D. Pedro IV

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sábado, março 18, 2006

Não Perca!!! Brevemente Neste Blog... O Diário de Joaninha


Página de diário da autoria de Adriana Maia, do 6º C, conhecida como "Joaninha" desde há 200 anos.

sexta-feira, março 17, 2006

Sangue fresco e tripas...para morcelas!



Não, não é nenhuma história de " faca e alguidar"...
Será que esta expressão vem da matança do porco em que se punha fim à vidinha do dito e se aparava o sangue do mesmo naquele recipiente? E moira? Porque é preta como a moirama?
Os nossos alunos dirão: " sangue...que nojo!"
Pois sim...mas é uma iguaria apreciada por muitos consumidores de petiscos!
Nos tempos em que não havia frigorificos para conservar os alimentos e era necessário aproveitar todas as partes do porquinho da matança, até o sangue do bicho era - e ainda hoje é - aproveitado. Morcelas de cebola são uma variante, mas há também as morcelas de arroz, típicas da Estremadura.
O sangue fresco do porco é temperado com sal e pimenta, e diluído com vinagre e vinho tinto.Junta-se carne entremeada de porco, cortada em pedaços miúdos, alho, cebola, salsa, cominhos e cravinhos e deixa-se marinar durante cerca de oito horas, mexendo de vez em quando.O arroz, cozido à parte e escorrido, é adicionado ao preparado. Enchem-se as tripas, depois de muito bem lavadas e esfregadas com limão. Podem ser servidas, após leve cozedura em água temperada com sal, louro e cebola.

domingo, março 12, 2006

Condecorações e braçadeiras no penico



Nos últimos tempos da Segunda Guerra Mundial, Hitler viu-se encurralado no esquema que ele próprio criou.
A Divisão "Leibstandarte Adolf Hitler", do 4.o Exército Panzer SS, a preferida do Führer, embora tendo conseguido penetrar na terceira frente da Ucrânia, não conseguiu, em Março de 1945, transpô-la. Hitler, furioso, ordenou que fossem retiradas as braçadeiras com o seu nome. Os SS devolveram não só as braçadeiras, mas também as suas condecorações - dentro de penicos - e até o braço de um dos seus camaradas mortos, levando ainda a braçadeira proibida.

Curiosidade enviada por João Pedro Silva, 9º A.

Fonte:
http://pordosol.tripod.com/violinos.html

segunda-feira, março 06, 2006

MoSidade Portuguesa






O culto do chefe, do líder, do Salvador da Pátria, assentava numa propaganda activa que ia das lições de Salazar, ao livro de leitura do 1º ciclo, passando pela exposição do mundo português e por um detalhe de um cinto: a fivela prateada com um "S". Oficialmente de Servir no Sacrifício, mas na prática de Salazar, o S prestava-se a muitas piadas ditas em surdina, como esta que se trancreve:

Sou soldado socialista
Sem Salazar saber
Se Salazar soubesse
Seria sério sarilho
.
Era o S da MoSidade...

Levados, levados sim


Criada a 19 de Maio de 1936, a Mocidade Portuguesa, uma organização juvenil, procurava desenvolver o culto do chefe e o espírito militar ao Serviço do Estado Novo. A ela deveriam pertencer jovens, que estariam divididos em quatro escalões etários: os lusitos - dos 7 aos 10 anos -os infantes - dos 10 aos 14 anos - os vanguardistas - dos 14 aos 17 anos - e os cadetes - dos 17 aos 25 anos. Nesta área masculina, o desporto era fundamental.
Em Dezembro de 1937 formou-se então a Mocidade Portuguesa Feminina, na qual os objectivos eram formar raparigas para serem boas mulheres, boas católicas, boas mães e esposas obedientes.
O uniforme era composto por camisa de cor verde, com distintivo sobre o lado esquerdo, calção caqui ou calça comprida de cor bege, colhida por botins pretos, e dólman castanho-claro. Fazia parte da farda o cinto regulamentar com a fivela em forma de «s», que, alegadamente, queria dizer «servir», mas que também podia ser interpretado como referência a Salazar.
Foi a partir de 1971 que a Mocidade Portuguesa foi perdendo importância, sendo extinta após o 25 de Abril de 1974.

