esmolas, reparando que ela tentava disfarçar o que levava no regaço. Interrogada por D.Dinis, a rainha disse que ia ornamentar os altares do mosteiro, ao que o rei insistiu que tinha sido informado que a rainha tinha desobedecido às suas proibições, levando dinheiro aos pobres.
De repente, e mais confiante, D.Isabel respondeu:
-Enganais-vos, Real Senhor. O que levo no meu regaço são rosas, Senhor, são rosas!
O rei, irritado, acusou-a de estar a mentir: como poderia ela ter rosas em Janeiro? Obrigou-a então a revelar o conteúdo do regaço.
A rainha Isabel mostrou perante os olhos espantados de todos o belíssimo ramo de rosas que guardava sob o manto. O rei ficou sem palavras, convencido que estava perante um fenómeno sobrenatural e acabou por pedir perdão à rainha, que prosseguiu na sua intenção de ir levar as esmolas.
A notícia do milagre correu a cidade de Coimbra e o povo proclamou-a Rainha Santa Isabel de Portugal.


Curiosidade
da autoria de
Diogo Pedrosa, 9ºA

segunda-feira, fevereiro 27, 2006

Vocabulário da 2ª Guerra Mundial- parte I









(Já começaram a chegar as curiosidades relativas à 2ª Guerra Mundial, preparem-se...)


A 2ª Guerra Mundial caracteriza-se, entre outras coisas, pela criação de um vocabulário bélico específico, como por exemplo, o termo Stuka.
Stuka deriva do nome germânico Sturzkampfflugzeug. Este refere-se a um bombardeiro desenvolvido na Alemanha, sob o investimento de Hermann Goering, o Marechal do Ar do III Reich ( Ministro da Força Área) . Este bombardeiro popularizou-se devido à sua capacidade de mergulhar em ângulos quase de 90º e de bombardear com uma precisão nunca antes vista.

Curiosidade da autoria de Tiago Rodrigues, 9ºA

Bibliografia:
http://paginas.terra.com.br/educacao/luftwaffe3945/ju87.htm
Lexicoteca, Moderna Enciclopédia Universal, Círculo de Leitores

A Baía dos Heróis



A palavra Angra significa baía ou enseada, e o nome da principal cidade da ilha Terceira, nos Açores, começou por ser precisamente Angra, devido à sua localização geográfica, pois assenta num declive em forma de anfiteatro junto à baía.
Angra do Heroísmo
foi a denominação dada por D. Pedro IV quando, a 3 de Março de 1832, desembarcou naquela cidade e a elevou à categoria de capital do reino e sede da sua regência, na menoridade de sua filha D. Maria II, pelos "grandes feitos de armas ali praticados pelos seus valentes, heróicos e dedicados defensores". D. Maria II quis ainda galardoar a dedicação da cidade de Angra e acrescentou, ao título de "mui nobre e sempre leal cidade", concedido por D. João IV, o de "sempre constante".
O Castelo de S. João Baptista é o monumento da cidade que está mais ligado à causa liberal personificada em D. Pedro IV e D. Maria II: foi ali que, no dia 4 de Abril de 1832, D. Pedro IV passou revista às tropas do exército libertador, no dia do aniversário da Rainha. E foi neste mesmo recinto que o Duque da Terceira preparou desde 1829, os 7.000 Bravos do Mindelo.
Junto do torreão, do “estandarte real”, mais conhecido por torreão do “pau da
bandeira”, encontram-se as baterias do Senhor D. Pedro IV e da Senhora D. Maria II, com inscrições alusivas em lápides de pedra mármore.
Esta linda cidade é Património Mundial desde 1983.