Hino da Mocidade:

Lá vamos, cantando e rindo
Levados, levados, sim
Pela voz de som tremendo das tubas,
- clamor sem fim
Lá vamos, (que o sonho é lindo!)
Torres e torres erguendo,
Rasgões, clareiras, abrindo!
- Alva da Luz imortal,
Roxas névoas despedaça
Doira o céu de Portugal!
Querer! Querer! E lá vamos!
- Tronco em flor, estende os ramos
À mocidade que passa!



Curiosidade da autoria de Mariana Pires, 9ºA
Fonte:http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Mocidade_Portuguesa&oldid=1304946title=Mocidade_Portuguesa&oldid=1304946

sexta-feira, março 03, 2006

Saved by the bell



A Inglaterra é um país pequeno e nem sempre houve espaço para enterrar todos os mortos. Então os caixões eram abertos, os ossos tirados e encaminhados ao ossário e o túmulo era utilizado para outro cadáver. Por vezes, ao abrir os caixões, reparava-se que havia arranhões nas tampas, do lado de dentro, o que indicava que aquele morto, na verdade, tinha sido enterrado com vida.
Assim, surgiu a ideia de, ao fechar os caixões, amarrar uma tira ao pulso do defunto. A tira passava por um buraco no caixão e ficava amarrada a um sino. Após o enterro, alguém ficava de plantão ao lado do túmulo durante uns dias. Se o indivíduo acordasse, o movimento de seu braço faria o sino tocar. Ele seria "saved by the bell", ou "salvo pelo gongo", expressão usada até aos nossos dias.

Curiosidade da autoria de Catarina Vasconcelos, 9º A

segunda-feira, fevereiro 27, 2006

Vocabulário da 2ª Guerra Mundial- parte I









(Já começaram a chegar as curiosidades relativas à 2ª Guerra Mundial, preparem-se...)


A 2ª Guerra Mundial caracteriza-se, entre outras coisas, pela criação de um vocabulário bélico específico, como por exemplo, o termo Stuka.
Stuka deriva do nome germânico Sturzkampfflugzeug. Este refere-se a um bombardeiro desenvolvido na Alemanha, sob o investimento de Hermann Goering, o Marechal do Ar do III Reich ( Ministro da Força Área) . Este bombardeiro popularizou-se devido à sua capacidade de mergulhar em ângulos quase de 90º e de bombardear com uma precisão nunca antes vista.

Curiosidade da autoria de Tiago Rodrigues, 9ºA

Bibliografia:
http://paginas.terra.com.br/educacao/luftwaffe3945/ju87.htm
Lexicoteca, Moderna Enciclopédia Universal, Círculo de Leitores

A Baía dos Heróis



A palavra Angra significa baía ou enseada, e o nome da principal cidade da ilha Terceira, nos Açores, começou por ser precisamente Angra, devido à sua localização geográfica, pois assenta num declive em forma de anfiteatro junto à baía.
Angra do Heroísmo
foi a denominação dada por D. Pedro IV quando, a 3 de Março de 1832, desembarcou naquela cidade e a elevou à categoria de capital do reino e sede da sua regência, na menoridade de sua filha D. Maria II, pelos "grandes feitos de armas ali praticados pelos seus valentes, heróicos e dedicados defensores". D. Maria II quis ainda galardoar a dedicação da cidade de Angra e acrescentou, ao título de "mui nobre e sempre leal cidade", concedido por D. João IV, o de "sempre constante".
O Castelo de S. João Baptista é o monumento da cidade que está mais ligado à causa liberal personificada em D. Pedro IV e D. Maria II: foi ali que, no dia 4 de Abril de 1832, D. Pedro IV passou revista às tropas do exército libertador, no dia do aniversário da Rainha. E foi neste mesmo recinto que o Duque da Terceira preparou desde 1829, os 7.000 Bravos do Mindelo.
Junto do torreão, do “estandarte real”, mais conhecido por torreão do “pau da
bandeira”, encontram-se as baterias do Senhor D. Pedro IV e da Senhora D. Maria II, com inscrições alusivas em lápides de pedra mármore.
Esta linda cidade é Património Mundial desde 1983.

Curiosidade da autoria de Dina Tovim, 9ºA

Bibliografia:
VALADÃO, Francisco Lourenço, Dois Capitães – Generais e a 1ª. Revolução Constitucional na Ilha Terceira, Edições Panorama 1964

ROLLAND, Jacques-Francis, Historama - A Grande Aventura do Homem, Editora Codex Ltda 1972

GOMES, Augusto, Filósofos da Rua – Figuras Populares - Episódios Pitorescos e História Toponímica, Tipografia Moderna 1985

segunda-feira, fevereiro 20, 2006

Jerry Can ou Jerrican??


O jerrican foi inventado pelos italianos em África e adoptado pelo exército alemão, no período da segunda guerra mundial (1939-1945), como contentor de combustível (20 litros). Feito em metal resistente, com três pegas para um manuseamento mais fácil por uma ou duas pessoas, com um bolsa de ar que lhe permitia flutuar, o jerrican era de uma qualidade superior em relação aos contentores dos aliados. Estes preferiam usar os que capturavam aos alemães em vez daqueles que fabricavam. Chamavam-lhe Jerry Can (Jerry=Alemão; Can=lata, vasilha) ou a lata dos alemães. Os alemães tinham para o dito contentor um nome mais fácil - Wehrmachtskanister!

Imagem em: http://beninois.free.fr/uniformes-troupes.htm

Mais um Crime de Diogo Alves - Uma História em Imagens

Para saber mais:
http://passadocurioso.blogspot.com/2005/12/diogo-alves.html

Curiosidade da autoria de Adriana do 6º C.

Zero mortos


Durante a Guerra, nos Estados Unidos da América, quando as tropas voltavam para o quartel após uma batalha sem baixas, escreviam numa placa "0 Killed" (zero mortos) o que deu origem à expressão OK para indicar que tudo está bem.

Curiosidade da autoria de João Fontes, 9ºA

terça-feira, fevereiro 14, 2006

Só mais um bilhete...


Da Damaia a Lisboa ou ao Cacém, no comboio da CP, em 1ª classe, só por 5 escudos?? Parece coisa do passado (curioso, já se vê) e é efectivamente!! Se hoje não puder viajar a este preço, compre o seu bilhete aqui na bilheteira do "Curiosidades da História" e viaje como há trinta anos alguém fez... Era o dia 21 de Janeiro de 1975. Mais uma viagem... no tempo!

sábado, fevereiro 11, 2006

O poema do post de 1-2-2006 - Solução de Enigma

Desfralda a invicta Bandeira,
À luz viva do teu céu!
Brade a Europa à terra inteira
Portugal não pereceu.
Beija o solo teu jucundo
O oceano, a rugir d'amor,
E o teu braço vencedor
Deu mundos novos ao Mundo
Saudai o Sol que desponta
Sobre um ridente porvir;
Seja o eco duma afronta
O sinal de ressurgir.
Raios dessa aurora forte
São como beijos de mãe,
Que nos guardam, nos sustêm
Contra as injúrias da sorte
Ora bem! Estes versinhos faziam parte do poema do Hino Nacional, composto em reacção ao Ultimato Inglês de 1890, e oficializado em 1911.
Em 16 de Julho de 1957, depois dos estudos de uma comissão nomeada para o efeito, o Diário do Governo publicava a versão oficial de "A Portuguesa", da qual já não faziam parte os versos acima transcritos.
Era Presidente do Conselho António de Oliveira Salazar.
Para saber mais:

segunda-feira, fevereiro 06, 2006

Café na Brasileira


A Brasileira do Chiado abriu as suas portas ao público em 19 de Novembro de 1905, vendendo o "genuíno café do Brasil", produto que na época era muito pouco apreciado ou mesmo evitado pelas donas de casa lisboetas. A novidade agradou e cada vez Adriano Telles vendia mais quantidade de café, que na altura custava 720 réis cada quilo. O sucesso começou a ser tão grande que, três anos depois, em 1908, o empresário avançou para a construção de uma Sala de Café, uma novidade na época. Os lisboetas deslumbraram-se com o luxo e a inovação do novo estabelecimento, que em breve se tornou ponto obrigatório da elite da cidade. Trabalhadores e estudantes da Biblioteca Nacional, da Faculdade de Letras e da Escola de Belas-Artes, frequentadores do Teatro São Carlos, advogados, médicos, jornalistas, revolucionários, escritores, poetas, pintores, todos ali se juntavam para beber café e, principalmente, conversar.
Também ali nasceu o termo "a bica", que hoje em quase todo o país significa uma chávena de café. Conta-se que um dia alguns clientes reclamaram da qualidade do café, tendo o proprietário mandado um dos empregados tirar o líquido directamente da bica, ou seja, do saco, sendo o seu sabor e aroma mais intensos, dado que na altura o café era servido numa cafeteira e despejado na chávena à mesa. Outra versão conta que que as primeiras pessoas que bebiam o café não queriam voltar a fazê-lo, porque achavam que era muito amargo e desagradável. Por isso, os donos dos cafés, como slogan de propaganda distribuiam papéis, juntamente com o café, que diziam: Beba Isto Com Açucar. Com o passar dos anos, ficaram apenas as iniciais criando a palavra BICA, que se tornou um "marco cultural" lisboeta.
Curiosidade da autoria de Eduardo Costa, Rafael Neves e Ricardo Correia, do 8ºA da Escola E.B 2,3 D. Pedro IV, Queluz.
Fonte: http://lazer.publico.clix.pt/artigo.asp?id=12257

quarta-feira, fevereiro 01, 2006

A que "poema" pertencem os versos seguintes???


Saudai o Sol que desponta
Sobre um ridente porvir;
Seja o eco duma afronta
O sinal de ressurgir.
Raios dessa aurora forte
São como beijos de mãe,
Que nos guardam, nos sustêm
Contra as injúrias da sorte.

Colaboração de Diogo Machado e de Alberto Machado, que nos enviaram esta pergunta por mail. São mais dois curiosos destas coisas... da história.

domingo, janeiro 15, 2006

Um herói diferente


Em Maio de 1940, Aristides de Sousa Mendes era cônsul de Portugal em Bordéus. Contrariando as ordens recebidas do governo de Salazar, assume a concessão indiscriminada de vistos a milhares de refugiados da 2ª Guerra Mundial, a maioria dos quais eram judeus. A desobediência não parou aí. Sabendo que um número igualmente grande de refugiados estava à espera de vistos diante do consulado português em Bayonne, e uma vez que o respectivo cônsul não resolvia a crise, Sousa Mendes deslocou-se àquele consulado e assumiu o comando da situação, emitindo, uma vez mais, milhares de vistos.
Deslocou-se também à cidade fronteiriça de Hendaye, onde continuou a fornecer vistos não autorizados. Quando as autoridades fronteiriças espanholas deixaram de aceitar os vistos passados por ele, Sousa Mendes acompanhou pessoalmente um grande número de refugiados através da fronteira, para lhes assegurar a passagem.
É impossível estabelecer os números exactos, mas é quase certo que mais de 10 000 refugiados conseguiram fugir da França ocupada pelos nazis, atravessar o território espanhol e a seguir entrar em Portugal, graças aos vistos de Aristides de Sousa Mendes.
Em 24 de Junho de 1940, Salazar acusava Sousa Mendes de “ concessão abusiva de vistos em passaportes de estrangeiros”. Isto significou o fim da carreira de 30 anos de Sousa Mendes na diplomacia portuguesa, bem como a proibição do exercício de qualquer cargo na função pública do seu país.
Aristides de Sousa Mendes e a sua numerosa família passaram a viver da caridade dos parentes mais próximos, e a verdade sobre a coragem deste homem foi imediatamente silenciada pela ditadura salazarista.


Curiosidade da autoria de António Santos e Íris Fernandes, do 9º B da Escola E.B. 2,3 D. Pedro IV, em Queluz.

domingo, janeiro 01, 2006

sanguessugas : ontem e hoje...