Curiosidade da autoria de Dina Tovim, 9ºA

Bibliografia:
VALADÃO, Francisco Lourenço, Dois Capitães – Generais e a 1ª. Revolução Constitucional na Ilha Terceira, Edições Panorama 1964

ROLLAND, Jacques-Francis, Historama - A Grande Aventura do Homem, Editora Codex Ltda 1972

GOMES, Augusto, Filósofos da Rua – Figuras Populares - Episódios Pitorescos e História Toponímica, Tipografia Moderna 1985

domingo, fevereiro 26, 2006

Os Monges de Nollet


Fé na Ciência...


Graças aos seus efeitos espectaculares, a electricidade cativou o público do séc. XVIII. O "Príncipe dos Físicos", o Abade Jean-Antoine Nollet (1700-1770), foi o mais activo propagandista desta moda: as suas lições de Física experimental públicas, ilustradas com numerosas experiências electrostáticas luminosas e barulhentas, entusiasmavam vastos auditórios aristocráticos e burgueses.
Em 1746, o padre Nollet verificou que a electricidade se movia muito depressa. Para isso, colocou 200 frades em fila, ligados entre si. Fez incidir uma descarga eléctrica no primeiro frade e verificou que todos os outros saltaram e “praguejaram” simultaneamente, devido à passagem da corrente eléctrica! Além disso, fez várias experiências com animais, chegando a matar um pardal com um choque eléctrico…
O padre Nollet refere a primeira e outras experiências no seu livro "Lettres sur L´Électricité" 1753 (Cartas sobre a Electricidade).


Curiosidade da autoria de Ana Catarina Lameiras, 9ºA
Fonte: http://193.136.215.76/museu/electros.htm

terça-feira, fevereiro 21, 2006

Lisboa - Nova Amesterdão - Descubra as Diferenças


Georg Braun (Braunio) - 1541 / 1622 -, gravador de Colónia, é conhecido por ser o autor de um Atlas intitulado "Civitates Orbis Terrarum". Nele é possível encontrar uma panorâmica da Lisboa do século XVI, que aqui se reproduz:

A Lisboa dos descobrimentos era realmente uma cidade importante e serviu de modelo a um outro gravador que, quase cem anos mais tarde (1672), queria dar a conhecer o novo mundo a "clientes" ávidos de informações e notícias. François Jollain (1641-1704) publicou uma gravura de Nova Amesterdão, mais tarde conhecida como Nova Iorque, em que as semelhanças com Lisboa são evidentes. Descubra as diferenças na gravura em que o Rio Tejo foi promovido a Mar do Norte...!

Saiba mais em:

http://ias.berkeley.edu/cmes/icmc_files/icmc/georg.htm

http://www.mostlymaps.com/reference/Map-Makers/georg-braun.php

http://www.loc.gov/rr/hispanic/portam/nyc.html

http://www.leejacksonmaps.com/cateur.htm

http://www.nypl.org/research/chss/spe/art/print/exhibits/cities/captions/image6.html

segunda-feira, fevereiro 20, 2006

Jerry Can ou Jerrican??


O jerrican foi inventado pelos italianos em África e adoptado pelo exército alemão, no período da segunda guerra mundial (1939-1945), como contentor de combustível (20 litros). Feito em metal resistente, com três pegas para um manuseamento mais fácil por uma ou duas pessoas, com um bolsa de ar que lhe permitia flutuar, o jerrican era de uma qualidade superior em relação aos contentores dos aliados. Estes preferiam usar os que capturavam aos alemães em vez daqueles que fabricavam. Chamavam-lhe Jerry Can (Jerry=Alemão; Can=lata, vasilha) ou a lata dos alemães. Os alemães tinham para o dito contentor um nome mais fácil - Wehrmachtskanister!

Imagem em: http://beninois.free.fr/uniformes-troupes.htm

Mais um Crime de Diogo Alves - Uma História em Imagens

Para saber mais:
http://passadocurioso.blogspot.com/2005/12/diogo-alves.html

Curiosidade da autoria de Adriana do 6º C.

Zero mortos


Durante a Guerra, nos Estados Unidos da América, quando as tropas voltavam para o quartel após uma batalha sem baixas, escreviam numa placa "0 Killed" (zero mortos) o que deu origem à expressão OK para indicar que tudo está bem.

Curiosidade da autoria de João Fontes, 9ºA

Santa e Guerreira


Joana d’Arc, nascida a 6 de Janeiro de 1412 em Domrémy (Champagne, França), filha de agricultores e analfabeta, representou um papel importante na viragem da Guerra dos Cem Anos, entre ingleses e franceses.
Profundamente religiosa, referia ouvir vozes desde os 13 anos, às quais atribuía origem divina. Estas ordenavam-lhe que salvasse a França do domínio inglês. Manteve estas mensagens em segredo até 1429, ano em que se dirigiu à Corte do rei francês Carlos VII e o convenceu a colocar tropas ao seu comando. À cabeça das suas tropas ataca a cidade de Orleães, que tinha sido conquistada pelos ingleses e, contra um exército muito superior, consegue libertar a cidade em oito dias.
Após esta vitória, conduz Carlos VII até Reims para ele ser coroado. Continuou a lutar contra os ingleses e, em 1430, na tentativa de libertação da cidade de Compiègne, é derrotada e aprisionada.
Os ingleses acusam-na, num tribunal católico, de bruxaria e heresia, condenando-a à morte. Em Rouen, a 30 de Maio de 1431, com apenas 19 anos, Joana d’Arc é queimada viva.
Em 1456, é considerada inocente pelo Papa Calisto III e, em 1920 foi canonizada pelo Papa Bento XV, sendo proclamada padroeira da França. O dia desta santa comemora-se a 30 de Maio, e é celebrado na França como data nacional, em memória de Santa Joana DArc, mártir da pátria e da fé.
Curiosidade da autoria de João Figueiredo, 9ºA

terça-feira, fevereiro 14, 2006

Só mais um bilhete...


Da Damaia a Lisboa ou ao Cacém, no comboio da CP, em 1ª classe, só por 5 escudos?? Parece coisa do passado (curioso, já se vê) e é efectivamente!! Se hoje não puder viajar a este preço, compre o seu bilhete aqui na bilheteira do "Curiosidades da História" e viaje como há trinta anos alguém fez... Era o dia 21 de Janeiro de 1975. Mais uma viagem... no tempo!

sábado, fevereiro 11, 2006

O que parece nunca terminar é como as obras de Santa Engrácia



Conta-nos a história que, tal como a tão conhecida expressão popular "Obras de Santa Engrácia", assim esta igreja parecia nunca ter fim à vista para as suas obras.
Assim, em 1570 foi iniciada a primeira construção da igreja e da qual se sabe pouco. A 15 de Janeiro de 1630 o sacrário da igreja foi arrombado e as imagens do interior mutiladas. Nessa altura foi acusado um cristão-novo - Simão Pires Solis - que reclamava inocência e, como prova disso, lançou uma maldição, tendo afirmado que as obras da Igreja de Santa Engrácia nunca seriam concluídas e que quem nelas trabalhasse haveria de morrer antes das obras terminadas.
A maldição parecia estar a ter efeito quando começaram a surgir impedimentos à conclusão da obra. Em 1632, iniciaram-se novas obras para uma segunda igreja, que acabaria por desabar. Na década de 80, do século XVII, foi novamente iniciada a edificação da actual igreja, tendo as obras parado sem razão aparente. Entretanto foi quartel, armazém, fábrica de calçado... Em 1916, foi decidido converter o espaço em Panteão Nacional, que apesar de todos os obstáculos, foi oficialmente inaugurado em 1966.

Mais de três séculos de maldição. Estaria realmente o cristão-novo inocente???