As sanguessugas medicinais Hirudo medicinalis são anelídeos que sugam o sangue de mamíferos.Podem ingerir uma quantidade de sangue 10 vezes superior ao seu próprio volume. Até ao século XIX, as sanguessugas eram utilizadas na medicina oriental e mesmo na medicina ocidental (nas sangrias).Os Egípcios, os Gregos e os romanos praticaram as sangrias com sanguessugas. Recentemente, voltaram a ser utilizadas em medicina, em casos de grandes dificuldades circulatórias em membros, com possibilidade de gangrena, visto que a sua acção sugadora e o anticoagulante que injectam, forçam o sangue a circular, ajudando a manter vivas as células.
...
Já agora, pareceu-nos oportuno citar dois provérbios e outros lugares comuns da língua portuguesa sobre sangrias,purgas e Medicina em geral. Aí vão:
'Em Lisboa nem Sangria Má nem Purga Boa'.
'Pés quentes, cabeça fria, cu aberto, boa urina - Merda para a medicina'.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Sanguessuga
http://www.feridologo.com.br/sanguessuga.htm
http://www.ensp.unl.pt/luis.graca/textos75.html


terça-feira, dezembro 27, 2005

Diogo Alves


Sabias que:
Diogo Alves foi um criminoso? Ele escondia-se no Aqueduto das Águas Livres e, quando alguém passava, agarrava essa pessoa, roubava-lhe tudo o que tinha e, para não ser denunciado, atirava-a do Aqueduto abaixo.
Viveu entre os séculos XVIII e XIX e foi enforcado em 1841.

Este post é da autoria de Maia (nome fictício), aluna do 6º C da Escola EB 2, 3 D. Pedro IV, em Queluz.

Os Crimes de Diogo Alves


Os Crimes de Diogo Alves
“Filme que retrata a vida de Diogo Alves, um espanhol que veio viver para Lisboa e que de 1836 a 1839 perpetrou vários crimes hediondos, muitos deles instigado pela sua companheira Parreirinha. Foi por fim apanhado pelas autoridades e sentenciado à forca. O enredo foi baseado num dos folhetim dedicados aos "Criminosos Célebres" portugueses.”
http://www.amordeperdicao.pt/basedados_filmes.asp?filmeid=499

“A rodagem decorreu por três semanas, e os custos ascenderam a duzentos mil reis. Estreada no Salão Trindade, inaugurou entre nós a venda de bilhetes. Apesar do sucesso, a empresa Nandim de Carvalho suspendeu as sessões, por temer que afastasse a acostumada frequência burguesa.”
http://www.instituto-camoes.pt/cvc/cinema/filmes3.html

"
Os Crimes de Diogo Alves , datado de 1911, (…) o mais antigo filme de ficção português com cópia conservada. Rodado em três semanas e com um orçamento de duzentos mil réis, este filme recria os crimes de Diogo Alves, homem que entre 1836-39 aterrorizou a cidade de Lisboa, lançando as suas vítimas do alto do Aqueduto das Águas Livres para o Beco da Barbadela.”
http://www.amordeperdicao.pt/noticias_solo.asp?artigoid=301

quinta-feira, novembro 24, 2005

Curiosidades da Memória

Viver em Lisboa nos anos 60, ao lado do Hospital da Marinha, que é como quem diz ao lado da Feira da Ladra, deixa muitas memórias, ou deixa muitas histórias...
O pequeno almoço tinha sempre pão fresco (curiosamente quente), acabado de cozer. À noite deixava-se o saco de pano pendurado na porta do prédio, com um bilhete a dizer: "Sr. Vicente, são doze papo-secos". E de madrugada lá vinha o Vicente, de cesto fundo de verga, aos ombros, abastecer de papo-secos (carcaças) os dorminhocos esfomeados.
Quanto ao leite, o procedimento era semelhante: à noite ficava a garrafa (ou garrafas) de vidro, vazia, à porta. De manhã estava lá uma cheia, com uma tampinha fininha de folha metálica, fácil de retirar.
Pagava-se à semana, ou ao mês, creio eu!
Nos arredores de Lisboa, as coisas eram diferentes...
Para o leite, nada como ir directamente à vacaria, aqui ,onde não digo, era a Vacaria do Canas... Vasilha na mão, passeio nos pés, e lá íamos nós comprar o leitinho para de manhã beber.
Depois era chegar a casa e fervê-lo, para matar a bicharada...
E mais não digo que tenho leite ao lume e... pode entornar-se!