Para saber mais:

365 DIAS, Lisboa, Lisboa, Diários de Notícias, 2002

http://santaengracia-cds.blogspot.com/2005/10/lenda-das-obras-de-santa-engrcia.html

Curiosidade da autoria de Sérgio Mendes, nº 28 do 5º B e frequentador assíduo do Clube "Viajar no Tempo"

O poema do post de 1-2-2006 - Solução de Enigma

Desfralda a invicta Bandeira,
À luz viva do teu céu!
Brade a Europa à terra inteira
Portugal não pereceu.
Beija o solo teu jucundo
O oceano, a rugir d'amor,
E o teu braço vencedor
Deu mundos novos ao Mundo
Saudai o Sol que desponta
Sobre um ridente porvir;
Seja o eco duma afronta
O sinal de ressurgir.
Raios dessa aurora forte
São como beijos de mãe,
Que nos guardam, nos sustêm
Contra as injúrias da sorte
Ora bem! Estes versinhos faziam parte do poema do Hino Nacional, composto em reacção ao Ultimato Inglês de 1890, e oficializado em 1911.
Em 16 de Julho de 1957, depois dos estudos de uma comissão nomeada para o efeito, o Diário do Governo publicava a versão oficial de "A Portuguesa", da qual já não faziam parte os versos acima transcritos.
Era Presidente do Conselho António de Oliveira Salazar.
Para saber mais:

Solução de Enigma do post de 26-11-2005 Vasco da Gama e os Bichos do Cabo


Pois os "Sotilicairos", que Vasco da Gama e os seus homens viram lá para as bandas do Cabo da Boa Esperança, eram assim uns pinguins com nome da época.


Bibliografia:
Garcia, José Manuel, Viagens dos Descobrimentos,Lisboa, Editorial Presença, 1983

sexta-feira, fevereiro 10, 2006

A Rainha Mãe



Até que enfim temos um pouco de serenidade e elegância nesta amálgama de nicks místicos, sangrentos e cortantes!

A Rainha Mãe que identificamos mais facilmente é Elizabeth Bowes-Lyon, mãe da actual rainha Isabel II de Inglaterra. Elizabeth Angela Marguerite Bowes-Lyon nasceu a 4 de Agosto de 1900. A sua infância foi passada no castelo de Glamis, a norte de Edinburgo, uma vez que a família Bowes-Lyon é descendente da casa real da Escócia.
Em 1923 foi anunciado o seu noivado oficial com o príncipe Alberto, Duque de York, o segundo filho dos reis. Casaram-se a 26 de Abril de 1923 na Abadia de Westminster, e tiveram duas filhas, a Princesa Elisabeth, (futura Isabel II), nascida a 21 de Abril de 1926 em Londres, e a Princesa Margarida, a 21 de Agosto de 1930, no Castelo de Glamis.
Após a morte do rei George V em 1936 e a abdicação ao trono por parte do rei Eduardo VIII, a 1 de Dezembro do mesmo ano, para casar com uma americana divorciada, Wallis Simpson, a sucessão real coube a Albert, como George VI, e a coroação teve lugar a 12 de Maio de 1937.
Com o rebentamento da 2ª Guerra Mundial em 1939, surgiu a hipótese da rainha e suas filhas serem evacuadas para a América do Norte, mas essa proposta foi recusada pela rainha, que se encontrava no Palácio de Buckingham quando este foi bombardeado, em Setembro de 1940. Depois dos raides aéreos, o casal real visitava as áreas mais afectadas do país.
Após a morte do rei, em 1952, a Rainha Mãe (assim designada pelos ingleses para a distinguirem da sua filha, também rainha e também Elizabeth) continuou a comparecer aos deveres reais, tornando-se um dos símbolos mais fortes da monarquia britânica. No dia do seu 100º aniversário, em Londres, a soberana recebeu um bolo de aniversário que levou 10 semanas a confeccionar e que incluia tudo o que a Rainha-Mãe gostava e, em particular, o gin, a sua bebida favorita.
A Rainha Mãe morreu com 101 anos, em 30 de Março de 2002.